O empresário

António Alves

O “empresário” da Padaria Portuguesa, na sua incomensurável ignorância, criou o melhor argumento possível para defender o aumento do salário mínimo. Se as pessoas têm dois empregos de 40 horas e prefeririam trabalhar 60 horas para ele se pagasse horas extras, isso só significa que os salários que paga não são suficientes para as pessoas terem uma vida digna. E tal como Roosevelt disse, uma empresa que não é capaz de pagar um salário mínimo que permita uma vida digna não tem direito a existir.

A esquerda devia dar-lhe uma medalha.

Nuno Carvalho da Padaria Portuguesa não convive bem com a verdade dos factos

nuno-carvalho

Ontem, interroguei aqui, confesso que a título exploratório, o porquê do vídeo publicado aqui  neste post, e de outras versões dos mesmos conteúdos republicados no Youtube terem sido misteriosamente retirados ou terem misteriosamente desaparecido da vista humana no referido site de partilhas de vídeos.

A resposta está dada: as republicações no Youtube foram retirados graças a vários reports à administração do site, declarando que o vídeo em causa violava os direitos de propriedade intelectual? Propriedade intelectual? As declarações de Nuno Carvalho devem ser entendidas como propriedade intelectual? Os pais do liberalismo moderno ou neoliberalismo como Hayek, Milton Friedman ou Von Mises devem estar às voltas na tumba porque no fundo ninguém gosta de andar à roda anos e anos a estudar os fenómenos da vida social e económica para depois ser surripiado intelectualmente à má-fé por um simples padeiro, fazendo jus à profissão por si declarada publicamente aqui na entrevista que saiu hoje no Caderno do Expresso.

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Esconde, esconde Nuno!

Já se aperceberam que depois de Nuno Carvalho, o repugnante sócio-gerente da Padaria Portuguesa ter dado um cravo na ferradura numa 2ª oportunidade concedida pelo Expresso, todos os vídeos do 1º acontecimento desapareceram do Youtube? 

Por mim, não escravizas mais ó palerma

O mundo moderno está cheio destes palermas liberais. O estádio actual do capitalismo selvagem, estádio em que as classes e os interesses mais fortes conseguem por via das marionetes que instalam e vão puxando no poder, permitiu a uma classe diminuta, constituída por meia dúzia de seres parasitas não-produtivos controlar por A+ B as rédeas daqueles que diariamente os enriquecem. Ora pela celebração de tratados e acordos bilaterais ou multilaterais que censuramos, como é o caso do CETA ou do TTIP (remeto-vos para os posts da nossa especialista, a Ana Moreno) ora por via da legislação europeia que na maior parte dos casos, na sua parte laboral, não é mais do que o produto requerido à la carte pelos milhares de lobbistas pagos a peso de ouro pelas grandes multinacionais para pressionar os legisladores europeus em Bruxelas, ora pela criação e modificação de legislação nacional laboral ou pela revogação de direitos adquiridos pelos trabalhadores no passado, ora pela forma que considero ser a mais pródiga de controlo social que é o ordenado mínimo nacional.

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