Saúde: custos das PPP agravados em 6 mil milhões de euros

O ‘Correio da Manhã’ saiu hoje para as bancas com o seguinte destaque de 1.ª página:

Correio da Manhã_28-07-2013(2)

Trata-se, como é sabido, de um jornal sensacionalista, suscitando dúvidas quanto à credibilidade de títulos de primeira página. Todavia, nem sempre especula sem sentido. Certas vezes, recorrendo a provas dignas de confiança, acerta na ‘mouche‘, como é o caso do descontrolado e pesado gasto não previsto com as famigeradas PPP no sector da saúde, dominadas pela HPP (CGD), Grupo Mello, uma sociedade gestora herdeira da SLN do BPN e, para completar o cartaz, o grupo Espírito Santo Saúde, dirigido por essa ardilosa e insolente figura, Eng.ª Isabel Vaz.

Desta vez, não há, de facto, dúvidas, menores ou maiores. O CM baseia-se no Relatório nº. 18/2013 – 2ª. Secção do Tribunal de Contas, de conteúdo pormenorizado, e até exaustivo, que em 347 páginas descreve, avalia e recomenda acções do governo sobre as Parcerias Públicos Privadas no Sector da Saúde.

Os resultados para os cofres públicos, conforme o TC justifica, saldam-se por enormes gastos, tomando por base os custos previstos face aos custos reais para o Estado que, como diz o CM, se reflectem em encargos adicionais de 6 mil milhões de euros.

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A negociante Isabel Vaz quer mais meninos

A quem tivesse dúvidas de que o encerramento de um maternidade pública em Lisboa é mesmo para arranjar clientes a mais uma ruinosa parceria público privada, a do Hospital Loures/BES, veio tirá-las a conhecida negociante de saúde Isabel Vaz:

Há mais pessoas a procurar o Hospital de Loures para realizarem abortos do que a marcarem consultas para terem filhos, disse (…) a responsável pela Espírito Santo Saúde, entidade que gere aquela unidade hospitalar. (…) “Isto não tem nada a ver com ser ou não católico”, destacou a responsável da entidade do Grupo Espírito Santo, lembrando que “a cobertura universal dos cuidados de saúde não é possível“.


Claro que não tem nada que ver com o facto de ser católica e de arengar em Fátima, os pruridos morais são desconhecidos num grupo do banco de Hitler e Pinochet; nasçam os meninos, haja clientes, o estado paga.

Diz ainda Isabel Vaz que “não existem doenças rentáveis, mas uma péssima definição de preços“. Quem afirmou que melhor negócio do que a saúde só o do armamento, com uma boa definição de preços e a graça do outro espírito santo fará IVG´s, eutanásias e curativos ao demo; em seguida uma peregrinação e uns terços bem rezados, a santa absolvição, e quando morrer vai para o céu ter com os anjinhos. Ámen.

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A bexiga e as cirurgias das grávidas da MAC

JMF é dos mais prolíferos tudólogos da nossa praça. De sabedoria polivalente, é um mestre sem barreiras. Agora ficou motivado pelas perfurações de bexiga e cirurgias das grávidas da MAC. Como neo-liberal de vanguarda, está permanentemente mobilizado para a propaganda e campanha em defesa do actual governo.

A fim de evitar o afogamento em argumentos inconsistentes, agarra-se à boia chamada Prof. Pita Barros, para afirmar:

O Prof. Pita Barros escavou números e mostrou-os

Do que foi aqui escrito pelo referido professor, destaque-se o texto da ‘nota final’:

…estas informações e opinião poderão ser corrigidas se entretanto se obtiver informação mais actualizada ou mais completa. Agradeço aos leitores do blog que me enviaram sugestões, mesmo que a minha opinião não vá de encontro à sua. [Read more…]

Há uns anos, vendiam a MAC ao ‘El Corte Inglés’

Carlos Monjardino, neto do fundador da MAC,  diz o ‘Público’, esteve a ver uns papéis lá em casa, manuscritos pelo avô, e concluiu que o Ministério da Saúde poderá fazer da MAC o que bem entender.

Sem atender a princípios fundamentais de ‘interesse público’, o prepotente Macedo recebeu, assim, uma chancela de cunho bem vincado para certificar a decisão abstrusa, anti-social e até anti-científica de encerrar a MAC.

Quem quiser ver com olhos de ver, facilmente percebe que MAC e Hospital de Santa Maria, com a transferência de 2.100 partos / ano, serão sacrificados em favor do Hospital de Loures, construído e explorado em regime de PPP com a Espírito Santo Saúde. A mulherzinha que preside ao negócio de saúde do BES é uma tal Isabel Vaz que, como escreveu o meu amigo João José Cardoso, é autora da célebre frase: “Melhor negócio do que a saúde só o das armas”. [Read more…]