Desastre ambiental – 60 000 barris de crude/dia

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O desastre continua, imparável, sem solução à vista. Agora a BP estima que o poço possa derramar 100 000 barris/dia o que contraria as previsões mais optimistas do passado, após as medidas já tomadas!

Entretanto, o Presidente do Concelho de Administração da BP foi a uma regata em que competia o seu iate, Bob, na ilha Whight no sul de Inglaterra, facto aproveitado para uma ataque cerrado da administração Obama. E, a isto ,juntam-se as declarações de um funcionário da estrutura de extração que veio declarar que a Gestão foi informada a tempo e horas que uma das unidades de proteção havia cedido, e não foi substituída como se impunha.

Tudo indica que o desastre foi o resultado da pressa em obter resultados e cortar nos custos, o que dá em desastres e, no caso, no pagamento de 50 mil milhões de dólares de indemnizações, ao longo dos próximos anos. Foi criado um fundo de 20 mil milhões para pagamento imediato às pessaos afectadas pelo desastre. Por estes números  podemos calcular a dimensão do desastre mas tambem a potencialidade destes negócios cuja dimensão coloca em perigo muitos milhares de vidas.

A BP, longe de casa, a destruir o ambiente do Golfo do México!

A inglesa BP a cagar no Golfo do México!

A estimativa mais optimista aponta para 1,8 milhões de litros /dia de crude que se derramam nas águas do Golfo do México, mas a mais realista aponta para próximo do dobro. São 4 000 plataformas as que operam naquelas águas e que dão trabalho a milhares de pessoas. Agora, uma delas, está a produzir o maior desastre ambiental de sempre, a destruir toda a actividade pesqueira que fornece cerca de 60% do consumo do país, bem como as actividades de lazer e navegação.

Nos próximos 20 anos o ambiente não conseguirá recuperar de tamanho desastre, toda a população que vive nas redondezas não sabe sequer se poderá continuar a viver nas suas casas. A extração do petróleo faz-se cada vez mais fundo, em condições mais dificeis e mais caras, as hipóteses de algo correr mal, são cada vez maiores. A 1 500 metros de profundidade a BP tenta sem sucesso fechar o poço, a medida mais capaz é abrir dois poços secundários e assim retirar força ao poço fora de controlo.Mas esta solução demora meses (estará operacional em meados de Agosto) e custa milhões de dólares, bem menos no entanto que os biliões de dólares que o desastre já causou e vai continuar a causar.

Luisiana, Missipi, Alabama e Florida os territórios afectados têm milhares de trabalhadores a tentarem conter a “maré negra”, que mata peixes, animais, aves e homens, estes, daqui por uns anos vão padecer de problemas de saúde como já está a acontecer na Costa Galega, após a “maré negra” de muito menores proporções de há uma dezena de anos.