Portugal visto pelos alemães, segundo o olhar do Frankfurter Allgemeiner Zeitung

Por cá, o discurso que passa como uma cassete é que a Alemanha, com as suas indecisões, é a culpada das nossas maleitas. E os alemães, o que dizem eles? O texto que se segue é uma tradução caseira de um artigo publicado Frankfurter Allgemeiner Zeitung a 20 de Fevereiro passado.

Socorro, vêm aí os investidores privados

Nos mercados cresce a desconfiança

(…)

Portugal está de novo na mira dos mercados pois o país encontra-se numa recessão e além disso há boatos nos mercados de que a Alemanha esteja a empurrar o governo português para pedir um programa de ajuda, tal como a Irlanda. Aparentemente, Lisboa oferece resistência. Mas embora os portugueses garantam que já tenham assegurado um terço da necessidade de financiamento para o corrente ano e até se tenham oferecido oferecido para pagar antecipadamente as dívidas que irão vencer no início do Verão, a desconfiança dos mercados cresce.

A dívida pública a dez anos rendeu na sexta-feira [18-02-2011] 7.4%. Juros a cima dos 7% são considerados não sustentáveis a prazo para um país com um elevado endividamento público e uma economia fraca. Além disso, os mercados londrinos relacionariam os crescente juros nos países periféricos com preocupações de que o governo Merkel teria possivelmente dificuldades em impor um plano de salvamento do euro no seu próprio país.

É de esperar que haja por isso nas próximas semanas agitação dos mercados de financiamento europeus, uma vez a expectativa de haver uma solução duradoura dos problemas através de política não é um dado adquirido. Os analistas do Commerzbank partem do princípio que os governos da zona euro “chamem a si” um amontoar de ajudas financeiras em Março e coloquem em prática uma governação económica “vaga”, e concluem: «Nós vemos um significativo risco, em que as elevadas expectativas dos investidores sejam defraudadas e os prémios de risco das dívidas periféricas disparem em seguida.» A probabilidade de que o EFSF venha a comprar no comprar no futuro dívida pública em vez do BCE, está a baixo dos 50%.

 

Frankfurter Allgemeiner Zeitung, 20.Fev.2010

Comments

  1. Os alemães quem fazer o seu balão d ensaio da sua nova versão câmara de Gás. Portugal foi o seleccionado. 10 milhões são fáceis de adestrar, ainda para mais cultivam aquele sentimentozinho que são inferiores por natureza Y destino que nem é preciso lavagens cerebrais … Olhai as Hurras ! Hurras Y Palmas aos Alemães … Nos melhores Jornais do País a terem Honras Garrafais!
    Não Jogo nesse campeonato! Nem que tenha que dar Vivas ao Sócrates!

  2. “Os alemães querem …”

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