Resumo do silencioso massacre sudanês

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Pedro Amaro Santos

SUDÃO:
— 500 mortos (pelo menos 19 são crianças);
— 723 feridos (pelo menos 49 são crianças);
— 650 presos;
— 54 violações;
— 1000+ desaparecidos.

Em dezembro de 2018, começaram os protestos contra o Presidente al-Bashir. Os manifestantes exigiram que fosse deposto. Os protestos forma motivados pelos cortes súbitos do governo nos subsídios para pão e combustível.

A 6 de abril, os manifestantes encheram a praça em frente ao principal quartel militar. Cinco dias depois, os militares anunciaram que derrubaram o governo de al-Bashir.

Os protestos evoluíram para um pedido de transição para a democracia, acreditando que um longo período de transição era essencial para reconstruir completamente o governo do país. No entanto, os militares, controlados pelo Transitional Military Council (TMC), tomaram o poder sobre o governo.

O conselho é liderado pelo tenente-general Abdel Fattah al-Burhan e apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e pela Rapid Support Force (RSF) – também conhecida como Janjaweed, a força paramilitar responsável pelas atrocidades cometidas em Darfur.

Os líderes das forças militares e organizadores dos protesto acabaram se unir num grupo chamado Alliance for Freedom and Change e, cerca de um mês depois da deposição de al-Bashir, chegaram a um acordo. A 15 de maio anunciaram que haveria um período de três anos de transição para um governo civil de poder repartidos.

Algumas semanas depois, tudo mudou. A 3 de junho, o RSF e outras forças policiais espancaram e abriram fogo sobre manifestantes não-violentos durante um protesto. Mataram mais de 60 pessoas e feriram mais de 300. Iniciaram a chamava grande ofensiva militar (major military crackdown).

Esta semana, o número de mortos subiu para mais de 100, depois terem sido encontrados mais de 40 corpos no rio Nilo. A RSF também foi acusada de violar mais de 70 pessoas durante o ataque.

Pelo menos 19 crianças foram mortas e 49 ficaram feridas. Outras estão a ser capturados, recrutadas e sexualmente abusadas ​​pela RSF.

Os manifestantes pró-democracia sudaneses são principalmente a população jovem do país. Os direitos limitados das mulheres do Sudão estão bem documentados: casamento infantil e o abuso sexual continuam a ser problemas no país.

Desde a semana passada, tem havido relatos de blackouts na rede móvel e internet. Os meios de comunicação estão proibidos de transmitir notícias sobre o conflito.

 

 

Que inveja

Este tipo faz tudo bem? Que inveja! Quanto for grande, quero ser como ele!

Linguinha "Uiquiliques"


Há coisas do diabo. Até há uns dias, andava o mundo inteiro num fri-ó-fró de gozo, lendo as piadosas novidades proporcionadas pelas indiscrições da “uiquiliques”. Os americanos eram uns perversos da pior espécie, maltratavam gente de tão fino recorte social como Sarkozy, Putin ou Berlusconi. Radiantes, aí estava mais um motivo de gáudio para os teóricos da “conspiração mundial yankee-sionista”, sempre pronta a devorar povos, ouro e terra alheia.

Entretanto, algo parece estar a mudar, pois inopinadamente, começaram a surgir assuntos pouco tranquilizadores para um determinado tipo de agentes do politiquês de Expresso de fim de semana. “Más” novas em Cabora-Bassa – insisto em escrever o nome tal como me ensinaram em 1972 -, entregas de dinheiros em termos de “compensação por serviços (?) prestados”, depósito de 9.000 milhões na conta do risonho Al-Bashir do Sudão e com alguma sorte, talvez conseguiremos saber algo mais. Num ápice, a perfída dos embaixadores estadunidenses, transforma-se noutra coisa mais refinada, porque afinal, é “muito estranha” e …“o que é curioso é que tudo aquilo que se passa e tudo aquilo que se diz nada é contra a América, é tudo contra os outros”. Não nos admiremos se dentro de dias o Dr. Almeida Santos disser uma ou outra chalaça acerca do assunto.

É esta a posição que agora, o sempre atento Dr. Mário Soares vem defender no Público. A isto chama-se ataque preventivo, ou gestão de possíveis danos colaterais que estarão para vir.

Não sei porquê, de repente comecei a prestar mais atenção à tal paródia “uiquiliques” que afinal, não passa de “mais uma manigância da CIA”…

A Intolerância é um Nojo

Venha de onde vier, defenda-a quem a defender, a intolerância é um nojo inadmissível. Eis um paradoxo: como ser tolerante com estes intolerantes?

Por exemplo, chicotear uma mulher por usar calças.