
Enquanto ao comunismo e à extrema-esquerda não for imposto o justo, lúcido e lógico anátema que é imposto à extrema-direita, ao nazismo e ao fascismo, todas as discussões políticas estarão, à partida, viciadas.
[Read more…]Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Enquanto ao comunismo e à extrema-esquerda não for imposto o justo, lúcido e lógico anátema que é imposto à extrema-direita, ao nazismo e ao fascismo, todas as discussões políticas estarão, à partida, viciadas.
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Cavaco Silva deu ontem o ar da sua imensa graça e saiu-se com esta:
Segundo estudos, a credibilidade leva muito tempo a recuperar.
Tem toda a razão, o político mais político da história da política portuguesa. Basta ver o seu caso. Nunca mais recuperou a sua e é pouco provável que recupere.
Cavaco bem.
Ao ler no New York Times a notícia do dia, lembrei-me imediatamente daquilo que Álvaro Santos Pereira disse há cerca de um ano:
Obviamente que é um passo importante na nossa caminhada de restabelecimento de credibilidade de Portugal perante a comunidade internacional.
Efectivamente, depois de a comunidade internacional ler “legal uncertainties” e “we are not able to safely offer the works for sale”, num texto sobre o cancelamento de uma venda “by decision of the Portuguese Republic“, creio que a credibilidade de Portugal é matéria com a qual já não precisamos de nos preocupar. Sim, “os mercados” andam atentos.

Confiava a sua vida a um bombeiro?
Confiava o seu dinheiro ao governo?
Qual dos dois lhe parece o único capaz de dar tudo por si?
Ainda não escrevi uma linha sobre o caso Stauss Kahn e não é hoje que o vou fazer, do ponto de vista da culpabilidade ou inocência deste. De resto, nunca me pronunciei sobre casos em julgamento e, para mim, todos são inocentes até prova em contrário.
Admito que alguém como DSK, pelo lugar que ocupa e pelas ambições políticas que tem (ou tinha), seja alvo de uma cabala que vise a sua destruição. Também não ignoro a sua fama pública de conquistador nem o facto de, como li algures, haver mulheres jornalistas que se negavam a entrevistá-lo a sós.
Significativo, parece-me, é o facto da defesa de DSK ter passado rapidamente de uma alegação de inocência absoluta a uma argumentação que envolve sexo consentido, mas apenas após recolha de ADN e confrontação com alegadas “provas forenses”.
Ainda assim, e mantendo a presunção de inocência, esta notícia não deixa de ser perturbadora; quando a defesa de um dos homens mais poderosos do mundo se prepara para arrasar a credibilidade de uma simples empregada de hotel, consegue-o, de uma forma ou de outra, quanto mais não seja por questões de status, vizinhança e relacionamentos pessoais.
A estratégia é natural e conhecida: se, numa questão de consentimento ou não consentimento, a alegada vítima não for credível, provavelmente estará a mentir.
Resta saber se a justiça americana se consegue colocar acima de preconceitos deste tipo e se tudo não se resumirá a uma luta entre David e Golias. É que, generalizando, um qualquer indivíduo pode simultâneamente ser não credível e vítima. E ter razão na acusação, portanto.
Ainda não se sabe ao certo qual é o estado do país, e já Pedro Passos Coelho fala em aumentar impostos e tomar medidas. Desta vez, talvez só perca tempo a pedir desculpas aos militantes sociais-democratas por ter criado um embaraço ao partido à boca de eleições.
Mas, convenhamos, que aos olhos do PSD, o mal não estaria propriamente nas medidas previstas no PEC IV apresentado pelo Governo. O problema era uma questão de credibilidade. Assim foi a ideia defendida recentemente por Arnaut ao oitavo minuto do frente-a-frente com Bernardino Soares, na SIC Notícias.
Ou seja o mais provável é que iremos ser espremidos na mesma. A questão é que quem o vier a fazer terá mais credibilidade do que José Sócrates.
Ora, isso para nós, já é um grande alívio…
José Sócrates sobre Paulo Rangel:
…”faz carreira política com base no radicalismo, o que significa uma doença muito infantil da política.A nossa politica precisa é de moderação e de responsabilidade”
E, já agora, de verdade, de credibilidade, de competência, de não se afundar em escândalos…
Sócrates desgasta mais a imagem e a credibilidade de Sócrates do que Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas ou Francisco Louçã. Movimentando-se na cena política com a elegância de um elefante numa loja de porcelanas, confundindo público com privado, estado com foro pessoal, afirmação com provocação e arrogãncia, determinação com intolerância, Sócrates começa a ser questionado internamente pelos seus correlegionários. Imagino que o façam ainda em voz baixa e tom dúbio, tipo “não me comprometas” . No entanto, haverá quem comece a afiar as facas no Largo do Rato.
Todos tínhamos uma ideia acerca das escutas. Os juízes de Aveiro não podem ser uns atrasados dando-se ao rídiculo, diziam uns, não há nada, ou são ilegais, diziam outros.
E agora que sabemos? As escutas podem ser queimadas? O PGR e o Presidente do Supremo não têm que vir explicar o que não ouviram? Não ouviram as vozes a urdir um plano para “desactivar” informação jornalística incómoda? Vamos todos fazer de conta que não há nada? Que já houve um ministro da propaganda que fazia a “linhagem” do telejornal da RTP e, por isso, há que relativizar mais este tropeção democrático?
E o que acontece à imagem do primeiro ministro? E à sua credibilidade? São coisas sem importância para o país, para a credibilidade junto das instituições internacionais que nos podem ajudar a sair desta situação aflitiva?
Sócrates pode continuar como primeiro ministro? O Presidente não tem uma palavra a dizer? A Assembleia da República não pode propor a substituição de José Sócrates, por outro socialista? Tem a maioria oposicionista para o fazer!
O país, mesmo quem o defende, acredita em José Sócrates?
Após a publicação das escutas nada será como dantes, agora a questão passa a ser, quando?
Hoje no Público, Vasco Pulido Valente, vem dizer o que aqui há bastante tempo, venho dizendo. As coisas para o país seriam bem mais fáceis sem Sócrates!
Com o PS mas sem Sócrates, seria possível encontrar áreas de concordância, convergências, entendimentos que não são possíveis hoje e que ajudariam e muito na governação. Sócrates tem inimigos, pessoas que não lhe perdoam quatro anos de governo de "quero, posso e mando" e a quem tratou mal .
Ninguem quer partilhar com Sócrates esta situação miserável, a caminhar para a bancarrota e muito menos a continuar políticas que se revelaram desastrosas como mostram os resultados.
Depois, as suspeitas em que se envolve ou em que o envolvem, minam a credibilidade e a capacidade de resolver problemas, arrastam consigo a credibilidades de outras figuras do Estado, como é esta patética " revelo, não revelo" que o PGR protagoniza.
Obrigado a recuar em políticas que há seis meses eram intocáveis, e por fraqueza, não por vontade própria, vai rapidamente perder a iniciativa política e daí à paralisia, vai um passo.
Quiz governar pela propaganda e para isso arranjou multiplos combates com a comunicação social, tentando amansá-la, no que resultou casos atrás de casos, espremidos até ao absurdo, no meio de uma situação económica dramática.
Em democracia é possível enganar muitos durante algum tempo!
Como se temia o PGR nada revelou acerca do conteúdo das escutas. Isto não é bom para ninguem. Antes de tudo, para o próprio Sócrates, que vê adensar à sua volta as suspeitas que o juiz de Aveiro tem razões substantivas para fazer o que fez.
Depois para o PGR que funciona como alguem que não está seguro do que tem em mãos, nenhum interesse em deitar gasolina para a fogueira, disfarça, esconde, encolhe e nada disto é saudável para a democracia que não pode viver nesta clausura de segredos e de meias verdades.
Penalistas de mérito já deram o exemplo da Alemanha, onde decorreu um caso rigorosamente igual, com a diferença de que lá, o povo teve direito a saber o assunto que tinha sido escutado, não as escutas elas mesmas, evidentemente. O que leva que dois magistrados em Aveiro considerem que Sócrates cometeu " um crime grave contra a segurança do Estado"?
Este medo que se adivinha no PGR, no Presidente do STJ e nos socialistas confirma, em pleno, que os dois magistrados de Aveiro não são dois loucos que um dia de manhã acordaram e se lembraram de lançar estas terríveis suspeitas sobre o Primeiro ministro!
Ninguem acredita em tal "espionagem política" e na " decapitação do PS e do governo" as mesmas patranhas que foram usadas no caso "Casa Pia" e em todos os outros casos em que o PS se envolveu ou se deixou envolver.
O PGR devia ser nomeado pelo Presidente da República, ter um mandato igual ao dele, entrar com ele e sair com ele, com as mesmas prerrogativas, de poder ser apeado nas mesmas condições do PR, não poder ser reconduzido mais que uma vez, para o bem e para o mal, irmão gémeo do PR.
Mas ter um PGR que é nomeado pelo PR sobre proposta do governo e que este pode demitir quando bem entende, dá nesta pocilga onde chafurdam a credibilidade e a decência do Estado de Direito!
O que pagamos todos por existir uma classe política sob suspeita, é enorme, e não entra nas contas, mas devia entrar. Num país numa situação alarmante, os assuntos em dia são os que têm a ver com a defesa de um governo acossado pelas trapalhadas em se envolve o seu chefe e uma enorme teia de altos dirigentes.
A Justiça está em polvorosa e ameaça ir mais além, após ministros, que passam a vida a bradar que o Estado de Direito é a separação de poderes, virem dizer que os magistrados andam a fazer "espionagem política".
E os jornais vão, às pinguinhas, para manterem a pressão e venderem, deixar cair o que já se percebeu que já sabem, sobre a história da sucata. Hoje o SOL já vem dizer que os suspeitos todos trocaram de telemóveis para escaparem às escutas, utilizando mesmo, truques de quem sabe da poda, como aquela dos cartões recarregáveis que só são apanhados se pagos por cartão .
Depois estão na ordem do dia as autoestradas com vistos negativos do Tribunal de Contas, que vão parar, deixa de haver dinheiro, indemnizações, acusações porque a Lei é para cumprir e este governo não cumpre a Lei, diz o Tribunal de Contas. Os contentores de Alcântara tambem estão nos carris, grossa asneira de governo absoluto que deixou de o ser. O TGV, são os Espanhóis que vêm cá ensinar, congelem o Porto-Vigo e lancem um ramal para Sines, para as mercadorias o que parece ser bem mais sensato do que querer transportar passageiros que não existem.
Logo que isto acalme (após se saber o que aí vem das escutas) está na calha o casamento gay, o que tambem contribui para a resolução dos problemas que ameaçam afundar o país.
É isto o que muita gente não quer ver, o tremendo desgaste e prejuízos que um primeiro ministro, profundamento ferido na sua credibilidade, causa ao país.
Até à próxima campanha negra!
Hoje juntaram-se quatro homens do Direito, para falarem do Estado da Justiça.
O que esteve subjacente foi, como não podia deixar de ser, o processo "Face Oculta". Nenhuma opinião consensual para além das que até o homem da rua entende. Tudo o mais opiniões diferentes. Sustentadas pela Lei, por artigos, números, pelas burrices dos deputados, enfim, um rio de saber que ao chegar ao destino se reparte em mil braços.
Em relação à "Face Oculta" houve uma vertente que ganhou prepoderância com o debate, assomou com muita frequência nos discursos dos quatro magistrados e professores de Direito.
A credibilidade de quem exerce funções públicas!
O PGR tomou decisões mas a dúvida persiste. Dois magistrados em Aveiro reconheceram índicios de crime grave contra o Estado. Quem tem razão? Na Alemanha em caso idêntico, o PGR deu a conhecer aos cidadãos os índicios do crime que levou aos tribunais o primeiro ministro kron. O povo português não merece saber o que levou dois magistrados a reconhecerem índicios de um crime grave? Ou são dois inimputáveis?
Depois há a questão da "relevância social". Resolvida a questão criminal, jurídica, persiste o alvoroço social, a comunicação social, a oposição política, os cidadãos.
Este alvoroço seria o mesmo, ou haveria alvoroço, se o político fosse outro ? Cavaco, Soares, Sampaio, Guterres, Eanes alguma vez se viram envolvidos neste circo de descrédito ? Foram muito atacados no plano político, mas no plano da credibilidade pessoal, alguma vez a sua vida privada e política deu azo a suspeitas? Com esta intensidade e com este ritmo?
Quem não quer ver que sem credibilidade pessoal não é possível governar, não entende os sinais do tempo. A Fátima Ferreira já ali disse que as escutas vão aparecer na comunicação social, e que há procuradores do leitor de jornais que, face à inquietação pública, já confirmaram que vão publicar.
Em Democracia é assim !

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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