A ameaça terrorista em Portugal

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Em Junho de 2025, a Unidade Nacional de Contra Terrorismo da Polícia Judiciária desmantelou o Movimento Armilar Lusitano, uma milícia de extrema-direita, de inspiração neonazi.

Esta organização terrorista, formada em 2018, defendia abertamente o uso da violência armada contra todos os seus alvos, fossem eles políticos de esquerda ou da direita moderada, imigrantes, ambientalistas ou membros de associações cívicas.

O plano, para além da consolidação do seu grupo paramilitar terrorista, incluía a criação de uma extensão política capaz de representar os seus interesses e de concorrer a eleições. No fundo, uma espécie de Hezbollah português. Resta saber quem seria o Irão destes fundamentalistas nazis.

O objectivo final, segundo a investigação da Judiciária, passava pela deposição do sistema democrático português, pela supressão do Estado de Direito e das liberdades e garantias constitucionalmente garantidas, substituindo-o por um regime totalitário inspirado pelas ideias de Adolf Hitler. Numa fase inicial, apurou a PJ, os terroristas pretendiam criar “tribunais populares” para julgar e executar aqueles que considerava responsáveis pelo “declínio da nação”, como é o caso de Nuno Markl, esse perigoso consumidor de banda desenhada.

Cada país tem o Estado Islâmico que merece.

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