Donos disto tudo? E que andaram vocês a fazer na Segurança Social, Sérgio Azevedo?

DDT

O PSD entrou no linchamento do momento – nós por cá já tínhamos tirado a pinta ao mais recente boy de João Soares há quatro anos mas, lá está, isso somos nós que não temos que esperar pelo momento políticamente oportuno para fazer denúncias – e, pela voz de Sérgio Azevedo, nascido e criado nos prados verdejantes de Castelo de Vide, acusou o governo de António Costa de querer ser o Dono Disto Tudo, a propósito da nomeação de Elísio Summavielle para suceder a António Lamas no CCB[Read more…]

Elísio Summavielle nomeado por João Soares para substituir António Lamas no CCB

Há quatro anos, o Aventar confirmava a notícia que tinha dado em primeira mão sobre a nomeação de Elísio Summavielle para Director-Geral do Património. Hoje, Elísio Summavielle volta a ser notícia por outra nomeação, desta vez para o CCB. Há pessoas assim, toda a sua carreira profissional é uma nomeação. Vão fazendo currículo aqui e ali, nomeados de galho em galho, até que chegam à prateleira dourada onde, face ao seu CV feito de artigos publicados no Diário da República, todos dirão que era a escolha óbvia.

Mas é nestas alturas que dá jeito ver o percurso profissional do nomeado, para separar o trigo do joio. Vá, dê lá um salto. O quê, ainda aqui está? Ainda não foi ver o CV de Elísio Summavielle? Tome lá este rebuçado:

Para caracterizar o trabalho de Elísio Summavielle, bastaria pegar num nome: Museu Nacional de Arqueologia. [de: “A incompetência é a imagem de marca de Elísio Summavielle, o novo Director-Geral do Património“]

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Desempregado, uma carreira de futuro

Desempregados vão ter gestor de carreira

Mais uma vez, Álvaro Santos Pereira maravilha o mundo com outra brilhante descoberta. Tendo em conta que o número de desempregados está a aumentar em Portugal, torna-se claro que ser desempregado é uma das carreiras com mais futuro. Daí à ideia de criar a figura de gestor de carreira para desempregados foi um pequeno passo para o Álvaro e um grande salto para os portugueses.

Assim, antes de mais, será importante criar cartões de visita com a indicação da condição de desempregado, o que causará sensação nas festas e beberetes frequentados pelos que optaram por esta promissora carreira.

Os gestores de desempregados aconselharão os seus clientes acerca do melhor modo de desempenhar a sua inactividade. Assim, será importante que o desempregado acorde o mais tarde possível, de modo a que possa prescindir do almoço. O gestor de desempregados poderá, ainda, ensinar aos seus pupilos técnicas de relaxamento que lhes permitam transformar o oxigénio em nutrientes, desde que fiquem muito quietos o dia todo.

Entretanto, há uma grande movimentação na oferta de alternativas ao desemprego e está prevista a criação de cursos profissionais de ladrão, em que os discentes poderão frequentar disciplinas como TGV (Técnicas de Garrote e Vandalismo), CCB (Crimes de Colarinho Branco) e MAMA (Métodos de Ataque à Mão Armada).

Vasco Graça Moura, o Acordo Ortográfico e um país de lunáticos

Vasco Graça Moura, novo presidente do Centro Cultural de Belém, mandou retirar todos os conversores ortográficos dos computadores do CCB e determinou que fosse utilizada a antiga ortografia. Se Graça Moura, o poeta e escritor, pode ter uma posição pessoal sobre o assunto, é duvidoso que Graça Moura, o funcionário, possa impor essa visão aos trabalhadores subordinados apostados em cumprir a lei.

Este aspecto, assim comentado, ignora no entanto a fundamentação exposta por VGM:

“o Acordo Ortográfico não está nem pode estar em vigor”, já que, diz, na ordem jurídica portuguesa, “a vigência de uma convenção internacional depende, antes de mais, da sua entrada em vigor na ordem jurídica internacional”. Refere-se ao facto de Angola e Moçambique ainda não terem ratificado o AO, de que são subscritores, recusando os efeitos do “segundo protocolo modificativo”, assinado em 2004, que prevê que o AO entre em vigor desde que três países o ratifiquem. O ex-eurodeputado do PSD lembra ainda que o próprio AO exige que, antes da sua entrada em vigor, os Estados signatários assegurem a elaboração de “um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa”, algo que, alega, nunca foi feito. E defende que o acordo “viola os artigos da Constituição que protegem a língua portuguesa, não apenas como factor de identidade nacional mas também enquanto valor cultural em si mesmo”.

Não sei se, à luz do direito, assim é, mas, segundo o mesmo artigo do jornal Público, esta discussão surge “num momento em que crescem, dentro do próprio PSD, as vozes que se opõem ao acordo”.

Ora, aqui é que a porca torce o rabo: [Read more…]

A propósito de amar uma cidade

Passo aqui belas tardes a ler, depois de um almoço nos pequenos restaurantes instalados nas belíssimas casas do SEC XVll, outrora beijadas pelas águas do Tejo. Lugar histórico de onde saíram as caravelas que descobriram o Mundo moderno. Foi tambem aqui que se construiu o Mosteiro dos Jerónimos das jóias mas belas que o homem concebeu, agora acompanhado pelo Centro Cultural de Belém onde se podem apreciar belos espectáculos e exposições. Aqui tambem se passaram coisas menos bonitas como foi a execução dos Távoras. Árvores centenárias oferecem-nos a sua sombra, flores enchem o espírito de cheiros e cores, a Fonte Monumental jorra água que ameniza o calor dos dias. Uma multidão “…de muitas e desvairadas gentes…” vindas dos quatro cantos do mundo enchem este lugar iluminado pela luz reflectida no Tejo azul, espelhando o céu sem núvens. Pode-se morrer de amor…e o “Youtube” pode contribuir e muito com imagens destas, tão estraordinárias!                                                            PS: Para o João JC. Este é o meu primeiro texto com imagens. É chato mas conseguiu!