Wikileaks expõe Sony

Financiamento do Partido Democrata, ligações à indústria militar, condicionamento do processo legislativo e outras revelações de uma multinacional intimamente ligada a poder.

Num novo Titanic

Às vezes é difícil adormecer. Fica-nos na cabeça notícias como esta, que nos dão em primeira mão lá em casa: «Mais um colega que foi despedido…».

Temos medo de perder o emprego. Até quando podemos contar com ele? É a sorte grande ter um.

Saímos de casa para o trabalho mas não sabemos se o teremos no dia seguinte.

A Sony pretende despedir 10 mil funcionários. Como é possível? O que vai fazer esta gente?

Quem nos prepara para o pior? Quais as soluções e opções?

Estamos todos num Titanic e só alguns têm direito a bote salva vidas…

Adeus walkman

Walkman_2610

Tive um walkman. Como muitos da minha idade. Já lá vão uns anos. Era uma companhia habitual e levava-o para quase todo o lado. Nos primeiros tempos transportava-o na sua caixa de cartão e devidamente condicionado no plástico de origem. Como quem compra um carro novo e fica zangado com quem lhe suja os tapetes pela primeira vez. Não durou muito. Essa mania, claro, porque o walkman durou. Com jeito ainda o tenho para ai enfiado.

Era Sony, como só os verdadeiros walkmans podem ser. Preto, com as letras em prateado. Tinha rádio, com mostrador digital, auscultadores e um clip para prender ao cinto. Leu muitas cassetes. Por aquele aparelho passaram horas de Pink Floyd, Beatles, U2, entre muitos outros.

Foi uma notícia, a do fim da venda do aparelho pela marca nipónica, que me fez recordar dele. Tive um walkman. À parte uma certa nostalgia por tempos que já não voltam, segui em frente. Não o choro. Hoje o walkman é uma peça do passado. Já quase não há cassetes, a qualidade sonora é muito melhor em CD ou em MP3, por isso a ‘morte’ do aparelho é natural. Não tem razão de ser nestes tempos.

Depois de divulgada a notícia, o canal Fox, dos EUA, colocou um dos aparelhos nas mãos de um adolescente dos nossos dias, do digital, da internet, dos ficheiros. Andou algumas horas a ouvir cassetes e nem reparou que estas tinham dois lados. Estes tempos não são para o walkman. A reforma espera-te pá.