Nós somos as formigas que trabalham para as cigarras

Quanto aos parasitas que nos governam, aqueles que nunca trabalharam na vida, basta lembrar que num ano em que perderam metade do subsídio de Natal ainda conseguiram ter um aumento médio mensal superior a 80 euros. Sim, há cigarras a mais neste país.

Miguel Cigarra Macedo


[a notícia]

Ó pá, emigra

Portugal não pode ser “um país de muitas cigarras e poucas formigas”, Miguel Macedo dixit.

O Maravilhoso Mundo Novo

Por estes dias tivemos duas notícias que podemos considerar paradigmáticas da nossa realidade e das nossas idiossincrasias colectivas.

Notícia 1: Porto de Leixões bateu recorde de exportações em Outubro (esta passou quase despercebida)

Notícia 2: Chineses fazem renascer o sonho de Sines (esta teve direito a parangonas no Público)

As formigas, coitadas, abandonadas, ostracizadas, vilipendiadas e desvalorizadas, mal ou bem, lá continuam a fazer pela vidinha trabalhando e produzindo para acautelar o futuro; as cigarras, pelo seu lado, aflitas, andam loucas à procura de quem lhes continue a pagar a festa. Desde a famosa “OPA dos Chinos ao Benfica” que há quem olhe para o gigante asiático como a reedição da pimenta da Índia. Pois enganam-se, os imperialistas agora são eles!

António Alves