Utilizador/Pagador – fatal como o destino

As parcerias público/privadas vão ter que ser pagas e entre 2010 e 2013 já se vão fazer sentir e de que maneira, embora ninguem saiba bem quanto. Para além de 2013 ainda mais vão pesar e aí é que ninguem mesmo é capaz de arriscar, já não digo um número, mas uma ordem de grandeza.

Pese embora uma maior progressividade nos escalões do IRS  que poderá pesar contra a regra do “utilizador/pagador“, empurrando-a o mais tempo possível para a frente, mais cedo que tarde vamos ver a regra ser aplicada em domínios como a Saúde, a Educação, os Transportes , as Autoestradas…

É assim, quem pode paga, quem não pode não paga! Com este déficite, com esta dívida e as taxas de juro cada vez mais elevadas que o país vai ter que pagar, a questão é quando. Acrescente-se o fraquíssimo crescimento do PIB que as autoridades internacionais revêm constantemente em baixa, e temos aí o quadro.

Mas a má notícia vai sendo adiada ! O PEC não a contempla a regra “utilizador/pagador, como não contempla muitas outras coisas que vamos todos ter que pagar!

O penedo*

Esta gente custa-nos muito dinheiro, um é Presidente da REN, outro, o filho, é assessor jurídico na PT.

 

Não satisfeitos com lugares tão mal pagos, sabemos agora, pela voz do mais pequeno, que está envolvido na operação "Face Oculta" porque tambem é advogado da empresa de Aveiro que faz negócios com o seu próprio patrão. O Estado!

 

É incompreensível que o Estado pague mais que um rendimento à mesma pessoa. A haver vontade política, o Estado podia começar por aqui. Administradores em várias empresas, funções em orgãos sociais, pensões misturadas com vencimentos, numa promiscuidade de interesses que tem que levar à situação miserável em que vegetamos. Não contentes com o que o Estado lhes paga, ainda fazem uma perninha no privado!

 

As pensões, várias, de empresas públicas, atribuídas por eles próprios a si mesmos quando passam pelos lugares, acumuladas com a pensão da Segurança Social. É tudo pago pelo Estado. Claro que vão dizendo que a empresa não é do Estado coisa e tal, que o Estado só lá tem uma "golden share", mas quem lá os meteu foi o partido, com a ajuda do amigo e camarada que está no governo.

 

Num país onde os jovens quadros vão saindo por não encontrarem emprego, isto é um crime à vista desarmada e à luz do dia!

 

* pedra grande