“10 anos depois está quase tudo por fazer”

Ricardo Paes Mamede, esse Ladrão de Bicicletas.

A pouca vergonha e hipocrisia no ataque a Vieira da Silva

Ide ler o João Ramos de Almeida e o Nuno Serra. E, pelo caminho, pergunte-se ao ex-ministro Mota Soares porque é que acabou com a obrigatoriedade de um ROC validar as contas das IPSS.

Leituras

Sinceramente, não compreeendo como é que se pode andar por aí a saudar as decisões das agências de notação, mesmo que seja por oportunismo. O movimento recente de melhoria da notação da República dá jeito, eu bem sei. Note-se, no entanto,  que quem não tem memória e quem aceita as estruturas financeiras por reformar, até pode ganhar alguma coisa no curto prazo, mas perde também sempre qualquer coisa no curto prazo e tudo no médio e no longo.

Note-se que estamos a falar de instituições que tiveram responsabilidades pela crise financeira, iniciada em 2007-2008, validando todo o lixo financeiro que a ganância sem trelas regulatórias relevantes conseguiu inventar até aí. Esta crise tramsmutou-se na zona euro em crise da dívida que não era, e que continua a não ser, soberana, dado que está denominada em moeda estrangeira. Neste caso, as agências validaram toda a especulação contra os elos periféricos mais fracos. [João Rodrigues;  continua no Ladrões de Bicicletas]

Os ventos nos últimos 3 anos têm-nos sido favoráveis. Juros baixos, melhorias de notação financeira e melhoria dos indicadores que a UE tem usado para nos apertar. Mas olhemos para nós mesmos e constate-se que o país continua essencialmente igual. Não houve transformação alguma que justifique a mudança, sendo o actual estado das coisas circunstancial.

Bom, mudou num aspecto, mas para nos fragilizar mais. O trabalho passou a ser mais precário e a malha do Estado está quebrada, mergulhada num mar de falta de meios, à mistura com ineficiência e desorganização. Mas estas agências  dizem que agora estamos melhor. Não estamos. Apenas vivemos um desafogo, graças ao garrote menos apertado. Dão-nos melhor nota depois da destruição causada pelo sector financeiro, esse mesmo no qual essas agências de notação validaram todo o lixo como se se tratasse de ouro.

muito abstracto para as pessoas

um livre à Ronaldo, mesmo ao ângulo, do João Ramos de Almeida@Ladrões de Bicicletas

A subida dos juros da dívida explicados às crianças

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Para sabermos se as taxas de juro da dívida pública portuguesa estão a subir ou descer não precisamos de seguir as informações financeiras – basta consultar as redes sociais. Se os juros estiverem a subir, não faltarão alarmes sobre os impactos devastadores que o governo apoiado pelas esquerdas está a ter no país. Se estiverem a descer, os mesmos observadores atentos e preocupados tiram férias das redes sociais.

Ricardo Paes Mamede no Ladrões de Bicicletas.

Fica a provocação, com a sugestão para lerem o texto na íntegra, que o sumo está todo lá. Vale sempre a pena ver alguém tão capaz e coerente desmontar a propaganda da direita radical. Imagino-os logo a espumar pelos cantos da boca.

Um desenho chega

orçamento de estado-2017

Poderia escrever-se alguma coisa sobre o assunto, mas dissertar sobre revisionismos é uma perda de tempo.

Pode a esquerda romper com a austeridade?

um artigo de Alexandre Abreu no Expresso, essencial em tempos de propaganda radical da direita “teapartizada“.

Cinco anos a roubar biclas

Parabéns. E se quiserem rever o original… I Ladri di Biciclette.