Jogos Olímpicos: Os portugueses de bem e a escumalha do Chega

Enquanto os ideólogos do Chega se entretinham a desenhar o seu cadastro étnico-racial, os grandes Jorge Fonseca e Patrícia Mamona traziam para Portugal as duas únicas medalhas até ao momento.
Deixem-me acrescentar aqui, mesmo sem medalhas, as grandes Auriel Dogmo ou Liliana Cá.
São estes os portugueses de bem, são estes os portugueses que realmente interessam.
Transformaram a dor em amor.
Transformaram o ódio em amor.
São mais portugueses do que eu – porque amam e ogulham-se do seu país.
São portugueses ao ponto de pedir desculpa aos seus compatriotas quando perdem.
Não deviam fazê-lo.
Portugal é que tem de lhes pedir desculpa. Por tudo. Pela falta. Pela omissão. Pela escumalha que criou, que dirige e que vota no Chega.
Esses, que fazem jus à herança racista, colonialista e imperialista de Portugal, mas que nada são a não ser isso mesmo: escumalha racista, xenófoba e homofóbica que envergonha o país que dizem seu.

Escumalha juvenil à solta na Figueira da Foz

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A vítima, visivelmente assustada, praticamente não reage. Mantém-se encostada à parede com as mãos atrás das costas. A escumalha juvenil que a rodeia, desmiolada e cobarde, parece conseguir tirar prazer de toda aquela situação ou pelo menos simula conseguir para que ninguém tenha dúvidas sobre a espectacularidade da sua existência delinquente, tal é a ausência da mais ínfima gota de personalidade ou compaixão destes autómatos controlados por uma marginal. Na verdade, quase todos os bandalhos que participam neste acto cobarde não passam de putos vazios e manipuláveis que mais não fazem do que seguir as ordens da chefe, aquela figura ridícula e nojenta, nos mais variados sentidos que a palavra pode assumir, que dirige a agressão e que aparenta ter pouco mais que ar, vento e merda terá dentro daquela cabeça.

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Cuspir na liberdade de expressão

Manif prá fotografia

(a foto em cima é da Reuters. a de baixo terá muito provavelmente sido tirada por algum Charlie…)

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“Sensibilizados” pelos monstruosos ataques terroristas à redacção do Charlie Hebdo e em Port de Vincennes, vários dirigentes europeus e não só juntaram-se Domingo à manifestação que mobilizou mais de um milhão de franceses. Ou será que foram lá apenas para a fotografia? As imagens em cima parecem-me mais do que esclarecedoras.

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