AntiDeuteronomio II

  (adão cruz)

AntiDeuteronómio II

No tempo em que as sardinheiras das varandas dos pobres faziam parte dos nossos sonhos florindo em poemas de sol e de cor no tempo em que as andorinhas teciam grinaldas de vida nos beirais no tempo em que os rios bordavam a terra de areia branca no tempo em que a brisa sussurrava por entre as flores e as fontes murmuravam seus amores a aurora da nossa inquietação tinha o cheiro a maçãs e o pulsar das coisa vivas e o levíssimo sorriso dos jardins do paraíso tudo amávamos em nobre sentimento de exaltação [Read more…]

AntiDeuteronómio I

  (Javier-de Juan-Creix)

A cidade está deserta por dentro e por fora de nós começa a não haver vivalma neste lusco-fusco brumoso neste irracional azul de um céu de chumbo nesta descrença de manhãs de sonho em bicéfalas e bárbaras bandeiras de um mundo informe e medonho [Read more…]