Imitação de Miró no Carregado

Exactamente: no Carregado.

Adeus, Miró.

Adeus.

Mirando Miró

cavaco-mirando-miroFonte.

Já toda a gente sabe

Sim, a história já chegou ao Financial Times e ao Wall Street Journal. Até no MIT já devem saber.

Just Kidding

Fotografia de Egídio Santos

Fotografia de Egídio Santos

Sou sensível à cultura mas aprecio ainda mais a soberania

Onde é que estava a PGR, o Ministério Público e a deputada Canavilhas e o PS quando a infraestrutura de distribuição de energia eléctrica (REN) passou para o controlo de outro estado (China)? E onde está a habitual justiça caracol que ainda não conseguiu julgar as pessoas que faliram o BPN, passados cinco anos? Dois exemplos, apenas.

Tudo tem o seu lugar e a cultura não deve passar a parente pobre em tempos de crise. Este post não é sobre isso mas sim sobre os que vêm a oportunidade mediática para vir para os holofotes, tendo ficado calados perante situações da maior gravidade.

O restabelecimento da credibilidade de Portugal

Ao ler no New York Times a notícia do dia, lembrei-me imediatamente daquilo que Álvaro Santos Pereira disse há cerca de um ano:

Obviamente que é um passo importante na nossa caminhada de restabelecimento de credibilidade de Portugal perante a comunidade internacional.

Efectivamente, depois de a comunidade internacional ler “legal uncertainties” e “we are not able to safely offer the works for sale”, num texto sobre o cancelamento de uma venda “by decision of the Portuguese Republic“, creio que a credibilidade de Portugal é matéria com a qual já não precisamos de nos preocupar. Sim, “os mercados” andam atentos.

nyt

Reunião do Conselho de Ministros

joan-miro-12

Pergunta o Passos: “Não percebo o que se passa. Quem é esse tal Miró?!”.

O secretário de estado da cultura descansou o 1º ministro, garantindo-lhe que ia investigar.

Adeus, Miró

Sim, adeus.

Não nos esqueçamos: “by decision of the Portuguese Republic“.

miró

Joan Miró (1893-1983)
Apparitions (Visions)
30/8/1935 (http://bit.ly/1nMBLB9)

Montesquieu, esse liberal

Eu bem digo, absolutistas.

Sim, Miró

Durante a manhã de hoje, deu entrada na secretaria do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa uma providência cautelar apresentada pelo Ministério Público. Para quê? Para deixarem de andar a brincar com coisas sérias.

Miró

Exactamente: “by decision of the Portuguese Republic“.

 

Os Mirós do Japão*

        Nos últimos dias, alguns jornais, nomeadamente o Público, noticiavam que havia uma petição on-line no sentido de impedir que uma colecção de cerca de 85 pinturas de Juan Miró, propriedade do Estado Português, fosse vendida. Desde logo apareceram os “bitaiteiros” do costume. Que sim, o Estado não tem capacidade para ser proprietário de tal colecção, e o montante da venda serviria para abater ao prejuízo daquele banco. Que não, a venda da colecção é um crime de lesa pátria. E por aí fora.

Por aquilo que fui lendo, o assunto incomoda, e parece que ninguém (da comunicação social a responsáveis do BPN, passando pelo Ministério das Finanças, etc.) esclarece o que de facto se passou. Felizmente há alguém que tem escrito sobre o assunto, e de forma acutilante. Lendo o que Manuel de Castro Nunes escreve (vários posts)  percebe-se tudo. [Read more…]