continuação daqui

adulto a se habilitar para a corrida pela vida
2ª Parte excerto um livro meu: O imaginário das crianças. Os silêncios da cultura oral
1ª e 2ª edição, Fim de Século. Uso o texto de 2ª edição, 2007
A cultura do adulto
Tal como a infância, parece-me que a vida adulta não tem idade. É verdade que há textos legais que definem capacidades, com base na cronologia; contudo, o convívio que tenho mantido com tanto ser humano ao longo da vida, nas minhas diferentes idades e em continentes diversos, assim como em trabalhos de campo diversificados e prolongados, tem-me feito pensar que a cronologia está correlacionada com uma multiplicidade de factores.
Um deles parece ser o lugar social que se ocupa: quem define o que deve ser feito e quem obedece com o seu desejo de aceitar.
Um outro factor diz respeito ao maior ou menor envolvimento e entendimento que uma pessoa tem dos valores aceites pelos indivíduos de um grupo, classe, país ou Estado. Outro ainda diz respeito à passagem do tempo histórico que, em correlação com a tecnologia, vai acumulando experiência social que constrói uma memória. A lembrança de pessoas que convivem é heterogénea, porque foram criadas em épocas diversas, ainda que necessariamente próximas. Dessa lembrança nascem a capacidade de entender contextos e a aceitação de aspectos da vida de que gostamos e que nos desagradam, assim como se desenvolvem alianças estratégicas e associações.
O ser humano, como tenho observado, é mutável, porque é resultado da história. E a ideia que temos do adulto é apenas um paradigma, uma definição, uma expectativa: o seu comportamento varia conforme os objectivos individuais e sociais. Quer nos bairros quer nas aldeias e etnias que estudei, os mitos definem expectativas e comportamentos, aparentemente hegemónicos, definindo objectivos comuns, coincidam ou não com o objectivo da construção de cada um através da sua vida. Um outro factor é, ainda, aquilo em que se acredita e o futuro que se espera alcançar.
, epecialmente se vemos duas pessoas que se amam e a uma terceira só, na primavera da vida.
como um pedestal lavrado pelo melhor escultor do mundo que, na escultura que mostro de Luís Miguel, deveria ser Michelángelo, apesar de ter sido Marcus Aureliuis, na Roma de 115 da nossa era. Luís Miguel, como a imagem de Marcus Aurelius, foi chorada ao longo dos tempos. Como a da nossa novas pérdidas de esta semana, o brilhnate, calmo, sábio e sereno Claude Lévi -Strauss que conhecemos de esta maneira
Os dois sábios, retiram dos nossos sentimentos ese do aborrecimento e nos faz fixar os sentimentos de aussência no jovem da escultura, um Luís Miguel que tinha toda a sua vida em frente e que podia ser comparado com a vida mais do que feita do nosso também desparecido sábio. Luís Miguel e Claude Lévi-Strauss partilharam, sem se nunca conhecer, estes sentimentos: de amor, de alegria, de procura do saber e da criação de novas ideias para o mundo progredir. Há a frase que diz: quebrou com uma visão etnocêntrica da história e humanidade […] Em um tempo em que tentamos dar sentido a idéia de globalização, construir um mundo mais justo e humano, eu gostaria que o eco universal de Claude Lévi-Strauss ressonasse mais forte". Como soa mais forte a do Luís Miguel. Os dois nos fazem sofrer esta semana, mas a obra feita de Luís Miguel, nos seus 32 anos é, em devidas proporções, como a que durante 101 anos fez Claude Lévi -Strauss. Este, aos seus 32, namorava e trabalhava; o outro, também. Um teve imensa sorte, o outro, a moda






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