
Mário Cruz, primeiro lugar na categoria “Assuntos Contemporâneos” / World Press Photo
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Mário Cruz, primeiro lugar na categoria “Assuntos Contemporâneos” / World Press Photo

Warren Richardson, prémio World Press Photo
© John Stanmeyer (Fontes: National Geographic & World Press Photo)
No Bitaites, o seu autor, Marco Santos, coloca “A velha discussão entre jornalismo e pornografia” em debate. Por causa de uma fotografia. Em causa, a ética e a moralidade de publicação de uma imagem dura, cruel, que ali é apelidade de pornográfica. É uma velha questão, de facto. Deve a imagem de Olivier Laban-Mattei, que venceu na categoria General News Stories, do World Press Photo, ser mostrada, seja onde for, num jornal, numa revista, num site, numa exposição? A fotografia foi tirada a 15 de Janeiro do ano passado, num dia normal das prolongadas operações de limpeza que se seguiram ao terramoto no Haiti.
Todos nós vimos imagens de momentos únicos de salvamentos no pós catástrofe no Haiti. Daqueles que nos fazem encolher o peito, embargar a voz e humedecer os olhos. Eram momentos felizes. Dos escombros saiam vidas, depois de horas, dias e até uma semana em suspenso. Gostamos dessas imagens. Proporcionam esperança. Sabemos que há milhares de mortos mas é nestas que obtemos mais uma recarga de humanidade.
Por isso, é tão duro olhar para a imagem do homem que efectua limpezas na morgue do repleto hospital central de Port-au-Prince. Ali, parece não haver humanidade.
Um corpo de uma criança voa em direcção a uma pilha onde já há outros cadáveres. Há um despejar literal, como se fosse um pedaço de madeira. Como se fosse nada. O nosso espanto é ainda maior porque se trata de uma criança.
Crédito: Olivier Laban-Mattei, França, Agence France-Presse
Acho que é o terceiro ano consecutivo em que tenho dificuldade em entender a escolha da fotografia vencedora do World Press Photo, o mais importante prémio mundial de fotojornalismo.
Este ano ganhou uma imagem do fotógrafo italiano freelancer, Pietro Masturzo. A imagem, captada no Irão, mostra uma mulher a gritar do alto de uma casa e foi feita quando dos protestos originados pela reeleição do presidente iraniano.
O júri diz que “além de ser bela, capta a tensão e a emoção do momento em que os protestos começaram a intensificar-se. A imagem mostra o começo de algo, o começo de uma grande história. Isso passa uma perspetiva e informações importantes, tanto visual como emocionalmente”, refere o presidente do júri, Ayperi Karabuda Eser no comunicado hoje divulgado.
Sim, percebido. Até pode ser mas não me convence. Se a ideia era distinguir algo relacionado com o Irão, havia muitas outras opções. Aliás, entre as mais de 100 mil imagens colocadas a concurso tenho a certeza de que havia fotos mais relevantes do ponto de vista informativo e perante as quais seria possível apresentar o mesmo nível de justificação. Basta ver outras imagens premiadas e será possível encontrar melhores imagens. Claro que estas coisas são sempre subjectivas e que avaliar fotografias jornalísticas não é um concurso de beleza e de estética. Sei tudo isso, mas sei também que não vejo na imagem o carimbo de vencedora da melhor fotografia jornalística do ano passado.
Fiquei mais uma vez surpreendido, pois. Mas não fui o único. Fosse sincero ou apenas sinal de falsa modéstia, o próprio fotógrafo italiano ficou espantado: “Nem acredito que venci. Nunca pensei que fosse possível um freelancer ganhar o prémio máximo”, disse Pietro Masturzo à Associated Press.
Foram apresentadas 101.960 imagens de 5.847 profissionais de 128 países.
A partir de hoje está disponível online um arquivo com cerca de dez mil imagens do World Press Photo. O melhor do fotojornalismo desde 1955, ano em que esta organização começou a atribuir prémios às melhores fotografias publicadas na imprensa de todo o mundo. Boa parte das fotos vencedoras de cada ano são, infelizmente, retratos do horror em distintas latitudes, testemunhos arrepiantes da história da humanidade ao longo das últimas décadas. E este é também o valor, para além da qualidade técnica e artística, deste arquivo.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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