Isto é Champions!

Dois jogos, 14 golos, muita emoção, voltas e reviravoltas, estádios cheios, pormenores técnicos do outro mundo e 2 partidas muito ricas no plano táctico. Carrego, pauso, carrego, respiro: isto é Champions!

Começo pelo jogo de Manchester.

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Abelardo contra o futebol moderno

A semana futebolística trouxe-nos alguns momentos de destaque. A derrota caseira do Real Madrid contra o Celta na 1ª mão dos quartos-de-final da Copa del Rey, desfecho que irá obrigar decerto Cristiano Ronaldo a horas extras na próxima semana no jogo do quentinho Balaidos, as declarações de Gerard Piqué sobre a arbitragem espanhola (na primeira vez em anos em que o Barcelona passa de beneficiado a prejudicado), a situação frágil de Pep Guardiola em Manchester numa altura em que a 10 pontos da liderança, depois de uma goleada por 4-0 frente aos toffies de Ronald Koeman, goleada essa que teve tanto de injusta para os citizens (pelo que a equipa de Guardiola fez no 1º tempo) como de justa para a formidável exibição e equipa, diga-se, que o holandês ostenta no Goodison Park (contam-se pelos dedos as futuras vedetas do futebol mundial que os toffies irão vender no próximo defeso) levou o espanhol a declarar a falência técnica nesta temporada com afirmações que vão de encontro aquilo que já se previa: quando se tem uma equipa de rock and roll como é o caso da equipa do City não se pode nem se deve querer ser aquele DJ que fica estagnado nas passagens entre tangos.
Contudo, venho aqui falar do despedimento de Abelardo do comando do modesto Sporting de Gijón, o denominado Sporting do outro lado da fronteira.
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Estupefacção

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Ontem, alguns habitantes do planeta Terra terão ficado estupefactos com esta sondagem da CNN. São coisas que acontecem — ou, como diz o Guardiola, “son cosas que pasan. Contudo, ao contrário dos espectadores da CNN, os leitores do Diário da República já estarão tão habituados a estrangulamentos e constrangimentos, na forma de contatos, fatos e seções, que muito provavelmente já não há estupefacção que os afecte. No entanto, como o Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa garante não ter identificado nem estrangulamentos nem constrangimentos, é porque eles certamente não existem.

Sim, hoje, no Diário da República:

Curriculum Vitae atualizado, detalhado, datado e assinado, acompanhado dos documentos comprovativos dos fatos naquele descritos, nomeadamente em que contem a formação e experiências profissionais, respetivas áreas e duração (os fatos curriculares não acompanhados dos correspondentes documentos comprovativos não serão considerados);

(…)

A lista unitária de ordenação final dos candidatos, após homologação, é afixada no placard da seção de recursos humanos desta Autarquia e disponibilizada na sua página eletrónica em www.cm-castroverde.pt, sendo ainda publicado um aviso no Diário da República.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Da nobreza no futebol

O futebol é mais do que um jogo, infelizmente. É um lodaçal feito de uma mistura de irracionalidade, negócios racionalmente escuros e agressividade também verbal, ou seja, de valores antidesportivos. É, portanto, raro encontrar, entre jogadores, dirigentes e treinadores, palavras ou atitudes nobres.

José Mourinho e Cristiano Ronaldo são profissionais extraordinários e estão entre os melhores do mundo, mas estão muito longe da nobreza de Guardiola ou de Messi, uma vez que raramente conseguem esconder o arruaceiro ou o vaidoso que estão dentro deles.

Guardiola foi, para além disso, um dos melhores médios que já vi jogar, discreto, inteligente, elegante (podem revê-lo, depois do corte). Como treinador, manteve as mesmas características e, mesmo na hora da saída, consegue ser grande, dispensando-se de inventar desculpas ou de criar fricções escusadas.

Messi, o profissional apaixonado, o atleta improvável, não esteve presente na conferência de imprensa da despedida e explicou: “Preferi não estar porque sabia que os jornalistas iriam à procura dos rostos de pena dos jogadores.” Também fora de campo, Messi é melhor do que Cristiano Ronaldo, convencido de que é perseguido por ser rico e bonito.

No nosso campeonato, Ontem, Sérgio Conceição, depois de ganhar em Braga, declarou que o empate teria sido o resultado mais justo. Leonardo Jardim, ao contrário da maioria, não fez referência a erros do árbitro.

O futebol é mais do que um jogo e torna difícil manter a serenidade e a elevação. Os que o conseguem devem ser elogiados, porque são esses que devem ser imitados. [Read more…]