Manuais Escolares

debater-escola-publica-e1467571337416Há, no nosso país um conjunto de pessoas com uma capacidade fantástica de saberem tudo, sobre tudo. Aliás, há quem diga que a TVI conseguiu colocar um desses a Presidente, mas eu não acredito.

Por maioria de razão, até a Ferreira Leite, por ter sido um dia mãe, achou que podia ser uma excelente Ministra da Educação.

E, trago até si, caro leitor (e cara leitora, para o politicamente correcto, tão em moda) esta reflexão introdutória porque há coisas sobre as quais sou um perfeito ignorante. Não sei falar Castelhano como o Jorge Jesus e estou longe de conseguir miúdas giras como o Pinto da Costa, isto só para citar dois exemplos.

Sobre Manuais Escolares também. É uma daquelas áreas que abordo com algum receio porque me parece que os lugares comuns existentes nas Praças da República deste país não têm permitido uma reflexão séria sobre o modelo. Entendam este texto como um contributo para um debate que poderá e deverá continuar até na caixa de comentários.

Começo por vos deixar a ligação para o site oficial do Ministério da Educação onde podem consultar toda a informação disponível e perceber como está tudo mais que regulamentado. Na prática e para abreviar a prosa, existe um calendário de adopções definido pelo Ministério da Educação, as editoras apresentam aos Professores as suas propostas e depois, em cada escola (ou agrupamento) o grupo de docentes responsável por leccionar cada uma das disciplinas escolhe o manual que entende ser mais adequado. A fase seguinte passa pela aquisição dos respectivos. Agora, no primeiro ano com oferta do Ministério da Educação, com a presença de inúmeras câmaras municipais na oferta de manuais no 1º ciclo, havendo ainda casos em que a colaboração das autarquias com os pais se alarga até ao 3º ciclo. Este envolvimento do governo e do poder municipal na aquisição dos manuais é uma demonstração da dificuldade que esta factura representa para as famílias, a quem compete uma parte demasiado importante desta despesa.

E, a pergunta que quase todos fazem é: não é possível ter uma política de manuais escolares que permita uma despesa menor às famílias? [Read more…]

Debater… Concursos de Professores

debater-escola-publica-e1467571337416Agora que o mês de Agosto se foi e com ele o único momento do ano em que os professores podem gozar os seus dias de férias, podemos voltar ao debate em torno da Escola Pública. Para este mês trazemos à antena o tema dos concursos de professores.

O enquadramento é desnecessário porque todos os leitores estão fartos de ouvir falar destas coisas e não me custa a acreditar que todos terão na cabeça esta pergunta: não é possível colocar os professores nas escolas sem que a confusão seja a norma?

Vamos começar por referir que o interesse maior da Escola Pública são os alunos e não os professores. Ou seja, o concurso de professores terá que ser um mecanismo de gestão de recursos humanos que permita o melhor ambiente escolar para os alunos. E há duas ou três exigências básicas:

  • Professores colocados a tempo e horas nas escolas;
  • Relação professores / alunos tão estável quanto for possível.

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