A visibilidade do “novo” Alfa Pendular

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@Maquinistas

Introdução

A Rede Ferroviária Portuguesa possui o maior índice de risco de fatalidade da Europa Ocidental. O dobro do índice de risco de fatalidade das redes francesa e alemã e oito vezes mais elevado que o índice de risco fatalidade da rede britânica.

O risco de fatalidade no sistema ferroviário é calculado pela ERA (Agência Europeia para o Caminho de Ferro) dividindo o número de todas as fatalidades na ferrovia (excluíndo os suicídios) pelo número de comboios-quilómetro. Portugal tem um valor de 0,55 mortes por milhão de comboios-km. A França tem 0,15 e a Alemanha tem um valor semelhante de 0,14 mortes por milhão de comboios-km. O Reino Unido (RU), apesar da sua rede em muitos aspectos anacrónica, quando comparada com potências ferroviárias como a França, Alemanha e Espanha, consegue um honroso e baixíssimo resultado: apenas 0,07 mortes por milhão de comboios.km (1). A este resultado não será estranho o rigoroso sistema de segurança em vigor nas ilhas britânicas. Recentemente o RU atingiu o record de estar há 10 anos sem qualquer acidente fatal para passageiros e empregados (2).

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Praias de Lagoa: naturais e balneares?

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Confesso que continuo a ter dificuldade em perceber esta forma de organização do litoral de Lagoa (Algarve). No site municipal podemos ver que há uma diferença entre Praias Balneares e Praias Naturais:

“As águas transparentes do litoral de Lagoa atraem milhares de visitantes aos aconchegantes areais, estirados ao longo dos seus 17 km de arribas calcárias. Ao longo das últimas décadas consolidou-se naturalmente o uso de algumas destas línguas de areia que, embora com serviços mínimos ou mesmo inexistentes, não afastam os banhistas. São as Praias Naturais de Lagoa.”

Ora, nas Praias de Albandeira, de Benagil e do Carvalho não há qualquer mecanismo de Protecção aos Banhistas. São monumentos naturais, mas com zero no que à segurança diz respeito. Se a intenção é uma experiência próxima da que sentiram os primeiros exploradores destas terras, então a opção está correcta. Mas, no dia em que alguém morrer, a quem se poderão pedir explicações? Aos próprios, por natureza da vida humana, será complicado, mas se até na via pública há placas que apontam para essas praias, como poderá um turista saber que se está a dirigir para uma Praia que não é protegida? Como podemos Nós, visitantes de Lagoa, distinguir, no mesmo cruzamento, a diferença entre Carvalho e Carvoeiro?

Caro Camarada Francisco Martins, se me permite uma sugestão, tenha em atenção esta questão:

– ou toma medidas para que a experiência balnear dos turistas se torne mais segura,

– ou então remova as informações, nas estradas, que apontam para esses locais e coloque à entrada dessas praias informação bem clara de modo a que todos saibam o que vão fazer. Sugeria, até, que os acessos fossem “dificultados” para afastar os menos aventureiros.

Mas, de resto, agradeço a qualidade fantástica de todo o Concelho para nos receber. Será para repetir.

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Praia de Benagil sem Nadador Salvador

IMG_20160804_100633Rumo a sul, nos poucos dias de férias que me restam e procuro locais singulares que nos últimos tempos têm vencido prémios de “o melhor do mundo“. A Praia da Dona Ana é a melhor do mundo, a da Marinha vence no continente Europeu e outras vão conquistando cliques na web opinativa.

E, lá fui eu de chinelo flip-flop, toalha ao ombro a caminho da Praia de Benagil. Quem me acompanha assegura a minha capacidade em fazer justiça ao nome do calçado escolhido porque o som produzido pelos meus pés o imita na perfeição – flip, flop, flip, flop

O areal, pequeno, torna-se ainda menor quando queremos a segurança que nos afasta das arribas, mas o espaço é único. Quase perfeito. A água, molhada, na temperatura perfeita e a suavidade da areia no fundo do mar agrada a todos, até aos mais pequenos. Ou seja, o que a Natureza nos entregou em mãos está perfeito. [Read more…]

Apogeu da ética protestante

Imagem © Bruno Santos

Imagem © Bruno Santos

 

A segurança conquista-se quase sempre à custa da liberdade e da auto-determinação. Sem cedência de soberania, quando não estão garantidos os meios que assegurem a auto-suficiência – ou mesmo que estejam – qualquer povo, assim como qualquer indivíduo, está sujeito aos perigos com origem nas suas próprias fraquezas e nas forças dos predadores do mundo. A não ser que esteja disposto a assumir como lema de vida e como destino o “pão nosso de cada dia” e entregue a sua sorte à Vontade d’O que está no Céu, tanto o povo como o indivíduo terão de privar-se da autoridade sobre si próprios e encarar a Obediência como fim útil e último das suas vidas.

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O dia em que eu podia ter explodido o Estádio Municipal de Braga (se eu fosse um terrorista)

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Após os atentados em Paris, alguns governantes portugueses fizeram declarações públicas no sentido de tranquilizar a população. Rui Machete afirmou “ter esperança” que o país se mantivesse fora dos radares do terrorismo, apesar da ausência de garantias absolutas de segurança, enquanto Calvão da Silva afirmava a existência de um “máximo grau de atenção” e reiterava que os portugueses podiam “confiar nas forças preventivas, de segurança e de informação”.

Depois do episódio que vivi ontem, acho que o melhor mesmo é alinhar na esperança de Rui Machete porque não só não existem garantias absolutas de segurança como o nível de vulnerabilidade é muito superior àquilo que alguma vez imaginei. Sorte a dos mais de 10 mil adeptos que ontem marcaram presença no Estádio Municipal de Braga que eu não sou terrorista. Porque se fosse, com a ajuda da permissividade de alguns elementos da segurança do recinto, bem que podia ter mandado tudo pelos ares. Confuso? [Read more…]

“Sitting ducks”

Entristece-me e revolta-me o patético espectáculo, que a televisão diariamente nos oferece, de Paris polvilhada de soldados na sua pose de alvos passivos, peões de uma estratégia absurda de políticos com necessidade de mostrar testosterona e afirmar a sua virilidade.
Na verdade, não é preciso ser especialista para se perceber que quadricular uma cidade desta envergadura e ocupá-la com forças militares cria mais riscos que os que evita, não dissuade terrorista nenhum – antes o avisa – e, sobretudo, é usar desadequadamente tropas que estão longe de ser apropriadas para tarefas de segurança e ordem pública, objectivos muito mais adequados às várias modalidades de policias, elas sim, preparadas para o efeito. Só no caso de uma operação especificamente militar deveriam ser as forças armadas activadas. [Read more…]

Aviso a navegação: não voem com a SATA. Pode correr mal

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Os aviões [A310] estão absolutamente obsoletos. Eu como passageiro não entrava num avião da SATA.

O aviso chega-nos de Luís Miguel Sancho, comandante da companhia aérea, em declarações na comissão parlamentar de inquérito ao Grupo SATA. Ainda assim, o comandante não parece ter muito mais com o que se queixar:

Sou pago para fazer 900 horas por ano, mas a empresa só me dá 300 horas por ano e pagam-me o mesmo ordenado. É uma empresa muito boa para mim, mas é incomportável manter-se as coisas nesses moldes.

Os aviões podem estar obsoletos, Luís Miguel Sancho não meterá lá os pés se não for para trabalhar, mas, feitas as contas, a empresa até é boa para ele. Para si é que poderá não ser tanto assim.

Foto@Faial Digital

Os seguranças das forças de segurança

Há instalações militares cuja segurança e vigilância são da responsabilidade de empresas privadas. Numa pequena pesquisa, não consegui aceder directamente ao exclusivo do Correio da Manhã, uma notícia de Agosto de 2014. Vale a pena realçar, entre as várias críticas, que as empresas de segurança contratadas pertencem a “ex-militares e [a] ex-políticos.”

Ontem, ficou a saber-se que o Ministério da Administração Interna contratou empresas de segurança para vigiar, entre outras, instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e dos Serviços Sociais da PSP. É ler, com atenção, a notícia. Seria interessante que se soubesse os nomes dos proprietários destas empresas, só para termos a certeza de que os dinheiros do Estado não estão a cair nas mãos erradas.

A brincadeira a que me dediquei há menos de um ano não faz sentido: a solução que aí apontava era ainda demasiado estatizante. Reformulo: no futuro, as super-esquadras-mega-agrupamentos serão controladas por empresas privadas cujos funcionários serão professores-seguranças contratados pelo Ministério das Finanças e da Administração Interna da Educação.

Honeypot

Long Chain Mantrap

Transcrevendo directamente da Wikipedia, em informática, honeypot (tradução livre para o português, pote de mel) é uma ferramenta que tem a função de propositadamente simular falhas de segurança num sistema informático e recolher informações sobre o invasor. Tipicamente, consiste num conjunto de servidores computacionais, eventualmente com falhas de segurança e com dados aparentemente importantes. A tentativas de entrada nos servidores são registadas e acompanhadas por forma a se procurar identificar e identidade do atacante, como é que está a conduzir o ataque e o que é que procura. Existem diversos tipos de honeypots   mas todos recorrem à dissimulação e desvio da atenção de algo importante para outra coisa sem valor. [Read more…]

Escola do Porto fecha por falta de funcionários

Se mais depressa escrevia, mais depressa …

Uma posição que deveria ser seguida por muitos – em causa está a segurança dos alunos e a qualidade das aprendizagens. Segundo a nota que pode ser lida no site da Escola:

A DIREcÇÃO DO AGRUPAMENTO INFORMA QUE POR FALTA DE FUNCIONÁRIOS A ESCOLA NÃO CONSEGUE ASSEGURAR A SEGURANÇA DOS SEUS ALUNOS NO EDIFÍCIO SEDE PELO QUE SERÁ FORÇADA A INTERROMPER O NORMAL DESENROLAR DAS AcTIVIDADES NA TARDE DE QUINTA E SEXTA FEIRA ( TARDES DOS DIAS 3 E 4 DE OUTUBRO ).

A DIRETORA DO AGRUPAMENTO, ROSÁRIO QUEIRÓS

Croniquetas de Maputo: homens adormecidos

Negócio florescente em Maputo, é o da segurança privada. Enormes painéis nas empenas dos edifícios mais altos anunciam serviços de segurança, encontramos empresas de segurança em ruas insuspeitas, cruzamo-nos nas avenidas com jipes paramilitares, confundimos os seus profissionais com polícias se não estivermos familiarizados com os uniformes, espantamo-nos ao vê-los ostentando armas, algemas penduradas na cintura, bastões ameaçadores.

Existem empresas cheirando a dinheiro, brilhando nos seus equipamentos inspirados em filmes americanos, empresas assim assim, empresas modestas, de fardamento surrado, que prestam serviços ao pequeno comércio, seguranças de ministérios ou organismos oficiais, meros cidadãos particulares, alguns uniformizados outros não, a quem chamam guardas, etc, etc.

De vez em quando, à porta de pequenas lojas em pleno dia, deparamos com um guarda armado com algo parecido com canhangulos de aspecto artesanal e anacrónico.

Este modelo securitário, de inspiração sul-africana e bem aproveitado pelas empresas de segurança (muitas delas detidas por europeus e sul-africanos), explora um medo e uma insegurança que nada tem de comparável entre as duas realidades.

Por isso mesmo, à noite, a partir das onze e meia, meia-noite, quando as ruas da cidade parecem absolutamente desertas, encontramos dezenas de homens a dormir encostados a portas e paredes, [Read more…]

Brincar na rua

Brincar na rua é importante para lidar com o risco” afirma Rui Matos, coordenador do Centro de Investigação em Motricidade Humana do I. Politécnico de Leiria. Disse ainda: “o que vemos atualmente em muitas brincadeiras, é as crianças, mais do que a brincar com os brinquedos, a ver os brinquedos brincar, ou seja, temos muitos brinquedos eletrónicos que brincam por si só, movem-se e deslocam-se, em vez de ser alguém a empurrá-los ou a interagir mais diretamente com eles”,”Parece-me que as crianças são mais passivas, menos ativas, e isso tem consequências, e já se está a notar aos mais variados níveis, como a obesidade infantil”, acrescentou.

Mais um estudo que não acrescenta nada de novo e as soluções apresentadas são óbvias, embora muitos pais não as ponham em prática…

A SMS para o Miguel

“Migas, tasse bem? Outro kontinua Paris. Papou hamburguer, mas k ketchup. Trocou as batatas por cenouras. Fexo calssas aberto e n lavou maos dps xixi. Manda sempre mano.” SC

Televigilância e os Porcos

Acabei de ouvir um debate sobre a utilização de câmaras vídeo de vigilância nas cidades portuguesas no programa “Quadratura do Circulo” da SIC Notícias (eu lincava a página do programa, mas parece que a SIC desistiu dessas modernices, se souberem onde anda a dita página, avisem-me por favor!).

Não interessam muito as posições de cada um dos comentadores. Perderam-se em considerações sobre a legalidade e a salvaguarda dos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos. Todos foram eloquentes, todos falaram muito bem.

O problema é terem todos esquecido a pergunta mais importante:
 

Estes sistemas funcionam realmente?

 
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Pense Melhor Antes de Transgredir

Confirma-se, a luz ao fim do túnel não está próxima

«Automóveis novos lançados a partir de hoje têm de ter luzes de circulação diurna»

Vêm a tempo para quarta-feira

Blindados chegaram a PortugalHá quem por aí quem se indigne face aos indispensáveis blindados comprados para a cimeira da NATO terem chegado tarde demais. Será mesmo assim?

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A cimeira black-block

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Anda por aí um um pânico desmesurado porque a cimeira da Nato atrairá a estratégia anarquista black-bloc, avisam as autoridades e os especialistas em segurança.

Um alarido tremendo, como se em qualquer país civilizado e moderno não ocorressem manifestações civilizadas e modernas quando há cimeiras mundiais que se prezem, e lamento informar as pessoas que andam desinformadas mas o estádio actual da civilização ocidental na parte das manifestações inclui pessoal anarquista e esquerdista usando a estratégia black-block. É uma modernidade que o pessoal que vai às manifes prá porrada se vista com roupa de andar à porrada, maneira prática de se distinguir do pessoal que vai às manifes mas não vai prá porrada.

Eventualmente a polícia vai andar à porrada, o que como toda a gente sabe faz parte da sua natureza. Talvez se partam algumas montras, o que é sem dúvida uma despesa, mas de uma coisa desconfio: o prejuízo que possam causar será uma ínfima parte dos custos da cimeira. Há suites de hotel mais caras.

A Inteligência Saiu à Rua

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Linha do Minho, Agosto 2010. (podia ser noutro sítio qualquer)

A Segurança Começa por Si

Apesar dos esforços desenvolvidos no sentido de combater o desrespeito pelas regras de segurança na utilização do caminho-de-ferro, são prática frequente acções negligentes em plena via-férrea ou em passagens de nível, que colocam em perigo a integridade física dos transgressores e dos próprios passageiros do comboio.”

Passagens de Nível no Facebook. O Livro Verde deu lugar a algumas conclusões. O comboio tem sempre prioridade.

Social – Democracia. Alternativas?

O liberalismo que se afunda em desigualdades e que defende a “lei da selva” a lei do mais forte? Cada um por si? Ou o socialismo, aprisionado em Estados omnipresentes e omnipotentes, criadores de elites que se perpetuam no aparelho de Estado e que não consegue responder às justificadas ambições de melhor níveis de vida das populações?

A social democracia não representa o futuro ideal se calhar nem o passado ideal mas não conhecemos nada que se lhe aproxime.O consenso social do após guerra representa o maior avanço social a que o mundo já assistiu, pela mão da democracia cristã, pelo conservadorismo britânico e alemão e a social democracia nórdica.Nunca a história assistiu a tamanho progresso, nunca tantos experimentaram tantas oportunidades de vida.

Mas o perigo espreita, com a admiração acrítica do mercado livre, o desdém pelo sector público, a ilusão pelo crescimento eterno. Até aos anos 70 todas as sociedades europeias se tornaram menos desiguais, graças aos impostos progressivos, aos subsídios dos governos aos mais pobres, os extremos de pobreza foram-se apagando. Nos últimos 30 anos deitamos tudo isso fora.

Adam Smith volta a ser citado: ” nenhuma sociedade será verdadeiramente florescente e feliz se uma grande parte dos seus cidadãos for pobre e miserável”. Sem segurança, sem confiança, as sociedades ocidentais ameaçam ruir. A insegurança alimenta o medo. E o medo – da mudança, medo do declínio, medo do desconhecido- corrói a confiança e a independência nas quais assentam as sociedades civis do Ocidente.

Essa rede de segurança social contra a insegurança foi uma das maioras conquistas do sistema, restaurando o orgulho dos perdedores do sistema, trazendo-os para dentro dele e não lhes virando as costas. Então o que falhou? A esquerda moderada continua a criticar, nostálgica das revoltas dos anos 60, sem apresentar qualquer alternativa consistente, abrindo brechas por onde entraram o individualismo feroz, a proletarização e fragmentação do colarinho branco. As maiores críticas à social democracia vêm da esquerda e são comprovadamente falsas, como se verifica pela capacidade do sistema em manter e sustentar as maiores vitórias sociais da humanidade. Uma maior igualdade, a liberdade e uma maior prosperidade.
PS: com Tony Judt – o regresso ao Estado providência.

Jorge Coelho perdeu? Abre-se novo concurso!

O concurso da ligação do TGV, Lisboa – Poceirão que inclui a terceira ponte sobre o Tejo anda envolvido em polémica logo que se soube que o agrupamento de empresas liderado pelos espanhóis da FCC tinham apresentado um valor muito inferior ao apresentado pelos dois outros concorrentes.

Com efeito a FCC apresentou um preço de 1870 milhões de euros, a Altavia de 2190 milhões de euros e o Elos de 2310 milhões de euros. Desde logo a Altavia da Motta -Engil colocou a questão de que o preço do concorrente estaria deflaccionado insinuando mesmo questões técnicas de segurança. Acontece que a equipa técnica que lidera o projecto com melhor preço é de um reputado engenheiro e catedrático da FEUP, Adão da Fonseca o que só por si dá todas as garantias.

Sete meses depois da abertura do concurso, tudo se conjuga para que o Estado, mudando os pessupostos , encontre razões para anular o concurso e lance novo concurso assim indo ao encontro das pretensões da Motta – Engil! Claro que tudo isto poderá vir a desaguar num preço muito superior agora que todos os concorrentes conhecem os preços apresentados.

Afinal, bem sabemos que a especialidade da Motta-Engil são as obras por ajuste directo!

O Pai – poema de Pablo Neruda

Novo quadro de Van Goghe descoberto. Que melhor paternidade ?

O PAI NA FAMILIA E NA SOCIEDADE

O DIA DO PAI ……………….

A pedido do meu amigo Luis Moreira, escrevi um texto sobre o dia da mulher. Agora a iniciativa é minha e sou eu que faço um desafio a todos os colaboradores do blog, para escreverem não sobre o dia do Pai……, mas do “PAI”.

Lançado o repto cabe-me a responsabilidade de ser o primeiro a aceitá-lo e assim, aí vai o meu “Aventar” sobre o tema:

A palavra “PAI”, para além das conotações espirituais/religiosas, foi sempre associada à raiz da árvore da família, no que se entende como o pilar da segurança, do sustento, do crescimento, do amadurecimento, do esplendor, da verticalidade, da independência e da “solidão”.

Confina-se assim a figura do “PAI” à protecção da família no sentido restrito “FILHOS”.

A evolução técnica/económica/social, que se verificou ao longo dos tempos, em nada alterou o conceito básico atrás referido. A diferença está na prática do conceito que nos dias de hoje, mais do que nunca, depende do estádio sócio/cultural onde se nasce e vive.

É urgente que o “PAI” assuma outra postura que é a de para além de continuar a ser a raiz da árvore, se comporte e ensine os filhos a fazer parte de uma sociedade “NOVA” onde se aprende a conviver, respeitando o direito á diferença das outras árvores, na floresta onde vivemos, por forma a alcançar o objectivo comum do bem estar e da “PAZ” para todos.

Luis Rocha

Este é o apelo que faço aos pais de hoje, tão bem expresso no poema de “Pablo Neruda” que a seguir transcrevo:

O Pai

Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.

Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.

Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.

Depois… Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.

Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.

O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar… E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.

Escutarei de noite as tuas palavras:
… menino, meu menino…

E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.

Pablo Neruda, in “Crepusculário”
Tradução de Rui Lage

Roube-me por favor

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A privacidade é uma coisa tramada. Num momento estamos a zelar por ela de forma furiosa, capazes de tudo para preservar o nosso cantinho, a nossa intimidade. Afinal, o que é que os outros têm a ver com a minha vida. Acaso eu me meto na deles? Faço-lhes perguntas incómodas? Sim, daquelas perguntas que eu não quero responder se as fizessem a mim? Não, pois não. Então não se metam na minha vida.

Imagine como seria ‘divertido’ se um ladrão posta-se no Twitter, Facebook ou noutra rede social: "A assaltar a casa do utilizador tta34yty que está de férias nas Caraíbas. Ena, tem plasma de 42 polegadas".

A não ser, claro, que eu permita isso mesmo. É evidente que há certas perguntas que não respondo cara a cara mas que quiserem mesmo saber, o melhor é analisarem o que faço na internet. Lá podem saber tudo. O que penso, onde estive, onde estou ou para onde vou. Catita, não?

Na internet estamos muito mais à vontade. Primeiro não temos ninguém à nossa frente a fazer-nos perguntas e isso é muito mais tranquilo. Hei-de agora dar respostas a uma pessoa à minha frente, que até conheço, quando posso muito bem dar todas as respostas a um mar de gente que não conheço de lado nenhum…

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A informação é que é nuclear e radioactiva

Como última fase do processo, a polémica lançada pelo livro do Prof. Wade Allison, questiona se a radioactividade constitui, na verdade, um perigo extremo.

Face ao esgotamento das reservas das matérias primas que têm sido a base da energia em que assenta toda a economia moderna, e dos custos muito superiores que as chamadas energias verdes ainda apresentam e a sua pequena contribuição para a solução do problema global, levam os olhares a voltarem-se cada vez mais para o nuclear.

Esta discussão pode levar-nos a duas perspectivas: o medo acerca das radiações levou a um desenvolvimento por parte da indústria dos sistemas de segurança que são, de longe, os mais adiantados e, por isso, poder dizer-se que a forma mais segura de criar electicidade em grande escala é o nuclear; e que esta premissa irá fazer acelerar o renascimento em força da indústria nuclear, como já está a acontecer nos países de economias mais desenvolvidas.

Acresce, que as matérias primas continuam a estar num caso longe (Brazil,Venezuela…) e noutros casos em regiões onde espreita a violência e politicamente pouco estáveis.

O que há para já a sublinhar, é que é justamente nesta altura que aparecem físicos nucleares a defenderem que as radiações em baixas dozes não têm qualquer perigosidade, e a serem lançados livros como “Radiation and Reason” com um impacto brutal na comunicação social.

É mesmo segura ou o desenvolvimento sustentado exige que tenhamos metido na cabeça que há que viver com o nuclear? A informação já está a interpretar o papel que lhe cabe!

PS: no “i” Prof Pedro Sampaio Nunes. Segue amanhã.

O que se diz por aí

A política externos dos EUA é cheia de coincidências. O facto de estarem em vias de duplicar o armamento em Israel é mais um desses casos. Claro que nada tem a ver com o Irão. A minha dúvida é se, por acaso no tempo de George W. Bush se faria de modo diferente?
Espero que as forças de segurança portuguesas, nos preparativos da recepção ao Papa, se lembrem de estarem atentas ao pessoal que adora atirar-se ao Santo Padre. Este deve ser o Pontífice mais assediado de todos os tempos. Mas, entretanto, a Protecção Civil que cuide de tratar das estradas do Distrito de Lisboa.
Até lá, o povo que se preocupe com o mau tempo que veio para ficar. Isto até parece que estamos no Inverno…
Bem pior está quem vive em Ciudade de Juárez que foi considerada a cidade mais perigosa do mundo. Conseguir bater Bagdade é obra!
Já em Portugal, parece que Catarina Furtado vai andar aos tiros, numa nova série televisiva que se chamará “Cidade despida”, que, por mero acaso, é a tradução do título da série policial norte-americana “Naked City”. A originalidade da nossa produção televisiva é um espanto. Mas os tiros não ficam por aqui, pois pelos vistos um aluno foi baleado num externato em Braga.
Por fim, parece que os alegados etarras queriam instalar um fábrica de bombas em Portugal. Aqui está um tipo de investimento estrangeiro que não tem interesse nenhum para Portugal.

O que se diz por aí

A detenção de dois presumíveis membros da ETA em Portugal, levanta sérias preocupações de segurança, tanto mais em plena presidência espanhola da UE. Há que garantir a máxima colaboração e partilha de informação entre forças de segurança portuguesas e espanholas. A ver vamos ver o que diz o Ministro Rui Pereira.
Mas para os espíritos não aquecerem muito, eis que temos neve no Porto e um pouco por todo o país, com o clássico encerramento dos acessos à Serra da Estrela. A neve já terá chegado a Portalegre e Évora. Vai ser já grande motivo de reportagens com carros a patinar e autoridades a apelar à calma, para mostramos aos norte-americanos, canadianos e afins que também temos cá disto. Julgam que isto é só sol e praia, não?
E isto do frio não é só por cá, o que pode ser bom negócio: que o diga o capote alentejano, cada vez mais apreciado na Europa.
E por falar em frio, Mourinho esteve ao rubro ao ver o seu Inter a conseguir ganhar ao último classificado, o Siena, apenas nos últimos minutos do jogo. A continuar assim, um dia prescinde do seu sobretudo.
Já no Reino Unido, um estudo revela que a faixa etária dos 16 aos 25 representa uma “Geração perdida” por falta de opções de trabalho e de carreira. Por cá a realidade não será muito diferente: reformas cada vez mais tarde, ensino desarticulado das necessidades do mercado de trabalho, ensino de mérito e qualidade duvidosos, e endividamentos familiares tantas vezes sem sentido, não são bons auspícios para o caso português. Ainda para mais quando se sabe agora que até as contas bancárias da Justiça em Portugal são duvidosas. Com exemplos destes estamos à espera de quê?
Por fim, uma boa notícia, vinda da Ministra Dulce Pássaro, que prometeu resolver a questão das suiniculturas durante esta legislatura. É uma boa notícia, se se concretizar a intenção, obviamente, pois que as suiniculturas continuam a ser uns dos mais graves focus de poluição do país. É caso para dizer que é mais que tempo de se resolver esta porcaria.

O factor humano

O primeiro gesto é para por colocar tudo numa bandeja. Cinzenta nas maior parte das vezes, mas já aconteceu encontrar de outras cores. Depois, não esquecer o telemóvel, as chaves, o casaco. Sim, é necessário tirar o cinto. Tem mesmo de ser. Humm, já agora tire também os sapatos, se faz favor. Assim fazemos. Todos. Eu e todos os outros. Passamos pelo pórtico, um de cada vez. Olhados ao pormenor, por um ou dois especialistas nestas coisas.

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Ultrapassar esta fase não significa que a componente segurança esteja resolvida. Se transportarmos uma mala podemos ser convidados a chegar ao lado. Um outro elemento da segurança, com luvas de látex pergunta-nos o que transportamos. Uma muda de roupa, afinal nunca se sabe se as malas vão chegar ao destino connosco e um homem prevenido vale por dois.

Abre a mala, coloca as mãos, mexe, verifica. Não encontrando nada de relevante, agradece. Pode seguir, boa viagem.

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