Raul Vaz mentiu

Quando se fala de sindicatos e de educação a FENPROF é a referência que todos têm e isso, num universo sindical completamente pulverizado, nomeadamente por quadros de direita (PSD) que, nos tempos do Cavaco Primeiro, se distribuíram por amostras de sindicatos. Ontem, ao fim da tarde, quando ouvia, no carro, o programa de debate da Antena 1, Contraditório, o Vaz dizia, ali pelo minuto doze, que o líder da FENPROF, Mário Nogueira, tem esse papel há décadas.

Ora, creio, poder escrever com toda a FORÇA que as palavras podem ter: Raul Vaz mentiu porque, Mário Nogueira não é o líder da FENPROF há décadas.  Poderá o senhor comentador visitar um texto escrito há uns tempos com algumas perguntas sobre o mundo sindical docente. Talvez aí encontre alguma informação que ignora. Ou não!

Repare, caro leitor, há um ano, a FNE (laranja) assinou um acordo com os patrões do privado que levou milhares de professores do privado ao desemprego e outros tantos ao desespero. Pois agora, junta-se ao coro dos patrões. Coerências! Mas, sobre isto, o Comentador não tem nada a dizer…

Laranja é a Cor do Dia de Hoje

Laranja é a cor com que decidiram pintar-nos hoje.

Vai chover, vai descer a temperatura, vai ventar. Tudo coisas que desconhecemos e que, como bons educadores, os senhores do Instituto de Metereologia fazem o favor de nos ensinar.

Para hoje, o IM prevê para o continente céu geralmente muito nublado, em especial por nuvens altas, nas regiões Norte e Centro, períodos de chuva ou aguaceiros nas regiões do Sul, vento fraco, sendo fraco a moderado do quadrante sul na região Sul, tornando-se gradualmente forte de sudoeste nas terras altas, com rajadas até 70 km/h a partir da tarde.

Pequena descida da temperatura máxima, em especial nas regiões do interior.

Para a Costa Ocidental prevêem-se ondas de oeste com três a quatro metros, sendo de 2,5 a 3 metros a sul do Cabo Raso.

As temperaturas máximas previstas são de 17º para o Porto, 20º para Lisboa e 22º para Faro.

Aqui no Porto, onde me encontro, o sol brilha, não venta e estão 20º de temperatura. São 11 da manhã. Como estamos pintados de laranja, segundo grau de alerta, penso que o melhor é não sair de casa, não vá o diabo tecê-las. Tenho receio!

Todos os anos, faça frio ou faça calor, as recomendações repetem-se, conforme dei conta aqui e também aqui, para além de o ter feito em outras diferentes alturas, pelo que tenho de concluir que somos um povo estranho, que não consegue aprender o que fazer nas mais diversas circunstâncias.

Será que lá para o Norte desta Europa que nos (des)une, estão todos com alertas vermelhos elevados a uma qualquer potência?

Reabriu o ‘Café Central’

Inúmeras cidades e vilas do País têm o seu ‘Café Central’. Sem dispensar a fotografia do fundador numa parede, é sala de visitas de forasteiros e, em simultâneo, local de convívio e cultivo social e político das personalidades mais distintas da terra. Nos tempos da ditadura, as tertúlias dividiam-se entre apoiantes e opositores do regime. Havia também grupos de gente dedicada, sobretudo, a bate-papos futebolísticos.

O ambiente político-social transformou-se e suscitou metamorfoses e arrumações dos relacionamentos entre a clientela politizada de qualquer Café Central. Sumariamente, pode dizer-se que, após alguma refrega, consagraram-se duas grandes tribos rivais: uma chamada “rosa” e outra “laranja”. A escolha de cores, ao que se dizia, era de natureza partidária; mas é questão de mero preciosismo.

O ‘Café Central’ da minha vila passou por diversas vicissitudes; fechou e acaba de iniciar a reabertura. O encerramento, por considerável intervalo de tempo, é justificado por conflitos de interesses e ambições entre as tribos “rosa” e “laranja”. Ambas perseguiam idêntico objectivo: ter uma posição de domínio sobre a rival nas mesas e nos lugares do café. Contudo, o fecho não sossegou espíritos nem trouxe maior tranquilidade à comunidade. À falta do ‘Central’, os boatos, as verdades, os ditos e contra-ditos desceram à rua e às páginas dos jornais da terra que, desgraçada, entrou numa espiral de endividamento.

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