O que move Mota Amaral?

As famosas transcrições de escutas foram autorizadas por um Juiz e feitas no âmbito de um processo a correr no Ministério Público. Foram remetidas, a pedido da Comissão de Deputados, para serem parte integrante das audições que estão a ser efectuadas ao caso PT/TVI.

Não se trata de um qualquer imbecil que se lembrou de tomar estas decisões. Trata-se de um magistrado que , inclusivé, pergunta ao PGR se pode ou não enviar o material pedido e o PGR responde que essa decisão é da sua competência, do Juiz de Aveiro. E, mais, está junto ao processo um extenso parecer jurídico a confirmar que não há qualquer impedimento constitucional para que o material não seja tido em conta.

Dois deputados ficam a conhecer o material em segredo de Justiça e um deles classifica-o de “avassalador” para o conhecimento da verdade! No mesmo dia Passos Coelho afirma, publicamente, que se a Comissão chegar à conclusão que o Governo andou metido em trapalhadas para “controlo” da comunicação social, então deixará de ter condições para governar.

Todos sabemos que o governo não tem saída digna. Não pode fechar o país, não pode demitir-se e as notícias serão cada vez piores. Tambem ninguem quer governar nestas condições!

Há, pois, que tentar perceber o que se passa com Passos Coelho. Não pode ajudar o  país na economia e, ao mesmo tempo, derrubar o governo. A apresentação da Moção de Censura pode ler-se à mesma luz. O PCP e o BE sabem que não derrubam o governo e o PSD vai abster-se .

Mota Amaral, pode fazer da matéria em segredo de justiça uma interpretação conforme as necessidades da estratégia seguida. Sócrates vai continuar a estar sob fogo!

Não se contava (eu não contava) era que Zapatero desse o golpe de misericórdia  na credibilidade do primeiro ministro, adiando o TGV!

É rápido demais para Passos Coelho chegar ao governo?

Governo tem acordo com Espanha sobre Olivença

Estará na calha a conclusão do acordo entre o Governo português e o Governo espanhol, quanto a Olivença, dependente de  avaliação constitucional, embora o Tribunal Constitucional espanhol não esteja na melhor fase.

Tudo terá sido tratado directamente entre Sócrates e Zapatero, por telemóvel, usando linguagem codificada a pedido do Primeiro-Ministro português.

O acordo prevê que Olivença passe a integrar o território português e o território espanhol, rotativamente: um ano é portuguesa e outro ano é espanhola. A administração será feita por gestores de nomeação política, e todos, portugueses e espanhois, terão de usar o Magalhães.

Em compensação, todas as concessões de aluguer de barracas, cadeiras e bicicletas, com como os postos de venda de gelados, nas novas praias de Madrid, já anunciadas pelo Ministro das Obras Públicas, António Mendonça, no âmbito do TGV – onde se inclui, por exemplo, Cascais e Estoril -, serão adjudicas a custo zero, sem limite temporal, a empresas de capitais exclusivamente espanhois, e terão o mesmo regime fiscal das “lojas dos chineses”.

Mr. Bean ‘preside’ à União Europeia

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Em Espanha diz-se que o primeiro-ministro José Luiz Zapatero é parecido com Mr. Bean, a personagem criada pelo comediante Rowan Atkinson. Por cá, olhamos a Guilherme de Oliveira Martins, o simpático presidente do Tribunal de Contas, e dá ideia de terem sido separados à nascença.

Voltando a Espanha. À conta dessa alegada semelhança, que não consigo vislumbrar, um grupo de hackers quebrou a segurança do site oficial da presidência espanhola da União Europeia e aplicou uma fotografia de Mr Bean saudando os visitantes do site. A imagem, colocada na tarde de ontem, ainda ficou algum tempo no site mas este acabou por ser retirado do ‘ar’ enquanto os técnicos espanhóis conseguiram resolver o problema.

O Governo de Espanha deverá pagar 11,9 milhões de euros às empresas Telefónica e Telefónica Móviles para prestarem assistência técnica e segurança na web da presidência espanhola. Quanto lavariam os hackers para fazer o mesmo serviço?

Um alvitre para o próximo OGE

  

 

Ainda muito a propósito do Orçamento Geral do Estado que o governo deverá apresentar ao Parlamento, sugerimos ao 1º ministro que admoeste o Palácio de Belémquanto a uma redução de gastos. De Madrid chega a notícia de João Carlos I tersolicitado a Zapatero, o não aumento em 2010, da dotação anual à Casa Real. Como se sabe, o Palácio da Zarzuela despende 8,9 milhões de Euros/ano para aquele "estadão" que se conhece. Aqui, na República da Tugalândia, os quase 17 milhões anuais são apenas suficientes para a sra. de Cavaco Silva – a fanática capadócia – dizer em entrevista que o Palácio de Belém não tem… um tostão?!