O Passos e os barões assinalados

Foto: André Kosters/Lusa

Com o final do ciclo passista à vista, queimam-se os últimos cartuchos de propaganda de uma oleada máquina que, nos seus tempos áureos, triturou Manuela Ferreira Leite sem dó nem piedade, a quem se seguiu Aguiar-Branco e Paulo Rangel, recorrendo a práticas tão respeitáveis como a manipulação do Fórum TSF ou a concepção de apoiantes alternativos nas redes sociais, como o célebre caso Maria Luz, magistralmente desmontado e exposto neste blogue pelo J. Manuel Cordeiro.

A máquina, porém, foi esmorecendo, e nem o advento dos observadores foi suficiente para manter o passismo vivo, apesar do forte investimento e de uma mobilização de recursos considerável, na imprensa escrita como nas redes sociais. À governação de péssima memória, guiada pelo radicalismo ideológico e pela quase ausência de resultados, cuja cereja em cima do bolo é a famosa saída limpa com Banif debaixo do tapete, seguiram-se dois anos de puro fanatismo, durante os quais todas as desgraças foram profetizadas, todas as crises aventadas e até a vinda de demónios era dada como certa. [Read more…]

O humor e propaganda de um regime em decadência

RIR

Sem a pompa e a circunstância que outras visitas da realeza social-democrata nos têm habituado numa terra tão laranja como é a minha Trofa, Passos Coelho apareceu por cá no passado Sábado para apresentar a sua recandidatura à presidência do PSD, num evento dirigido aos militantes da zona norte do país.

Em vez das habituais e ensurdecedoras cornetas que normalmente antecedem este género de visitas, os militantes trofenses optaram por manter a vinda do chefe num invulgar mas expectável silêncio, quebrado pela fuga de informação proveniente daqueles que, muito provavelmente, estarão fartos dos Relvas que tomaram conta do aparelho social-democrata. Nem o jornal do regime escreveu uma palavra que fosse sobre a vinda do Primeiro-Aldrabão. Não fossem os jotas cor-de-rosa vingar-se dos ovos com que José Sócrates foi brindado na sua última visita ao nosso concelho. É que por aqui as jotas não se limitam ao jogo do tacho: pegam-se a sério e chegam mesmo a andar à chapada na via pública se tal se mostrar “necessário”!

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