As baixas estão de baixa

junta-medica

O humorista João Miguel Tavares dedicou hoje a sua crónica no Público ao ensino, ou melhor, aos professores. Uma parte já a explicou o Paulo Guinote, a outra ofereço-lha eu.

Queixa-se, e com toda a razão, porque a sua filha não tem aulas de História há seis semanas, por via de o respectivo professor estar de baixa. Não é muito conhecida, mas é uma situação recorrente. Num caso de doença prolongada qualquer trabalhador tem de ser avaliado por uma junta médica, sempre foi assim e parece-me sensato que continue a ser.

Como as pessoas em baixa prolongada custam dinheiro, e esquecendo que para isso descontaram, uma ex-ministra achou por bem dar ordens para avaliações, por assim dizer rigorosas. Por conta disso três professores morreram praticamente na escola, que isso de ter um cancro em fase terminal não é nada, assunto que deve pesar tanto na consciência de Maria de Lurdes Rodrigues como o ar que sobre ela paira. [Read more…]

Epilépticos: aldrabões que têm ataques e espumam pela boca

Prosseguindo a senda justiceira contra os desonestos, o governo continua a perseguir todos aqueles que se aproveitam da ingenuidade do Estado. O leitor poderá estar a pensar que, finalmente, serão responsabilizados todos aqueles que participaram e participam em Parcerias Público-Privadas ruinosas, por exemplo. Muito pior: o governo ataca todos aqueles que, devido a problemas neurológicos, perdem a consciência ou, na melhor das hipóteses, têm momentos de ausência. Deve estar para breve a obrigatoriedade de os tetraplégicos terem de se mexer para provar que não se conseguem mexer.

Conclusão: queres ser epiléptico? Paga!

As juntas médicas

Serão as juntas médicas, a solução para o restauro financeiro da Segurança Social? Conheço variados casos de pessoas que infelizmente padecem de doenças graves como o cancro, e são enviadas para o trabalho, para que morram a produzir.

Este tipo de situações tem-se vindo a revelar com muitíssima frequência já que acompanho um parente próximo a frequentes juntas médicas e deparo-me com casos terminais às vezes de doentes que são obrigados a ir trabalhar, mesmo que não produzam nada e sejam as vezes até um entrave dada a sua condição de saúde, para os seus colegas de trabalho.

Tenho vindo a entrevistar muitíssimas pessoas, e a recolher exames médicos, e outra documentação para ir registando falhas médicas graves do nosso Sistema Nacional de Saúde. Este tipo de situações acontecem quase sempre em grande percentagem aos funcionários públicos, e ou empresas que têm contratados seguros médicos a grandes multinacionais. [Read more…]