Sou o que faço

No livro Memórias do Livro de Geraldine Brooks  descobri uma frase muito bela de Gerard Manley Hopkins (1844-89) que, naquela edição portuguesa (casa das letras), Ângelo Pereira traduziu como “Sou o que faço, foi para isso que nasci.” Fui à procura do poema. Partilho com todos: Chispeia o papa-peixe

Chispeia o papa-peixe, brilha a libelinha;
Tombado sobre a borda de um tanque redondo
O seixo soa; a um toque a corda ecoa; e o som do
Badalo é língua e brada longe o nome – é assim a
Ação que sempre é feita: o ser que em nós se aninha
Cada coisa mortal o distribui de todo;
Vem-a-si, trilha a si; “eu” exclama, escande, estronda o
Eu sou o que faço: tal era a missão que eu tinha.

(…)

(tradução de Alípio C. de F. Neto)

A aceitação da Morte

Chegamos ao hipermercado com a lista na mão: pão, batatas, vinho, peixe, etc. e, à entrada, os livros como que se oferecem (não estão na dita lista…). Se tivessem asas, atiravam-se e assediavam-nos mais.

Gosto de ser eu a descobri-los. Quanto mais difícil, mais vontade sinto de os ter em minha casa.

Uns livros levam a outros. Cheguei a Cidadela através d’ O Principezinho do mesmo autor, tão conhecido, o aviador Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) .

Mais de quinhentas páginas onde podemos encontrar meditações sobre “a solidão, o silêncio, as imagens do deserto [tema tão querido a Saint-Exupéry], o problema do tédio e da morte, do prazer e da liberdade, do «sentido da vida»”. [Read more…]

Pensamentos VII e VIII

VII

O governante pacífico é o que prefere a posse conferida

à tomada de posse.


VIII

O sentido da vida? É sempre em frente,

virar à esquerda, virar à direita, contornar a rotunda…

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Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz