Pediram-lhe desculpas? Quando?

O Rei de Espanha feriu a sensibilidade dos espanhóis. Partiu de férias quando não devia e em Monarquia, o dever é tudo. Pela primeira vez na história do país vizinho, um titular de um cargo político escusa-se por um erro. O Rei foi o primeiro a fazê-lo. É natural, por isso mesmo é o Rei.

Mas sendo nós portugueses, convém termos a consciência disto: já alguém, alguma vez lhe pediu desculpa? [Read more…]

Um plebiscito diário: a Monarquia

Sem sequer recorrermos às elaboradas teses velhas de séculos que consolidaram ou pelo contrário procuraram minar o poder real, parece-nos certo atalhar e colocar como padrão esta verdade insuspeita e indesmentível: o edifício monárquico do Estado é o mais justo, mais estável e aquele que propicia a melhor harmonia social.

O Rei João Carlos I cometeu um erro crasso, dando o gosto ao dedo no gatilho. Desde sempre a caça me pareceu uma coisa detestável e ainda criança, vivendo no paraíso cinegético que era Moçambique, sempre me recusei a esse tipo de “cretinismo escopeteiro”. No caso em questão, um disparate imperdoável, uma indecência.

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Gracias, Majestad…


Um simples SMS pode resolver muitos problemas. Por intermédio de várias casas reais – que como se sabe e pelas leis da hereditariedade são todas a mesma, embora tenham nomes diferentes -, tudo se resolveu. O Aventar está de volta e mais risonho que “já-mé“!

Não partilhamos qualquer tipo de teorias da conspiração, porque mais conspiradores que nós próprios, é decerto difícil de encontrar. Contamos entre nós, com admiradores do João das Regras e dos pés-rapados que ilegalmente alçaram o Mestre de Aviz. Temos por aqui, entusiastas partidários do Prior do Crato. Por cá também medram como trevos de três folhas, herdeiros directos dos Conjurados do 1º de Dezembro, da revolta anti-Junot, assim como batedores de palmas à gente do Sinédrio. Numa grande e exultante confusão, cá está a turbamulta anti-Ultimatum, anti e pró 31 de Janeiro. Por aqui grassam admiradores do 5 de Outubro, da Monarquia do Norte e… preferimos- alguns – ficar por aqui, até porque se prosseguirmos, tropeça-se em partisans de Salazar, de Estaline, de Otelo e só Deus, Buda, Javé, Alá, Shiva e Confúcio saberão de quem mais!

A tecnologia do século XXI e as boas relações – à distância …de una tapa – com gente que conta milénios como números de série no B.I., são os recursos de que dispomos. O Aventar cá está uma vez mais… y todo esto gracias a un simple SMS. Gracias Majestad!

* Já agora, não existe alguém que queira blogar connosco e seja apaniguado do Miguel de Vasconcelos?

Um alvitre para o próximo OGE

  

 

Ainda muito a propósito do Orçamento Geral do Estado que o governo deverá apresentar ao Parlamento, sugerimos ao 1º ministro que admoeste o Palácio de Belémquanto a uma redução de gastos. De Madrid chega a notícia de João Carlos I tersolicitado a Zapatero, o não aumento em 2010, da dotação anual à Casa Real. Como se sabe, o Palácio da Zarzuela despende 8,9 milhões de Euros/ano para aquele "estadão" que se conhece. Aqui, na República da Tugalândia, os quase 17 milhões anuais são apenas suficientes para a sra. de Cavaco Silva – a fanática capadócia – dizer em entrevista que o Palácio de Belém não tem… um tostão?!