Clara Pinto Correia – A alma e o embrião


Na tertúlia de que já aqui falei (ver Tintaralela de Luna), hoje foi a vez da Prof. Clara Pinto Correia nos falar sobre um tema fantástico, que é discutido desde os Egípcios que, aliás, até fixaram um prazo para a alma entrar no embrião! Dez dias!

Antes de tudo, tenho que dizer que a Clara é uma mulher extremamente simpática, sem ponta de peneiras, que ouve e dialoga como fazem todos os que estudaram e sabem muito.

Aristóteles começou por abrir uma janelinha no ovo da galinha e foi comparando o que acontecia ao embrião nos diversos ovos, tendo percebido que eram iguais até uma certa altura e depois começavam a divergir e a modificarem-se, a que atribuiu a entrada da “alma” no embrião.

Grandes nomes da filosofia e da ciência estudaram esta questão que continua sem resposta, como ficou bem patente na discussão do aborto, há ou não ali um ser, ou é apenas um conjunto de células..

A dissecação de cadáveres veio, mais tarde, postular que a alma afinal vivia no coração (até que foi descoberto o funcionamento do coração e a circulação sanguínea) ou noutros órgãos do corpo como na cabeça.

A regeneração, capacidade que alguns animais têm , veio dar um contributo enorme a esta questão quando se percebeu que a calamandra, por exemplo, ou o ouriço do mar, eram capazes de  continuar a fazer a sua vida mesmo depois de lhes ser cortada a cabeça ou o rabo. É caso para dizer que “vendem a alma ao diabo”.

Com Santo Agostinho , S. Tomás de Aquino e Sta Ildegarda, chegamos ao conceito da origem sobrenatural da alma, o que desde logo esbarra com o conceito do “pecado original”,  pois difícil é compreender que sendo o “ser” de origem divina possa carregar o pecado.

Com o advento do microscópio, cada vez mais potente, percebe-se a existência de uma vida até ali desconhecida, infinitamente pequena, e que começa a responder e a dar significado a questões até aí desconhecidas, como a existência do espermatozóide que o homem ejacula aos milhares de cada vez, mas que só um se transforma num ser com alma. Perdem-se os outras milhares de almas com os espermatozóides que perderam a corrida?

E Clara Pinto Correia termina com humor mas que é também uma verdade científica: se a alma entra no embrião no momento da união então só pode ser pelo ânus, que é, nos vertebrados, o início da vida!

PS: é um resumo, necessariamente incompleto, de uma bela aula que quis partilhar com os meus leitores.

Ui! Ai! Uuuiii!

Ainda não percebi o interesse pela exposição dos orgasmos da Clara Pinto Correia . Atendendo ao facto de já ter andado a plagiar artigos de revistas estrangeiras – o que lhe valeu a suspensão da sua colaboração na revista “Visão” -, para mim a veracidade dos seus orgasmos é de nível zero.
Isto para quem tem interesse na veracidade do orgasmo feminino, obviamente…

Tão original como a roda, Clara inventa o orgasmo publicado

cpc

Clara Pinto Correia inaugurou Sexpressions, onde  se mostra a ter orgasmos fotografados pelo companheiro Pedro Palma. Tudo bem. O exibicionismo massivo já é parte das artes e costumes do séc. XXI (ao ponto de a indústria porno estar ameaçada de extinção, mas isso agora nem é para aqui chamado),  e Clara Pinto Correia, que depois de ter sido uma excelente repórter e ter atingido o zénite com Adeus Princesa já  fez tanto disparate criativo, até podia com esta exposição regressar ao seu melhor, embora pelo texto da exposição tal se demonstre impraticável.

Agora quando declara isto ao Correio da Manha:

Não precisei de ser convencida na medida em que sempre achei que estávamos perante uma ideia inédita e extraordinária.

Merece como resposta: vá ter um olho para outra terra de cegos, que neste não será rainha nem por um dia. Seguem-se dois vídeos da página Beatiful Agony – facettes de la petit mort onde centenas de pessoas se fizeram filmar em pleno orgasmo. A página tem anos. Escolhi para o menino e para a menina, que assim ninguém reclama.



play windows media

play quicktime



play windows media

play quicktime