O Iluminismo fascista

Um sistema Fascista é aquele em que um determinado número de pessoas que pensam da mesma maneira e têm os mesmos interesses, se unem para destruir e erradicar todos aqueles que pensam de maneira diferente e têm interesses diferentes.

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A utopia terá que esperar

A última tentativa levada a cabo para influenciar, a partir do interior, as políticas da União Europeia, no que se refere ao seu modelo financeiro, social e económico conhecido por TINA (There Is No Alternative), foi feita pela Grécia, quando era seu Ministro das Finanças Yanis Varoufakis.

Essa tentativa falhou redondamente.

Varoufakis tinha a ciência, a coragem e a legitimidade democrática para provocar no seio da União Europeia, e na sua linha de pensamento único, um abalo com potencial suficiente para se estender a outros países, nomeadamente do sul, conferindo-lhes um poder negocial muito superior ao que hoje detêm, com o apoio, eventualmente, do bloco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Mas, como é sabido, num momento crítico da sua estratégia, para a qual estava mandatado pelo seu Primeiro-Ministro, Varoufakis perdeu o apoio de Tsypras e foi demitido. Não se sabe o que terá levado o Primeiro-Ministro grego a assumir a derrota, mas é possível que não tenha garantido o apoio internacional necessário ao sucesso da sua “rebelião”, ou que esse apoio tivesse custos superiores aos de uma capitulação ante o Eurogrupo.

Sabe-se que em Portugal se passou algo semelhante. Numa visita relâmpago que fez ao nosso país, antes do pedido de resgate financeiro, o Presidente da República Popular da China propôs-se pagar toda a dívida pública portuguesa, sendo provável que tenha pedido em troca nada menos que toda a economia. A sua proposta foi recusada.

Vivemos, assim, no fio da navalha, entre a espada e a parede. Somos obrigados a uma estratégia de política externa que não é muito diferente daquela que seguimos ao longo da História, principalmente após a morte do Rei D. Sebastião. Somos uma nação postiça, um povo sem nervo, uma pasta civilizacional que vive de pequenos arranjos diplomáticos, cujo fim é, mais do que favorecer a posição do país e o ânimo do seu povo, alimentar a estrutura burocrática que os representa politicamente. Isso não é desígnio digno da nossa História.

A derrota de Varoufakis não foi apenas a derrota da Grécia. Foi a derrota de uma linha de pensamento político que se opõe à Ordem global vigente, esta da degradação cavalgante dos direitos sociais, dos valores fundamentais da Democracia e do primado da pessoa humana. Com a derrota da Grécia perderam todos os países que vivem sob o jugo da dívida e ambicionavam alcançar, no concerto das nações, condições justas de desenvolvimento. Essa utopia terá que esperar.

TINA (There is no Alternative) – resistência e colaboracionismo

Apesar de tudo, apesar de todos os erros e desvios, deve reconhecer-se, por imperativo de justiça e verdade, uma diferença fundamental entre o actual Governo do Partido Socialista e o anterior, do PSD/CDS.

O Governo do PS, em certa medida, resiste. O anterior colaborava. Há uma diferença muito significativa entre Resistência e Colaboracionismo.

Pobre TINA

Afinal, havia outra. E nisso reside o busílis do diabo. 

Trump recusa-se a cumprimentar Merkel

Escândalo! Que português com coluna vertebral a cumprimentaria?

O necessário adeus de Merkel

A chanceler diz que as “notícias falsas” espalhadas pelas redes sociais ameaçam também as eleições alemãs. Merkel, que criou a mais falsa de todas as notícias, a TINA (There Is No Alternative), a da Austeridade redentora com que pilhou e humilhou os seus próprios “parceiros” do Sul. A mesmíssima Merkel que fez emergir a extrema direita na Europa e vem agora queixar-se de um mundo que se desfaz a seus pés.

Auf Wiedersehen.

 

A situação da Grécia numa curta frase

A intransigência dos credores face às pequenas diferenças das propostas gregas serve para quebrar a insurreição da Grécia face ao poder estabelecido. Pura consolidação do TINA.