Ensaio sobre os centrais

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O Luisão escorrega, não é? No golo. Toda a gente pode escorregar. Escorregou. Escorregou. Quer-se dizer, estes centrais já estão um bocado ó tio, ó tio!

— Rodolfo Reis, 4/12/2016

Le fait que l’acte de porter une lettre à la poste est un comportement différent de celui de se promener dans la rue est dû à l’objet-but de l’acte.

Joseph Nuttin

 

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Efectivamente, Fevereiro, mas direto. Sim, estamos em Dezembro de 2016 e já terá havido tempo para a consolidação dos conhecimentos obtidos durante as acções de formação anunciadas, onde provavelmente até terão sido proferidas barbaridades como «se disser Egito escreve sem ‘p’, mas se disser Egipto escreve com ‘p’». Aliás, recordemos que a grande divisão da doutrina era entre «não mais que 15 minutos» e «basta uma meia hora».

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O desastre prossegue, imparável. Imparável? Nem por isso. Temos sempre [Read more…]

A imprensa portuguesa ao serviço da Geringonça

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Nesse antro de esquerdalhos que é a imprensa portuguesa, o grupo Imprensa, propriedade do fundador do PSD, Pinto Balsemão, é quem mais ordena. Como afirmam, e bem, os indignados à direita, meios como a SIC, o Expresso ou a Visão estão obviamente ao serviço da agenda dos partidos de esquerda, conferindo-lhes maior tempo de antena, nas peças noticiosas como no comentário político, e defendendo as suas posições, ao mesmo tempo que atacam, sem dó nem piedade, tudo o que mexe à direita. [Read more…]

O estranho caso do elogiador de Trump

Uma história com contornos obscuros, em estreia na página d’Os truques da imprensa portuguesa.

Da ausência de pluralidade no comentário político em Portugal

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São 23:40. Nos três canais noticiosos que existem em Portugal, discutem-se as eleições presidenciais. Na TVI24 estão três comentadores, todos de direita, a discutir a vitória do comentador de direita. Temos João Miguel Tavares, António Costa do Diário Económico e David Dinis da Fox News portuguesa do Observador. A Fox News portuguesa O Observador está também representado  na RTP3 com o incontornável José Manuel Fernandes, num painel feito de comentadores e politólogos essencialmente de direita. Num e noutro canal, não há um único comentador próximo das posições do PCP ou do Bloco de Esquerda. Eles até existem, mas a sua opinião aparentemente não conta. Pacheco Pereira, na SIC Notícias, será porventura aquele que mais se aproxima. Um perigoso e radical social-democrata.

Quando o jornalista da CMTV alucina

Com tanta porcaria pseudo-informativa que dali vem, alguns jornalistas que levam o seu trabalho a sério correm o risco de sofrer alucinações momentâneas. Poderá ser este o caso.

Jorge Jesus: o conforto e o risco

Jorge Jesus, em entrevista à SIC Notícias, explicou que trocou “o conforto pelo risco”. Não está só. Há cinco anos, o Expresso também trocou o conforto de uma ortografia adequada à realidade do português europeu pelo risco. Um dos resultados patentes é esta mistela:

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Como Jesus e como o Expresso, também o Governo decidiu trocar o conforto de uma ortografia adequada à realidade do português europeu pelo risco. Eis aquilo que acontece no sítio do costume:

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E eis a solução.

Continuação de uma óptima semana.

Serviço Público

Após a declaração do Banco de Portugal sobre o destino do BES, a SIC Notícias e a TVI24 logo analisaram ao pormenor com comentadores e analistas.
Já a RTP Informação continuou a debater futebol com o “Trio de Ataque”.
Serviço Público, dizem eles…

O *acessor e a Cristine

Segundo a SIC, o acessor… *Acessor? Acessor? Ah! Assessor. Segundo a SIC, Rudolfo (sim, é com ‘u’) Rebelo, acessor, perdão, assessor do PM, assinou uma carta como se fosse a directora… Não, não é *diretora que se escreve em português europeu: é directora. D-I-R-E-C-T-O-R-A. Com cê. Perdão? Está directora? Muito bem. Mas a SIC não adopta o Acordo Ortográfico de 1990? Não? Sim? Não sabem? Adiante. Rebelo assinou uma carta como se fosse Christine Lagarde? Mentira! Rebelo assinou como se fosse Cristine Lagarde. Se tivesse assinado uma carta como se fosse Christine Lagarde, o Cristine teria H. Uma Cristine, como sabemos, não é uma Christine. Pronto. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Artur e o Ludíbrio, o Estrago e o Estrilho

Cartaz 05A prestação televisiva de Artur Baptista da Silva, alegado especialista da ONU, foi um sucesso. Eu vi e gostei. Fiquei todo baralhado por causa das certezas do Artur, inauditas até ao momento em que lhas ouvi. Ludibriar com a Mentira ou Ludibriar com Verdades Cortantes e até Urgentes mas impraticáveis, é ludibriar! Ponto. Agora que o Artur foi denunciado como impostor por vários órgãos de comunicação social, faz o que todos os impostores portugueses têm feito, especialmente o Animal que se acoitou em Paris: queixa-se de ser vítima de um «julgamento sumário», com pena aplicada de «linchamento de carácter». Na sua orfandade, as putas de Sócrates, nos blogues e nalguma Opinião-Câncio, têm passado meses a falar do asco geral e unânime que aquela figura gerou na Opinião Pública precisamente como «assassinato de carácter». Portanto, a cassete é quase a mesma. Não há País que sobreviva a jornalistas e a jornais à cata de especialistas convenientes às suas teses contra-poder porque sim: desta vez foi Artur Baptista e Silva, pago para debitar com o megafone do Expresso e da SIC Notícias, a enganar-nos. Mas não o fez igualmente com estilo, estrago e estrilho essa magnífica geração Vara-Sócrates?! Não os ajudaram e credibilizaram igualmente esses media?!

Mas a culpa da crise não era do Estado Social, dos salários milionários dos funcionários públicos, dos portugueses que viveram todos acima das possibilidades e dos grevistas que não devem protestar mesmo que lhes apertem os testículos num torno?

Buraco do BPN pode chegar aos 7 mil milhões de euros: Reportagem Especial (SIC Notícias)

Notícia das notícias em gráficos

O jornal Público divulga hoje o relatório da ERC sobre os gastos em publicidade por parte do Estado central – isto é, sem contar com autarquias, instituições de ensino, tribunais, Presidência e Assembleia da República. [Adenda a 20.Out.: a edição impressa acrescenta mais alguns detalhes. Sumário no fim deste texto.]

É portanto apenas uma parte do total desta desta despesa e desde logo espanta pelo seu valor: 408 milhões de euros! Caro leitor, fique sabendo que só para a propaganda do Estado central contribuiu no ano passado com mais de 40 euros. Contribuiu, aliás, bem mais do que este valor, pois o número de contribuintes efectivos é muito inferior a 10 milhões. Dada a falta de números oficiais, estima-se em 3.5 milhões o número de contribuintes efectivos. Neste caso, a sua generosa contribuição em 2009 para os cartazes do solar, das Novas Oportunidades, dos programas patrocinados na TSF, anúncios de página inteira em jornais e mais uma catrefada de "investimentos" (!) foi superior a 100 euros.

Mas vejamos esses números saídos hoje no Público, aqui apresentados em 5 gráficos, para depois  os lermos.

1. Gastos totais

 Gastos em PUB pelo Estado central

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O Debate

Hoje na SIC-Notícias, o debate entre Rangel e Passos Coelho. Fica a promessa de o Aventar acompanhar em directo com os nossos e os vossos comentários. Até logo.

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