As regras da zona euro passam a boas intenções

Na sequência do post anterior, mais uma tradução caseira sobre o que se diz na Alemanha, novamente segundo o Frankfurter Allgemeiner Zeitung.

A reforma da união monetária

O pacto de Merkel já não é pacto

A União Europeia baixa as exigências alemãs para a competitividade dos estados da zona-euro: os países devem comprometer-se reciprocamente a algumas reformas gerais e availá-las anualmente.

A União Europeia vai absorver alguns elementos do “pacto de competitividade” apresentado há quatro semanas pela chanceler Angela Merkel no seu pacote de reforma para a união monetária, mas formulando-os da forma mais vaga possível. As sanções por incumprimento das exigências formuladas por Merkel (e que foram apoiadas presidente francês Nicolas Sarkozy) não existirão. Em vez disso, os países da zona euro vão-se comprometer reciprocamente com algumas reformas gerais e discuti-las anualmente. É esta a orientação que vai ser defendida no próximo encontro dos chefes de estado e governo da zona euro no dia 11 de Março em Bruxelas. (…)

1.Março.2011

Boas notícias para estados disciplinados e com grande rigor orçamental como é o caso de Portugal. É de sublinhar que a própria Alemanha passou a fasquia dos 3% de défice do produto interno bruto (em 2010 ficaram nos 3.3%).

Portugal visto pelos alemães, segundo o olhar do Frankfurter Allgemeiner Zeitung

Por cá, o discurso que passa como uma cassete é que a Alemanha, com as suas indecisões, é a culpada das nossas maleitas. E os alemães, o que dizem eles? O texto que se segue é uma tradução caseira de um artigo publicado Frankfurter Allgemeiner Zeitung a 20 de Fevereiro passado.

Socorro, vêm aí os investidores privados

Nos mercados cresce a desconfiança

(…)

Portugal está de novo na mira dos mercados pois o país encontra-se numa recessão e além disso há boatos nos mercados de que a Alemanha esteja a empurrar o governo português para pedir um programa de ajuda, tal como a Irlanda. Aparentemente, Lisboa oferece resistência. Mas embora os portugueses garantam que já tenham assegurado um terço da necessidade de financiamento para o corrente ano e até se tenham oferecido oferecido para pagar antecipadamente as dívidas que irão vencer no início do Verão, a desconfiança dos mercados cresce.

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