Governo renascido a 4 de Julho

Passos Coelho

Passos Coelho

Fonte: Presseurop

O cinema é um domínio de excelência para a busca de metáforas e imaginar uma história, mesmo distinta, de realidades de vidas individuais e/ou comunitárias.

Hoje é 4 de Julho. Não é data que me faça envolver na bandeira dos EUA e ir para a rua cantar ‘Born in The USA’ de Bruce Springsteen, de quem, confesso, só devoto fã há muitos anos – somos dois jovens, está explicado.

‘Nascido a 4 de Julho’, como se sabe, é a história do soldado Kovic, que o Vietname transformou em paraplégico e, por consequência, em activista político, anti belicista e  defensor dos direitos dos deficientes físicos.

O 4 de Julho deste ano fez-me reflectir nas perturbantes conversas dos idiotas Passos Coelho e Paulo Portas, com vista à manutenção da coligação que nos tem (des)governado e que Cavaco faz questão de proteger.

[Read more…]

O Filme da Minha Vida

Ora vamos lá ver quais são os “Filme da Minha Vida” de cada um dos nossos leitores e dos restantes aventadores. A culpa é do Luís Moreira. Eu dou o tiro de partida:

Shine – Simplesmente Genial” é o filme da minha vida. Uma interpretação inolvidável de Geoffrey Rush roçando a perfeição e que lhe garantiu o Óscar para melhor actor em 1996.

Shine – Simplesmente Genial conta-nos a história de um pianista fora do comum com uma personalidade fora do mundo e dominado por um pai que queria ver o filho a realizar os seus sonhos frustrados, dominando-o de uma forma doentia – lembrando aqueles papás que inscrevem os meninos para estes realizarem as suas obsessões artísticas goradas. A personagem, interpretada por Geoffrey Rush, é simplesmente genial mas inadaptada ao real levando-o ao colapso e a um internamento num hospício.

A sensibilidade de David e a sua genialidade marcam este filme realizado por Scott Hicks em 1996, na Austrália e vencedor de inúmeros prémios, entre os quais se destacam um Óscar e respectivas sete nomeações.

Passados todos estes anos e com tantos filmes visionados, este Shine continua a estar no topo dos meus filmes e, por isso mesmo, continuar a considerá-lo como “O Filme da Minha Vida”.

(Outros: Ondas de Paixão de Lars Von Trier; O Fabuloso Destino de Amélie de Jean Pierre Jeunet; O Pianista de Roman Polanski; Os Padrinhos todos; Dune de David Lynch; Todos os da série Guerra das Estrelas; As Pontes de Madison County e As Cartas de Iwo Jima ambos de Clint Eastwood; The Doors de Oliver Stone; Control de Anton Corbijn; Lost In Translation e Virgin Suicides ambos de Sofia Coppola; entre tantos outros que neste momento não me lembro, sobretudo de ficção científica de que sou consumidor compulsivo).

Em Wall Street o dinheiro não dorme

Já foi há 20 anos. Mas parece que ainda foi há dois meses. Bom, na realidade foi. Foi há um par de meses que vi, pela segunda vez, Wall Street, o libelo de Oliver Stone sobre o período áureo dos yupis nova iorquinos dos anos 80. Era o tempo do capitalismo desenfreado, do dinheiro no topo de qualquer pedestal, o tempo do dinheiro em que as notas não tinham rosto.

wall-street-1002-01

Não deixa de ser significativo que vinte anos depois, numa fase em que o mundo vive a pior crise dos últimos 80 anos, se calhar de sempre, esteja em preparação a sequela. Com Oliver Stone a realizar e com Michael Douglas a regressar a uma das suas grandes personagens: Gordon Gekko. De resto, uma das mais fascinantes personagens do cinema ambientadas no mundo das finanças.

A história chega-nos 20 anos depois. O especulador bolsista saiu da cadeia e parece diferente, em busca de uma reabilitação. Falta saber se é coisa para levar a sério.

A Vanity Fair resolveu desvendar um pouco de Wall Street 2: Money never sleeps. E convidou Annie Leibovitz para fazer as fotografias.

O filme há-de chegar mais lá para a frente. Em Abril.