Desastre ambiental – 60 000 barris de crude/dia

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O desastre continua, imparável, sem solução à vista. Agora a BP estima que o poço possa derramar 100 000 barris/dia o que contraria as previsões mais optimistas do passado, após as medidas já tomadas!

Entretanto, o Presidente do Concelho de Administração da BP foi a uma regata em que competia o seu iate, Bob, na ilha Whight no sul de Inglaterra, facto aproveitado para uma ataque cerrado da administração Obama. E, a isto ,juntam-se as declarações de um funcionário da estrutura de extração que veio declarar que a Gestão foi informada a tempo e horas que uma das unidades de proteção havia cedido, e não foi substituída como se impunha.

Tudo indica que o desastre foi o resultado da pressa em obter resultados e cortar nos custos, o que dá em desastres e, no caso, no pagamento de 50 mil milhões de dólares de indemnizações, ao longo dos próximos anos. Foi criado um fundo de 20 mil milhões para pagamento imediato às pessaos afectadas pelo desastre. Por estes números  podemos calcular a dimensão do desastre mas tambem a potencialidade destes negócios cuja dimensão coloca em perigo muitos milhares de vidas.

A BP, longe de casa, a destruir o ambiente do Golfo do México!

O 11 de Setembro do ambiente

http://static.publico.pt/imagens.aspx/302914?tp=UH&db=IMAGENS&w=350Foi assim que o Presidente Obama classificou o desastre que está a ocorrer no Golfo do México. Nada será igual depois deste desastre tal como o mundo mudou com os aviões contra os edificios do World Center.

Um inferno, contam as pessoas habituadas a lidarem com furacões e a recomeçarem tudo no dia seguinte. Já tiveram derrames mas contidos, nada que se pareça com o actual que vai acabar com a sua  vida que apreciam nm lugar fantástico. O sétimo melhor lugar do mundo para a pesca desportiva cujo festival anual foi já cancelado.

Mas a o tipo de desenvolvimento económico a que estamos habituados, montados na energia proveniente do petróleo, vai cada vez mais trazer-nos problemas, até que se encontrem verdadeiras alternativas. Dizem-nos que as energias verdes não são ainda alternativas em eficiência e em preço, mas a verdade é que é dificil encontrar energia mais ineficiente que a proveniente do petróleo. Basta ver que um automóvel, precisa de pesar cerca de 2 000 kgs para transportar uma pessoa que pesa em média 70 kgs. Isto é, um carro gasta o combustível correspondente a fazer mover 2 000 kgs quando bastaria gastar o necessário para movimentar 70 kgs.

O que realmente está em equação há muitos anos são os poderosos interesses ligados ao petróleo e não a inexistência de energias alternativas provenientes de processos tecnológicos há muito conhecidos.

Infelizmente, só um desastre desta dimensão e às portas dos US poderá contribuir para a mudança de mentalidades! Será desta que a indústria vai apostar em força na energia verde?

A BP, o petróleo e a nossa vergonha

O desastre na plataforma petrolífera da BP, ao largo dos EUA, de nome Deepwater Horizon, foi mais uma excelente colaboração no propósito da humanidade dar cabo da sua própria casa, o planeta.

Chegue a casa num belo dia, execute a sua rotina diária e, quando estiver para cozinhar, ignore os avisos que o fogão lhe está a transmitir. Insista e aguarde. Depois veja a linda merda que acabou de fazer. Provavelmente deu cabo da casa, ou parte dela. Só muito no futuro, ou nunca, a poderá voltar a utilizar da forma como o fazia.

É assim que tratamos o planeta. Foi o que aconteceu na plataforma da BP. Os funcionários ignoraram os avisos e as consequências estão à vista.

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As estimativas apontam para a fuga de dois a três milhões de litros de petróleo por dia. Ou seja, quatro vezes mais do que o inicialmente estimado. O equivalente a 12 mil barris por dia (dois milhões de litros).

O petróleo é fundamental para muito do que fazemos, mas não é necessário para ter vergonha na cara.

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