Desta, Rui Tavares, liberto-me desde já

livreO Rui Tavares foi eleito para o parlamento europeu com o meu voto. Pouco depois decidiu libertar-se da canga partidária, e mudou de grupo parlamentar. Com os meios ao dispor de deputado europeu tem-se entretido, por exemplo, a pescar à linha potenciais apoiantes de um novo partido que agora vai fundar.

Não vou gastar uma linha sobre o novo partido irmão de um partido que na Grécia está no governo. Por princípio assino a legalização de qualquer partido novo e constitucional, a democracia portuguesa baseia-se em partidos, para o melhor e para o pior, cada vez mais para o pior, é certo, e todos tem o direito ao seu, vai-se a votos, uns elegem outros não.

E assim seria não fosse a escolha da papoila para logotipo. É que a papoila é um símbolo da memória, desde a I Guerra Mundial. Neste caso serviu-me de fósforo: hélas, Rui Tavares, já que não me devolveste o meu voto, ficamos quites: com a minha assinatura não contes. Nem te fará falta, qual papoila saltitante, terás muita gente de direita para assinar.

A vara socialista

Estão em toda a parte. Do partido para o governo. Do governo para as empresas .Das empresas para os negócios. Dos negócios para a corrupção. Da corrupçao para arguido. De arguido para a prescrição. Ou para as escutas ilegais. Ou para a obtenção de prova de forma ilegal. Para a impunidade!

 

Passados uns tempos, com a calmaria e os holofotes virados para outros que tais, aí voltam eles, bem acomodados em empresas públicas, ou em funções de poder que os protegem, colocam camarada ali, estrategicamente, familiares acolá e tudo volta ao mesmo.

 

Varas deles, muitos, com muita experiência, tanta, que às vezes nem se percebe como falam ao telefone a pedir "recuerdos". A família dá o nome, as propriedades estão em nome dos filhos ou em off-shores, os advogados são os melhores, o negócio já conta com a eventualidade de se distribuir algum.

 

São demitidos de funções por perderem a credibilidade e a seguir aparecem como banqueiros, quando o negócio bancário é, por definição, um negócio de confiança. Mas com eles tudo perde o valor, tudo perde o sentido, tudo é possível.

 

São tantos os casos que vieram a público sobre gente com funções governamentais e de Alta Gestão, que se começa a perceber porque não há condenações.

 

A economia  desacelarava !