E tu, camarada, apoias a fome e a opressão na Venezuela?

Na Venezuela, onde a este javardo inchado nada falta, incluindo a famosa “empanada” escondida debaixo da mesa, dados da FAO indicam que existem 3,7 milhões de pessoas subalimentadas, o que equivale a mais de 10% da população daquele país.

Sim, existem na crise venezuelana outras variáveis que o mainstream tende a abafar. Mas é inaceitável haver quem à esquerda se bata por um regime que escolheu oprimir, como se o que se passa na Venezuela fosse assim tão diferente daquilo a que assistimos nos reinos totalitários do Médio Oriente.

Não é.

Hoje vão morrer de fome 17 mil crianças

Na edição de hoje do Diário IOL, conta-se que na abertura da Cimeira da FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon “lembrou que há mil milhões de pessoas com fome no planeta e que a produção de alimentos terá de aumentar para fazer face a estas carências e ainda ao aumento de população que se regista.”

 

Como já é habitual quando se fala nestas questões, o ambiente parece ser de desencanto e cepticismo quanto à intenção dos países mais ricos em dar resposta a esta catástrofe que condena à morte anualmente 36 milhões de pessoas, das quais seis milhões são crianças.

 

Do grupo de países que compõem o G8, esses que são os mais industrializados e economicamente mais desenvolvidos do planeta, faltaram à Cimeira os EUA, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, o Canadá e a Rússia. Isto é, apenas compareceu o chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, e suspeita-se que apenas porque era o anfitrião.

As ausências, digo eu, são reveladoras da importância que atribuem ao tema.