Sons do Aventar – Como não amar Armand?

ای روز برا که ذره ها رقص کنند

آن کس که از او چرخ و هوا رقص کنند

جانها ز خوشی بی سر و پا رقص کنند

در گوش تو گویم که کجا رقص کنند

هر ذره که در هوا یا در هامون است

نیکو نگرش که…

(Tradução livre para português)

Ó Dia, desperta! que os átomos já dançam
E todo o universo dança graças a eles
As almas dançam possuídas pelo êxtase
Te sussurrando ao ouvido para onde lhes leva a dança
Todos os átomos no ar e no deserto estão possuídos
Cada átomo feliz e triste está encantado pelo sol
Nada mais a dizer
Nada mais

Aventar Podcast
Aventar Podcast
Sons do Aventar - Como não amar Armand?
/

A diplomacia portuguesa está de parabéns!

Fotografia: Gil Cohen-Magan/AFP@Middle East Eye

Hoje é um daqueles dias em que me sinto verdadeiramente orgulhoso por ser português e europeu . No dia em que os EUA trumpizados exibem ao mundo a sua mais recente canalhice pirómana, a União Europeia em peso não se fará representar na inauguração da embaixada americana em Jerusalém. Só mesmo alguma tralha fascista que por cá temos, residual e pouco representativa dos valores fundadores da União, marcará presença neste momento de radicalismo populista e incitação à violência. O KKK europeu a ser igual a si próprio.

Ainda que simbólico, este acto de rebeldia agrada-me. Como me agrada que os signatários europeus do acordo nuclear com o Irão não tenham cedido à chantagem do Adolfo nazi de cabelo laranja. Não sou antissemita, não embarco no radicalismo de culpar todos os israelitas pelos erros e abusos dos políticos corruptos e dos banqueiros terroristas que efectivamente mandam em Israel (e nos EUA), mas estarei sempre do lado do boicote a governos fascistas, belicistas, fanáticos e racistas, que não respeitam direitos humanos e que usam a tortura e o sofrimento de inocentes para impor a sua agenda política.

Por tudo isto, que não é pouco, quero endereçar os meus sentidos parabéns à diplomacia portuguesa, por, uma vez mais, optar por não fazer fretes a tiranetes.

Anotem isto, para memória futura

A ameaça não podia ser mais contundente: Donald Trump vai “tomar nota dos votos” de todos aqueles que tencionam apoiar a resolução que condena o reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel. Nikky Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, reforçou a ideia e, através do Twitter (what else?), afirmou que os EUA irão “anotar os nomes” daqueles que votarem favoravelmente a resolução.

Entretanto, a votação aconteceu e 128 dos 172 membros da ONU que participaram no escrutínio votaram contra a decisão da administração norte-americana. 128 Estados que ousaram levantar a sua voz contra uma decisão incendiária e autoritária, apesar da chantagem e da ameaça em tom de mafioso siciliano. A ver vamos, como o fascista irá reagir à heresia de uma maioria clara, que contrasta com apenas 9 votos favoráveis e 35 abstenções.

Democracia?

Que se lixe isso. Temos dinheiro.

Assim se endereça a manobra concebida para tirar os olhos dos problemas internos. Frank Underwood não faria melhor.

Jerusalém estava mesmo a precisar de um banho de sangue desnecessário

Fotografia: Chip Somodevilla@Expresso

Esta besta quadrada, este grunho anormal, decidiu incendiar ainda mais o Médio Oriente e deixar a humanidade em pânico, como se os incêndios que faz deflagrar, todos os dias, no mundo inteiro, não fossem já suficientes. Percebe-se: com a sua popularidade a navegar no esgoto, o seu governo a desintegrar-se aos poucos, o acumular de escândalos e a crescente percepção do erro que os norte-americanos cometeram ao colocar um lunático aos comandos da Casa Branca, resta-lhe o lobby carniceiro judeu, a quem periodicamente é necessário oferecer um sacrifício. E Jerusalém estava mesmo a precisar de um banho de sangue desnecessário.