O carreto contra balanço e o correto balanço

Je n’ignore pas combien il est malpropre de parler de soi, et quel blâme on s’attire. Mais, en parlant de moi, ce n’est pas de moi que je parle.

— Jean Cocteau, Démarche d’un poète (introduction, édition et notes par David Gullentops), Paris, Éditions Grasset & Fasquelle,  2013, p. 103

***

Algures, no Facebook (sim, está na moda), Maltez refere-se a “correto balanço“. Curiosamente, até hoje, em português europeu, só encontrara “carreto contra balanço”.

carreto contra balanço__a

Exactamente: carreto contra balanço. Correto balanço, em português europeu? Não conhecia.

No mesmo texto, Maltez escreve: «desenha a respetiva estratégia de autoridade». Efectivamente, respetiva/respectiva. Sim, isso já conhecia.

Amor…Sobre o Tempo que Passa:

Tenho um velho hábito de blogger: passear pela blogosfera e ler as novidades nos meus blogues preferidos. O hábito tornou-se quase “profissão” quando no Aventar, juntamente com o JJC, ficamos responsáveis por fazer uma revista semanal de blogues.

Regressado às lides, comecei a deambular, pé ante pé, desenhando a próxima edição do “Destra Sinistra”. De repente, dei de caras com um momento sublime e que diz muito, mas mesmo muito, sobre o seu autor.

Apenas o conheço da blogosfera e de uma ou outra aparição na televisão. Habituei-me a lê-lo com a atenção devida e merecida pela excelência da sua escrita. Sempre olhei para ele com o respeito devido aos seres a quem reconheço uma superioridade intelectual rara. Mas foi com verdadeiro espanto e comoção que li esta sua prosa. De um amor tocante pelo outro. De uma coragem só possível a alguém superior. Fica a minha pequena, comovida e simbólica homenagem, através desta cópia do seu post, a este grande Senhor da blogosfera portuguesa e que justifica, palavra por palavra, aquilo que escrevi anteriormente sobre a importância e o papel de um blogue.

Não é todos os dias que alguém, como José Adelino Maltez, assume com coragem um momento de dor e perda como este. A mim, tocou-me fundo: