Da arte de ser versátil ou de bem cavalgar toda a sela

 

Camiões com “ajuda humanitária” incendiados em território colombiano.

 

A política externa de qualquer país não se conduz através de comunicados ou anúncios públicos. Há mesmo ocasiões em que esses anúncios são instrumentos diplomáticos que servem para marcar posições de princípio opostas às acções e decisões que de facto estão a ser implementadas.

Posto isto, e verificando-se que está em marcha um plano de invasão da Venezuela, em violação do Direito Internacional e da Carta da Nações Unidas – organização actualmente presidida por um português -, espera-se que o governo de Portugal esteja, de facto, a agir de acordo com a legalidade, apesar da declaração de apoio a um auto-proclamado presidente que se comporta como um agente subversivo de terceira categoria, ao serviço do invasor e em violação ostensiva do Direito Internacional.

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Meu Deus.

O senhor Ministro das Finanças:

O restabelecimento da credibilidade de Portugal

Ao ler no New York Times a notícia do dia, lembrei-me imediatamente daquilo que Álvaro Santos Pereira disse há cerca de um ano:

Obviamente que é um passo importante na nossa caminhada de restabelecimento de credibilidade de Portugal perante a comunidade internacional.

Efectivamente, depois de a comunidade internacional ler “legal uncertainties” e “we are not able to safely offer the works for sale”, num texto sobre o cancelamento de uma venda “by decision of the Portuguese Republic“, creio que a credibilidade de Portugal é matéria com a qual já não precisamos de nos preocupar. Sim, “os mercados” andam atentos.

nyt

Adeus, Miró

Sim, adeus.

Não nos esqueçamos: “by decision of the Portuguese Republic“.

miró

Joan Miró (1893-1983)
Apparitions (Visions)
30/8/1935 (http://bit.ly/1nMBLB9)

Sim, Miró

Durante a manhã de hoje, deu entrada na secretaria do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa uma providência cautelar apresentada pelo Ministério Público. Para quê? Para deixarem de andar a brincar com coisas sérias.

Miró

Exactamente: “by decision of the Portuguese Republic“.

 

“ Quem fez mal à República?”

E à Escola pública, a maior realização da República? Alberto Nogueira Pinto, na passagem do 5 de Outubro, dia da Instauração da República (foi numa quarta-feira, em 1910).
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