O processo dos Távoras

A série completa não está disponível na net, mas é possível passar, devidamente contextualizado pelo professor, um resumo de 6 minutos, que culmina com a execução dos Távoras. Como terão reparado, iniciámos o estudo do Marquês de Pombal.
Ainda sobre este assunto, está disponível um excerto do óptimo documentário Lisboa debaixo de terra: O Padrão do Chão Salgado.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no Contexto Europeu dos Séculos XVII e XVIII
Unidade 6.2. – Absolutismo e Mercantilismo numa Sociedade de Ordens

A propósito de amar uma cidade

Passo aqui belas tardes a ler, depois de um almoço nos pequenos restaurantes instalados nas belíssimas casas do SEC XVll, outrora beijadas pelas águas do Tejo. Lugar histórico de onde saíram as caravelas que descobriram o Mundo moderno. Foi tambem aqui que se construiu o Mosteiro dos Jerónimos das jóias mas belas que o homem concebeu, agora acompanhado pelo Centro Cultural de Belém onde se podem apreciar belos espectáculos e exposições. Aqui tambem se passaram coisas menos bonitas como foi a execução dos Távoras. Árvores centenárias oferecem-nos a sua sombra, flores enchem o espírito de cheiros e cores, a Fonte Monumental jorra água que ameniza o calor dos dias. Uma multidão “…de muitas e desvairadas gentes…” vindas dos quatro cantos do mundo enchem este lugar iluminado pela luz reflectida no Tejo azul, espelhando o céu sem núvens. Pode-se morrer de amor…e o “Youtube” pode contribuir e muito com imagens destas, tão estraordinárias!                                                            PS: Para o João JC. Este é o meu primeiro texto com imagens. É chato mas conseguiu!

Memória descritiva: neste dia…

Neste dia, 12 de Janeiro, passaram-se muitas coisas. Entre muitas dezenas de acontecimentos, escolhi quatro dias e cinco factos, tantos quantos os dedos de uma mão. Vamos então a esses dias e factos, todos eles dramáticos.

Em 12 de Janeiro de 1431, teve início em Ruão o processo contra Joana d’Arc, acusada da prática de bruxaria. Como se sabe foi condenada e executada em 30 de Maio seguinte. Heroína francesa da guerra dos Cem Anos, não teria ainda completado os 20 anos quando foi queimada. Mística e ignorante (uma mistura explosiva), dizia, desde os treze anos, ouvir vozes de santos – São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida – que lhe confiavam a missão de salvar a França invadida e ocupada pelos Anglo – Borguinhões.

Levada à presença do rei Carlos VII, que se refugiara em Chinon, conseguiu que lhe fosse confiado o comando de algumas tropas e venceu uma série de batalhas, levando a que Carlos VII fosse sagrado rei em Reims. Falhando na tentativa de recuperar Paris foi, na Primavera de 1930 aprisionada pelos ingleses. Julgada por membros da Igreja, gente do alto clero francês vendido ao invasor (a Igreja não gosta de perdedores), Pierre Cauchon, bispo da diocese de Beauvais onde Joana fora aprisionada, condenou-a. Acusações: vestia roupas masculinas, fazia profecias e afirmara que as suas visões eram de origem divina.

Acabou por ser queimada viva na Praça do Vieux-Marché. Note-se que Carlos VII, que lhe devia a coroa, não mexeu um dedo para a salvar. Moral da história – Vae victis!. [Read more…]