FNE e FENPROF


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Portugal tem um carácter profundamente bolorento e, o ódio do senso comum aos sindicatos, é uma das marcas desse material genético, que o ditador nos deixou. Qualquer conversa de café, rapidamente nos leva ao facto dos sindicatos serem sempre do contra, de nunca estarem de acordo com nada, de só pensarem nos seus sócios. E, nem é preciso, pensar no BES ou no BPN para explicar a diferença de carácter entre um Manuel Carvalho da Silva, um verdadeiro líder e qualquer dos ladrões Banqueiros que nos roubou. Mas, a culpa continua a ser dos sindicatos.

Poderia até fazer uma pergunta – qual foi o direito dos trabalhadores que foi conseguido sem a luta dos trabalhadores? Horário de trabalho? Férias?Etc…

Será que parte desta marca impressiva resulta do papel que os sindicatos da UGT têm tido, sempre disponíveis para dar a mão ao poder?

Nos últimos dias, temos vindo a assistir a uma luta pública entre as duas maiores organizações sindicais de Professores. De um lado a FNE, liderada, desde 2004, pelo laranjinha João Dias da Silva e a FENPROF, liderada pelo Mário Nogueira (2007). O tema, a carreira dos professores do ensino particular. Aqui, a questão é clara – a FENPROF (a mais representativa) perguntou aos seus  sócios o que pretendiam e estes foram claros. Não a este acordo com os patrões. O que faz a FNE? Assina, contra a vontade dos professores.
E, com a história da Municipalização, estamos a ver um filme de série b, visto vezes sem conta. Por estes dias, a FENPROF está a levar a cabo uma iniciativa de forte impacto na vida das escolas, consultando os professores sobre o processo de municipalização. Não tenho dúvidas do rotundo não que irá resultar desta consulta, onde milhares de Professores participam.

Perante isto, o que diz a FNE? O que pensa a FNE de um processo que gera unanimidade total entre a classe? Será que a FNE e o João Dias da Silva estão apenas ao serviço do PSD em tempo de campanha eleitoral?

 

Comments

  1. Reblogged this on O Retiro do Sossego.

  2. Defender um sindicalismo que tem prejudicado dezenas de anos lectivos pela sua pratica é de homem. Talvez ler um pouco o que se passa por esse mundo fora -por exemplo a greve de tres meses que a maior universidade da America do Sul tem levado a cabo e perceber como o terrorismo tem muitas maneiras de se esconder numa capa de “justa luta dos trabalhadores”. No caso do Brasil tem dado resultado espectacular, saiu do crescimento para defice em menos dum ano.

  3. Professor says:

    FNE!!! Enquanto for liderada por João Dias da Silva será mais um instrumento ao serviço do capital a avaliar pela sua agenda do último (honrado por ser convidado e estar presente nas festas promovidas por aqueles que exploram os professores do EPC). Mais um traidor que não trata os professores por igual mas os discrimina. Nem parece ter sido professor do EPC. Muita filosofia, insuficiente ética.

Trackbacks

  1. […] caro leitor, há um ano, a FNE (laranja) assinou um acordo com os patrões do privado que levou milhares de professores do […]

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