A privacidade é uma coisa tramada. Num momento estamos a zelar por ela de forma furiosa, capazes de tudo para preservar o nosso cantinho, a nossa intimidade. Afinal, o que é que os outros têm a ver com a minha vida. Acaso eu me meto na deles? Faço-lhes perguntas incómodas? Sim, daquelas perguntas que eu não quero responder se as fizessem a mim? Não, pois não. Então não se metam na minha vida.
Imagine como seria ‘divertido’ se um ladrão posta-se no Twitter, Facebook ou noutra rede social: "A assaltar a casa do utilizador tta34yty que está de férias nas Caraíbas. Ena, tem plasma de 42 polegadas".
A não ser, claro, que eu permita isso mesmo. É evidente que há certas perguntas que não respondo cara a cara mas que quiserem mesmo saber, o melhor é analisarem o que faço na internet. Lá podem saber tudo. O que penso, onde estive, onde estou ou para onde vou. Catita, não?
Na internet estamos muito mais à vontade. Primeiro não temos ninguém à nossa frente a fazer-nos perguntas e isso é muito mais tranquilo. Hei-de agora dar respostas a uma pessoa à minha frente, que até conheço, quando posso muito bem dar todas as respostas a um mar de gente que não conheço de lado nenhum…







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