O cheirinho da diferença

Para os saudosos e para os da memória curta, eis o que teria sido outro governo PSD/CDS.

Distribuição equitativa dos sacrifícios? Qual distribuição equitativa dos sacrifícios?

Roubar cidadão para pagar dívida

Destacados oficiais do ministério da propaganda rasgaram recentemente as vestes por causa de uma proposta do PCP para uma actualização extraordinária de 10€ das pensões abaixo de 5.549,34€, uma medida que custaria, números redondos, cerca de 250 milhões de euros por ano aos cofres públicos. A título de comparação – tendenciosa, não escondo – a “demissão irrevogável” de Paulo Portas provocou perdas na bolsa de Lisboa nove vezes superiores a este valor. É legítimo concluir que os custos da fome de poder do ex-vice-primeiro-ministro seriam suficientes para cobrir esta proposta durante quase uma década. Adiante. [Read more…]

Uma curta reflexão sobre as pensões

UPNRS

O governo PSD/CDS-PP fez opções políticas que tiveram impacto significativo sobre as pensões dos portugueses que, na maioria dos casos, descontaram uma vida inteira para verem ser-lhes retirado o que era seu por direito. O PS, em campanha, prometeu mais do que agora está a dar, é certo, mas entre um aumento de meia-dúzia de tostões e o corte de 600 milhões de euros que o anterior governo se preparava para aplicar, quer-me parecer que a maioria dos portugueses preferirá a primeira opção. E não deixa de ser curioso que aqueles que ontem procuravam aumentar ainda mais os cortes sobre as pensões venham agora falar em justiça social e hipocrisia. Que grande lata!

Fotomontagem via Uma Página Numa Rede Social

Paulo Portas, mestre do bluff e da evasão

Debate

Num debate onde a moderadora Ana Lourenço e Catarina Martins procuraram debater a situação real do país, Paulo Portas socorreu-se de um discurso evasivo dedicando seguramente metade da sua intervenção a empurrar a sua adversária para a situação grega e para o Syriza. O resto foi o auto-elogio do costume, com indicadores manipulados aqui e ali, e a tão sua dualidade de critérios que lhe permite refugiar-se por trás do memorando para justificar o desastre social em que o seu governo mergulhou o país para de seguida ignorar o impacto crise internacional no crescimento desenfreado da dívida pública portuguesa durante o mandato socialista ou até afirmar que nada podiam fazer contra a agenda imposta pelos credores no que a reformas laborais geradoras de precariedade diz respeito para depois dizer que conseguiu contrariar essa mesma agenda para que a TSU dos idosos não avançasse. [Read more…]

A reter para análise futura

Com governo socialista “não haverá cortes nas pensões“. Uma promessa de António Costa que, até ver, vale tanto como as promessas de Pedro Passos Coelho em 2011: nada.

Cortamos o que escolhemos cortar

Os cofres estão cheios mas preparam-se novos cortes em pensões.

Vêm aí mais cortes em salários e pensões

FMI insiste numa “reforma mais abrangente de salários e pensões“. Governo poderá adiar implementação de novas medidas até às Legislativas. Se ganharem, a sua agenda mantêm-se intacta, se perderem, quem vier a seguir que se desenrasque.

Roubar os funcionários públicos e os pensionistas

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Acorda, Seguro!

E anda Seguro a engonhar: «… manutenção do actual regime de pensões só é possível com uma economia saudável, baseada na produtividade e emprego.»

Difícil de entender…

A ver se percebo.

O anunciado corte nas pensões de viuvez dificilmente será aprovado pelo Tribunal constitucional. Certo? Assim sendo, quem é o autor da ideia? Mais, a poupança em causa nem o será. É mais um corte com efeitos de tal forma negativos na economia que em vez de ajudar na receita vai aumentar a despesa a médio prazo. Certo? Pelo que li (e vale o que vale) estamos a falar de 100 milhões de euros. Uma gota no oceano, como bem explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

Sinceramente, não consigo perceber. Nem o alcance nem a frieza.

Roubar dinheiro aos mais pobres

Serve exactamente para quê?

Para poupar?

Vejamos – alguém que ganhe 1000 euros ou menos, no nosso país, tem dois destinos para o seu dinheiro: a economia, por via do consumo e uma ou outra aplicação bancária, quase sempre um pequeno depósito a prazo.

Percebo tanto de economia como o Major de timing para homenagens, mas parece-me que o nosso país precisa de ambos como de pão para a boca: de dinheiro na economia e de poupanças.

Assim, o motinhas e o aldrabão, só conseguem uma coisa quando tiram dinheiro aos titulares de pensões de sobrevivência: afundar ainda mais o país. É verdade que poupam uns tostões (milhões), mas como a economia vai piorar o resultado será, como se tem visto nos últimos dois anos, sempre um desastre.

Em jeito de conclusão: mais portugueses ficarão abaixo do limiar da pobreza e o país cada vez pior. E estes imbecis que não conseguem parar de escavar.

Um não, dois!

Bem atravessados!

 

O assalto às viúvas e orfãos

Corte de 100 milhões de euros nas pensões de sobrevivência.

Acabem com eles!

“Os cortes nas pensões não vão ficar pelos 10%, aprovados na última semana pelo governo.”

Vá lá, deixem-se de coisas…

Está visto que cortar aos poucos não chega: uma contribuição aqui, uns 10% acolá… Não resulta!

Epá, não resulta! Esqueçam!

Toca a arregaçar as mangas e cortem de vez e no que é essencial: nos pensionistas.

Acabem com esses sorvedouros de dinheiro, que não trabalham e só reclamam.

Acabem com os pensionistas!

Temos Aqui um Problema

E grave! Mas isso agora não interessa nada ao Credo de Esquerda. Porém, o problema move-se:

A promessa do “Estado social”, de uma garantia de uma pensão em função dos descontos feitos ao longo da vida contributiva, é, logo à partida, fraudulenta. O sistema de pensões equivale a um esquema de pirâmide em que os da base pagam as pensões dos do topo, e em que as verbas que estes últimos recebem, longe de estarem garantidas pelo tal “contrato”, dependem do número de pessoas (e montante de dinheiro que conseguem gerar) a alimentar o sistema na base. A proposta do Governo, por muito que ofenda as sensibilidades dos que a criticam, é a consequência natural do “modelo” que querem proteger.

Reside aí o erro de ver o sistema de pensões público como moralmente superior aos privados. Os socialistas de todos os partidos costumam dizer que estes últimos comportam um risco maior, que implicam entregar as pensões à “economia de casino” da “especulação bolsista”. Mas o “contrato social” não oferece maior segurança. Permite até que um dos contratantes (o Estado) altere os seus termos unilateralmente, sem qualquer compensação. Quem acha que entregar as pensões “aos privados” equivale a ir com elas para Las Vegas, ficando à mercê da sorte, devia compreender que, no nosso “Estado Social”, elas ficam à mercê da demografia e da discricionariedade de quem tem a “força” para impor condições. Em vez de Las Vegas, temos Chicago nos anos 20.

Bruno Alves

O romance do Raposo

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Henrique Raposo irá, decerto, propor, numa próxima revisão constitucional que a realidade, a crise e a bancarrota passem a ser consideradas extremamente constitucionais e que as pensões e os direitos adquiridos, devido ao seu “peso brutal”, sejam declarados inconstitucionalíssimos. Enquanto tal não acontecer, o mesmo cronista não hesitará em declarar inconstitucional a própria Constituição, o que, a ser confirmado pelo Tribunal Constitucional, será facto inédito num Estado de Direito.

No fundo, Henrique Raposo acaba por repensar o aforismo “A lei é dura, mas é lei”. Para ele, a lei não é suficientemente dura, inferindo-se, portanto, que não pode ser lei. Para o corajoso cronista, a Constituição é, portanto, mole. Ergo, a Constituição é inconstitucional.

Para Raposo, só quando for possível limpar a Constituição das molezas que a afectam será possível resolver a crise, a bancarrota e a realidade, porque todas as três são consequências dos “tais “direitos adquiridos” de partes da população”, direitos esses tornados intocáveis por uma lei praticamente ilegal. [Read more…]

Dinheiro do BANIF III

O Governo vai meter 1100 milhões de euros no BANIF. O que vão dar aos ladrões daria para pagar  5114138 meses de pensão social de velhice, isto é, daria para pagar esta pensão  a 426178 pessoas durante um ano…

O Mel e o Acordeão

Uma das imagens que me ficará deste verão: um casal de idosos com a sua carrinha de caixa aberta estacionada no parque de uma praia de Peniche.

Estavam ali várias horas por dia tentando vender mel. Ao lado dos frascos, um acordeão. Ingenuamente pensei que ainda ouviria o homem tocar…

Aproximei-me deles, curiosa para ver o que ele estava a fazer, debruçado sobre uma mesa onde um estojo de pequenas ferramentas serviam para consertar uma harmónica. A mulher falou por ele, concentrado que estava. O instrumento tinha mais de cinquenta anos e já não funcionava bem.

Acabei por saber que o acordeão era também para vender. «Ontem vendi um», disse o velho músico.

O homem estava a vender o mel da sua vida. As coisas como estão obrigam-no a separar-se até dos seus instrumentos, com que ao longo de uma vida deram doçura e alegria à sua vida (e à vida dos outros).

Um acordeão e um frasco de mel… não é surreal como me tinha parecido à primeira vista.

Não ouvi o acordeão nem a triste harmónica. As coisas não estão para isso.

Reflexão sobre o sistema de pensões

Escuso-me a fazer mais comentários, a situação é explicada de uma forma clara neste vídeo.

Como Se Fora Um Conto – Para Estes Não Há Funerais de Estado

Conheci-a num Centro Comercial. Vendeu-me alguns artigos de que eu necessitava e alguns outros que eu não sabia que queria. A sua simpatia era contagiante e o seu sorriso alegrava a alma.

A conversa, essa, veio naturalmente, e ficamos como que amigos. Fiquei a saber que o trabalho era bom e gratificante, que gostava do que fazia e que fazia o que gostava. Só tinha vinte anos mas já trabalhava há perto de quatro. Por incapacidade económica não tinha estudado mais que até ao fim do ensino obrigatório. Talvez que um dia continuasse. Por agora, sentia-se bem assim. Estava a subir na carreira de ‘balconista’, e até já mandava em parte da sua secção. Para além disso, tinha outros interesses que lhe tomavam todo o tempo disponível. [Read more…]

Sente-se mais leve?

É natural, não esteja preocupado, não perdeu peso nem a saúde anda abalada, é só a carteira. A partir deste momento (24 horas) já está a pagar tudo mais caro, desde o pão aos transportes, à saúde, à educação, à agua…

E já recebeu a pensão ou o vencimento ? Não custou muito pois não? foi só uma coisinha, mas vá deixando o mês avançar, sabe que isto está muito mau, o que vem aí é mais do mesmo, a privatização de serviços do Estado, o SNS, a educação, e você a pagar mais, há aí uns tristes que vão ao ginásio para perderem peso, é só esperar, a não ser que sejam dos que têm vencimento garantido e umas pensões, tudo ao mesmo tempo!

As pensões e os Fundos de Pensões dos bancos!

Uma das histórias que se contavam é que os Conservadores dos Cartórios Notariais, andavam toda a vida a declarar um ordenado razoável ou mesmo pequeno, mas quando chegavam aos dois últimos anos de trabalho, passavam a declarar enormes somas à Segurança Social. Desta forma recebiam uma pensão milionária. E como se fazia isto? Num processo organizado por todos os Notários de uma certa área, os processos  que envolviam grandes somas de dinheiro, eram canalizados para os cartórios dos Conservadores que estavam em pré- reforma, digamos assim. (aqui o “truque” era aproveitar os “melhores cinco anos dos últimos dez”)

Mais recentemente, os administradores das grandes e sugadoras empresas públicas, faziam-se nomear administradores de empresas associadas, determinavam em Conselho de Administração que bastaria ter um ano de função para terem direito a uma pensão completa e, assim, acumulam à da empresa mãe.

Desta forma há gentinha que tem mais que uma pensão a acumular com vencimentos, porque estão na idade de estar na reforma numa empresa e, estão activos noutra empresa, tendo como “patrão” o mesmo Estado! Isto só no estado porque ninguem paga, ou melhor, paga, mas quem paga não “bufa”!

A questão principal é que seja o Estado a pagar as pensões e os vencimentos ao mesmo individuo. Se recebe uma pensão, então não deve estar no activo; se está no activo só pode receber o vencimento, não pode receber pensões.

Outra medida muito preocupante é que o estado, para encobrir parte do déficite, vai receber os Fundos de Pensões dos bancos, que nem de perto nem de longe cobrem as responsabilidades que têm para com os trabalhadores. O Estado recebe agora os milhões, o que reduz o déficite, e daqui a uns anos começa a pagar as responsabilidades. É uma operação de maquilhagem para o Estado e altamente rentável para os bancos!

Lá estamos nós a entrar, como sempre, e depois não chega para o trabalhador que, daqui a uns anos , vai trabalhar até morrer! É um ataque sem precedentes à sustentabilidade da Segurança Social !

Sugestões a Passos Coelho -2

É fácil congelar salários mas é muito injusto, porque são os que ganham menos e os que vivem pior que pagam a factura, só têm o pecado original de serem muitos e tirando um bocado a cada um junta-se muito. Mas chega, é sempre assim e no essencial, os erros, as duplicações, os desperdícios ficam lá todos.

Seria melhor ser um homem de Estado a sério e  avançar com medidas corajosas que, essas sim, além de justas, ficam para sempre. Exemplos? [Read more…]

Eu, Não Teria Dito Melhor

EXPERIMENTEM VIVER COM O SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL, OU ATÉ COM UM POUCO MENOS, COMO O FAZEM (POR EXEMPLO) MUITOS DOS REFORMADOS

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O dr Carvalho da Silva falou, e, se porventura tivesse sido eu a dizê-lo, por certo que o não teria dito melhor.

-"O dr Silva Lopes que experimente viver com o salário mínimo nacional".

Isto a propósito do que o dr Silva Lopes disse há dias, sobre os aumentos em geral.

-"Aumentos salariais em 2010, com as empresas fragilizadas pela crise, seriam fábricas de desemprego".

O dr Silva Lopes, e outros com ideias peregrinas como esta, deveriam estar calados.

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A herança socialista

No Expresso:

 

Um buraco negro de cinco anos em que Portugal andou a marcar passo e a engordar o estado, que vai sair da crise mais pesado que nunca. Desde a década de noventa, Estado empresas e famílias andam a gastar acima das possibilidades e o fim da linha está cada vez mais próximo. A economia nacional, que já teve quase dez anos de fraco crescimento, pode continuar a marcar passo mais uns anos.

 

Como é que se resolve esta complicada equação que mistura ingredientes esplosivos como fraco crescimento económico, desemprego elevado e contas públicas desequilibradas?

 

Não há espaço para aumento de impostos e o caminho tem que ser emagrecer o Estado. Temos que ir à raiz do problema, temos despesa pública a mais. Devíamos congelar a dívida pública ao nível de 2008 durante dois ou três anos.

 

Mas onde há flexibilidade para congelar despesa? Nas pensões e nas despesas de saúde mas aí quem aguenta a factura são os mais pobres! A irresponsabilidade pode levar a isso.

 

A dívida externa está nos 100%, se não fosse estarmos no Euro a festa já tinha acabado.

A crise internacional está quase a acabar fica a nacional que dura há vários anos, e esta só se resolve com a criação de riqueza, com a produção de bens transaccionáveis de exportação e que substituem importações.

 

Mas para isso é preciso muito trabalho, determinação e competir em mercados muito exigentes. É dificil e meritório, é mais fácil fazer obras públicas !

O penedo*

Esta gente custa-nos muito dinheiro, um é Presidente da REN, outro, o filho, é assessor jurídico na PT.

 

Não satisfeitos com lugares tão mal pagos, sabemos agora, pela voz do mais pequeno, que está envolvido na operação "Face Oculta" porque tambem é advogado da empresa de Aveiro que faz negócios com o seu próprio patrão. O Estado!

 

É incompreensível que o Estado pague mais que um rendimento à mesma pessoa. A haver vontade política, o Estado podia começar por aqui. Administradores em várias empresas, funções em orgãos sociais, pensões misturadas com vencimentos, numa promiscuidade de interesses que tem que levar à situação miserável em que vegetamos. Não contentes com o que o Estado lhes paga, ainda fazem uma perninha no privado!

 

As pensões, várias, de empresas públicas, atribuídas por eles próprios a si mesmos quando passam pelos lugares, acumuladas com a pensão da Segurança Social. É tudo pago pelo Estado. Claro que vão dizendo que a empresa não é do Estado coisa e tal, que o Estado só lá tem uma "golden share", mas quem lá os meteu foi o partido, com a ajuda do amigo e camarada que está no governo.

 

Num país onde os jovens quadros vão saindo por não encontrarem emprego, isto é um crime à vista desarmada e à luz do dia!

 

* pedra grande

A pobreza alastrou nos últimos 3 anos

Quatro em cada dez portugueses, acham que a pobreza cresceu "muito" nos últimos três anos.

 

Para responder a esta questão o governo deve apostar na criação de postos de trabalho, porque o desemprego é a principal razão para as pessoas caírem na miséria, opinião corroborada pela generalidade da população europeia.

 

Depois vêm as baixas pensões, os baixos salários e as baixas prestações sociais.

 

Estas opiniões são partilhadas pela maioria da população europeia, embora em Portugal o número dos que dizem que o salário não chega ao fim do mês, seja maior. Este é o país onde os patrões não querem e não podem aumentar os salários em vinte e cinco euros, como diz aí em baixo, o Ricardo.

 

Em Portugal temos 1.8 milhões de pobres e em toda a Europa temos 80 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza. Um fenómeno novo é haver cada vez mais pessoas que trabalham e que não conseguem sair da pobreza.

 

O Comissário Europeu para a pobreza diz que 2010 vai ser o ano em que será possível centrar as preocupações na pobreza.

 

Um por cento da população acha que o dinheiro chega facilmente para as necessidades, enquanto 40 mil idosos passam fome, indicando o preço dos alimentos como o principal factor.

 

Alguem ouviu falar nestes assuntos, nas recentes eleições? E o PS, que inicia novo mandato de governo, após onze anos no poder nos últimos catorze, não tem nada a dizer ?

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