Escola Pública e Escola Privada

Ou não.

Bullying

Fala-se agora muito em bullying, termo sofisticado para uma velha realidade, agora aumentada pelas redes sociais.

Gostava só de recordar um romance:

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O Deus das Moscas, de William Golding. O filme que nele se baseou de nada vale mas o livro é soberbo.

Escumalha juvenil à solta na Figueira da Foz

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A vítima, visivelmente assustada, praticamente não reage. Mantém-se encostada à parede com as mãos atrás das costas. A escumalha juvenil que a rodeia, desmiolada e cobarde, parece conseguir tirar prazer de toda aquela situação ou pelo menos simula conseguir para que ninguém tenha dúvidas sobre a espectacularidade da sua existência delinquente, tal é a ausência da mais ínfima gota de personalidade ou compaixão destes autómatos controlados por uma marginal. Na verdade, quase todos os bandalhos que participam neste acto cobarde não passam de putos vazios e manipuláveis que mais não fazem do que seguir as ordens da chefe, aquela figura ridícula e nojenta, nos mais variados sentidos que a palavra pode assumir, que dirige a agressão e que aparenta ter pouco mais que ar, vento e merda terá dentro daquela cabeça.

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Do problema sério que é o bullying

Eu pensei, ingenuamente claro, que das pessoas da blogosfera, o Rodrigo Moita de Deus fosse um dos que estivesse mais predisposto a simpatizar com o rapaz da Figueira da Foz. Afinal de contas, o Rodrigo há meses (anos?) anunciou publicamente no blog que ele e a família, nomeadamente os filhos, recebiam ameaças de morte por parte dos anónimos que vagueiam o 31. Portanto, não deixa de me espantar que o Rodrigo, face a receber este tipo de lixo que é apesar de tudo, uma forma de bullying psicológico porque nenhum pai devia ser posto perante uma situação de ameaça aos filhos mesmo que a ameaça seja anónima e online, não consiga encontrar em si uma reacção qualquer que não seja gozar com o rapaz. É uma pena.

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Limpar a Sala de Aula

de metralhadora em punho.

Turmas CEF: O testemunho de um professor enxovalhado

Hoje sofri bullying dos alunos. Já participei tudo e vou queixar-me ao meu advogado e ao Estado português. Nem imaginam como me impressionou, logo a seguir à minha aula, ver um colega completamente desesperado com as lágrimas nos olhos, pois ele nem a chamada consegue fazer. O director tem de actuar forte e feio.
A mim, ao fim de mais de 20 anos de carreira, deram-me este mimo: «O professor é uma merda e vir às suas aulas é uma merda»… Arrotaram e deram pus… Colocaram phones, levaram bola, bateram nas carteiras e cantaram… não sei como me segurei. Algumas vezes, penso que vou fazer uma asneira e arrepender-me para o resto da vida… nem me conheço… fiquei calmo, calmo, mas duma calma doentia…
O meu advogado disse-me isto: se alguma vez eles lhe levantarem a mão para si, não responda. Saia e faça queixa, mas não se atire a eles… eu acho que me ia dando uma coisa hoje! Um vagabundo a dizer-me aquilo é surrealista…
Estou doido da cabeça – pior … Pela manhã, pela minha janela, outra turma… um tipo penso que tentou passar ou vender tabaco ou droga… Eu disse ao vagabundo «Senta-te já». Respondeu-me «Cale-se» e pediu dinheiro … para comprar lá fora.
O director esteve na sala, chamei-o, mas isto já não vai com directores… A certa altura, quando ele ia a sair, há um malcriadão que lhe diz, nem sei se ele se apercebeu ou fez de conta, «feche a porta por causa das correntes de ar»…
Perante isto não tenho mais nada a comentar, a dizer, simplesmente que não tenho saúde para isto. É uma relação de provocação contínua nos CEF’s [Cursos de Educação e Formação]. Impossível, a nossa profissão… esta não foi ensinada nem no estágio, nem na experiência, nem na faculdade… isto passa já para a secção de delinquência e psicologia.

(Enviado por um professor devidamente identificado que solicita o anonimato)

Escola de Fitares continua a discriminar. Não inclui, não educa para a Diversidade

Na Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos de Fitares, a homofobia e  bullling prosseguem, mesmo depois da morte do professor de música Luis do Carmo.
Desta vez , é  um docente da área das Expressões a queixar-se-nos de ser vítima de assédio moral  e  de bullying, pelo que está de baixa psicologica e já pediu mudança de turmas ou de escola, pois deseja trabalhar. Já apresentou queixa ao Provedor do Cidadão.
O clima de hostilidade a que o professor vem sendo sujeito de forma crescente  por parte de alunos contará com a aparente cumplicidade de alguns  pares, mas sobretudo  da Direcção, sob a forma de silêncio e desinteresse  em tomar medidas correctas .
Os alunos agressores recorrem  ao recurso a insultos em crioulo nos corredores, a que se somam insinuações na própria aula e mesmo comentários anónimos, escritos.
Tudo isto decorre no rescaldo das denúncias que levaram à notícia do suicídio de Luís do Carmo, que desagradou à direcção.
A discriminação que atinge o professor  é sintoma revelador de preconceitos sociais que reinam ainda no meio escolar sem haver tentativa de os extirpar. A vítima tem sempre, nestes casos, dificuldade em provar objectivamente que a sua honra e dignidade foram violentadas.
O desgaste psicológico gera  um terreno assaz fértil para que se instale o próprio processo homofóbico.
O professor declarou-nos: “A escola  homofóbica é causa e consequência do fenómeno de desestruturação da sociedade. Resolveu, legitimamente, que não tem de falar de si como pretendem provocatoriamente os alunos.  Os professores não estão na escola para falar de si”, mas para formar cidadãos republicanos, laicos, respeitadores  da Diversidade  e do seu semelhante, por isso solidarizo-me  com este docente que se vê perseguido desta forma insidiosa no seu local de trabalho, como está a ser habito agora. Veja-se o caso da professora de Mirandela.

Desdramatizar o bullying

Vamos lá ver uma coisa: o ‘bullying’ existe desde há muito. Se calhar, desde sempre. Basta haver criança e jovens, que, como se sabe, podem atingir interessantes níveis de crueldade entre eles.

Agora chama-se ‘bullying’, dantes chamava-se ‘pegar com…’ ou, nos casos mais radicais, ‘chatear os cornos a…’.

É chato, é tramado, ninguém gosta de ser alvo do dito cujo mas é uma realidade da qual será difícil fugir, a não ser isolar as crianças e jovens em redomas.

Os miúdos de antigamente enfrentaram a coisa e ultrapassaram o drama. Uns melhor, outros pior. Os de hoje só têm de fazer o mesmo. O problema é que a maior parte dos miúdos de hoje, graças à sociedade em que vivemos, não tem arcaboiço para isso. Esta é que é a realidade.

Bullying

No meu tempo de estudante, havia rufias que se metiam com os mais fracos.

Houve sempre rufias. Houve e continuará a haver.

Parece-me que a diferença nos dias de hoje, é que a comunicação entre pais e filhos não será a melhor. O que os pais dão aos filhos, afasta-os do diálogo: computadores, mp4 com auscultadores, consolas de jogos, telemóveis para mandar mensagens e ouvir música, etc. E como parecem muito dinâmicos a mexer em tudo que é aparelhos e afins, todos dão ares de independência e sagacidade. Esta diferença leva a que os pais estejam convencidos que os filhos estão bem, porque estão lá no mundo deles. E o mundo deles é cada vez mais distante. Esquecendo-se, os pais, que os filhos continuam crianças, com as suas naturais fragilidades e os seus naturais medos e vergonhas.

Há pouco tempo, soube de um comentário de uma miúda de 10 anos que confessando a sua paixoneta por um colega de escola, o caracterizou como bom rapaz, não porque seja bom aluno, mas porque não é daqueles que batem nas raparigas.

Se fosse minha filha, eu trataria, imediatamente, de indagar que coisa é essa de rapazes baterem em raparigas, e cuidaria de responsabilizar não só a direcção da escola como, acima de tudo, os pais das crianças agressoras. E sem rodeios afirmo, que se algo acontecesse com uma filha minha, seria o pai do agressor o primeiro a levar troco. Depois se veria o que acontecia.

Infelizmente este é um país cultural e civilizacionalmente tão inábil, que até precisa de usar expressões estrangeiras como “bullying” para rotular comportamentos rufias, pela simples razão que com tal rótulo estrangeiro transformam tudo num complexo fenómeno sem fronteiras, próprio das sociedades modernas, com o qual temos de lidar com  muito cuidado, sem ofender ninguém, e só depois de se ouvir variados especialistas na matéria.

No meu tempo de criança e adolescente, assuntos de rufias resolvia-se com um pouco de porrada. E confesso que, neste particular, tenho alguma saudade desse tempo.

Bullying ou Má Criação?

Já aqui falei do Louzã Henriques e eis que, surpresa, encontro um depoimento dele num jornal sobre a patetice do conceito de bulingue:

E é neste ponto que o psiquiatra Manuel Louzã Henriques também se concentra. “É essencial que os professores sejam respeitados, que tenham autoridade e que possam aplicar uma disciplina actuante.” Para o clínico, actualmente os professores não são respeitados, considerando que os alunos vêem os docentes como alguém para “dar marradas”, até porque os próprios encarregados de educação acham que podem “bater e exigir dos professores“.

Louzã Henriques salienta ainda que “fala-se muito de bullying, mas o correcto é chamar-se má criação. A sociedade quer que cada um acorde o selvagem que tem em si. Pessoas vistas como tímidas ou que gostam de reflectir sobre os assuntos são muitas vezes vistas como frouxas”. Firmeza, não enveredar pela hipertolerância, são soluções a adoptar.