Abelardo contra o futebol moderno

A semana futebolística trouxe-nos alguns momentos de destaque. A derrota caseira do Real Madrid contra o Celta na 1ª mão dos quartos-de-final da Copa del Rey, desfecho que irá obrigar decerto Cristiano Ronaldo a horas extras na próxima semana no jogo do quentinho Balaidos, as declarações de Gerard Piqué sobre a arbitragem espanhola (na primeira vez em anos em que o Barcelona passa de beneficiado a prejudicado), a situação frágil de Pep Guardiola em Manchester numa altura em que a 10 pontos da liderança, depois de uma goleada por 4-0 frente aos toffies de Ronald Koeman, goleada essa que teve tanto de injusta para os citizens (pelo que a equipa de Guardiola fez no 1º tempo) como de justa para a formidável exibição e equipa, diga-se, que o holandês ostenta no Goodison Park (contam-se pelos dedos as futuras vedetas do futebol mundial que os toffies irão vender no próximo defeso) levou o espanhol a declarar a falência técnica nesta temporada com afirmações que vão de encontro aquilo que já se previa: quando se tem uma equipa de rock and roll como é o caso da equipa do City não se pode nem se deve querer ser aquele DJ que fica estagnado nas passagens entre tangos.
Contudo, venho aqui falar do despedimento de Abelardo do comando do modesto Sporting de Gijón, o denominado Sporting do outro lado da fronteira.
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Domingos aponta o caminho e o modelo

Domingos estreou-se na Galiza, e no comando do Depor, com uma vitória que poderia ter sido robusta. Colocou, na equipa inicial, quatro portugueses (Zé Castro, Bruno Gama, André Santos e Pizzi) e Evaldo que, me parece, tem dupla nacionalidade (portuguesa e brasileira). No segundo tempo, chamou ainda Nelson Oliveira. O adversário era a grande revelação da liga espanhola, o Málaga, do igualmente português a tempo inteiro, Eliseu.

Ora, o Málaga é o próximo adversário do FC Porto na Liga dos Campeões, prova em que o campeão nacional português é o nosso único representante, ultrapassada a fase de grupos que mandou pela borda fora Benfica e Sporting de Braga.

Suporte da vitória, “trabajo, orden y buen fútbol”, pilares que Domingos definiu desde a sua apresentação e que bem podem servir de modelo aquando dos jogos entre malagueños e dragões.

Já agora, digam-me se não é um gozo assistir a um jogo tão intenso, com seis portugueses em campo?! Pena não ter sido em Portugal!

Ah! O golo do Pizzi (na foto do Depor Sport, a iniciar a jogada), um mimo!

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