Ritalina: hiperactividade, educação ou negócio?

Em democracia não há territórios sagrados, apesar de existirem algumas reservas, na sociedade não médica, à entrada na esfera clínica. Normalmente, quem arrisca, leva com uma bateria de batas brancas em cima que, com argumentos, quase sempre básicos, acaba por intimidar.

Aviso, portanto o leitor, de que não é minha intenção entrar na discussão médica sobre a Ritalina, até porque, ao ler parte da informação oficial disponível, fiquei suficientemente assustado, para nem tentar perceber o mecanismo da droga mais comum nas escolas, por estes dias. O meu olhar é o de Professor.

Nas nossas escolas a quantidade de crianças medicadas é absolutamente assustadora – quase não há turma em que dois ou três meninos não tome algum tipo de medicação para a hiperactividade. E, diz-me o senso comum, que não é possível que cerca de 10% das nossas crianças sejam portadoras desta “doença”. Não é possível.

E, parece-me que há três  factores que contribuem para este manifesto exagero da Ritalina nas escolas: [Read more…]

A prenda de feliz aniversário do Aventar

Já fomos várias vezes citados em jornais e em programas radiofónicos, não é para nós surpresa, mas não deixa de ter piada sermos hoje, logo hoje, abundantemente citados na secção “Blogues em papel” no Público.

E somos citados propondo uma série de medidas políticas que de tão óbvias, só ainda não foram implementadas por irem contra o interesse de quem verdadeiramente manda neste pobre país. O diagnóstico está há muito feito é só preciso ter coragem de andar para a frente, implementar medidas tendo como horizonte o interesse nacional.

Nessas sugestões falamos da autonomia da escola, da política do medicamento, do papel do Estado na economia, na Justiça na dependência da Assembleia da República e do Presidente e, apontamos o dedo à chantagem dos nossos gestores e empresários que passam a vida a dizerem que se vão embora do país, como se encontrassem algum lugar na terra onde os mercados sejam tão protegidos e o Estado distribua tão generosamente ajudas financeiras, fiscais e outras menos “on shores…”

Como Passos Coelho se reuniu agora, de várias pessoas para concretizarem o seu programa de governo, talvez leiam o que aqui escrevemos. É que ouço falar destas medidas há vinte anos…