O Comboio no Apeadeiro de Moz

Moz, Linha do Sabor, anos 70.

Comments


  1. Esta linha do interior de Portugal é um hino ao abandono do território pelo poder. A Linha do Sabor demorou mais anos a ser construída do que em funcionamento (se não considerarmos que deveria ter ligado a Miranda…), e enquanto funcionou foi o refúgio do material mais antigo que ia sobrando noutros lugares.
    Esta foto dos anos 70, se fosse datada dos anos 40 não seria diferente…


  2. O combóio é o transporte público por excelência – e por terra parecendo que temos “os pés no chão” – adoro combóios e na cidade onde nasci há um Museu do combóio – único no país – lindo


  3. E na dácada de 80 percorri toda a Austria de Combóio – que maravilha – E fiz Paris Roterdão e Genêve Lausanne em combóio – que lindo – e fiz Veneza Bressanone (Brixen-eis austria e actual italia desde II guerra) de combóio e outras viagens que não recordo já – mas o Alfa Pendular é melhor do que todos os combóios europeus onde viajei – mesmo os inter-cidades – a escala das paisagens dada pelo combóio aproximam-nos mais da região atravessada – E fiz centenas de vezes Lisboa-Santarém e vice versa e era uma viagem fantástica – E ainda guardo um A4 que é a carta das linhas férreas de Portugal que aprendi a “decorar” e percorriam praticamente todo o país sobretudo a norte do Tejo – Mas no entanto quando quiz fazer Lisboa-Évora (fim dos anos 50 início dos 60), tive de dormir em Évora e seguir caminho no dia seguinte até ao Algarve – E o interessante é que quando fiz Lisboa Porto de avião levava tanto tempo como de combóio Santa Apolónia-Porto e ficava muito mais caro e não me divertia nada pois que logo que o avião atingia a altura máxima logo começava a descer até porque deixei de gostar de andar de avião porque tive vários “poços de ar assustadores” em Genêve ao levantar no meio de tempestade e sobre Atenas – que mêdo – e também viagem de avo-ao Lisboa-Luanda foi ligeiramente complicado (Jumbo) – mas que remédio pois corri todas as cidades de moçambique em aviões pequenos bem como todas as ilhas de Cabo Verde em que se voava muito baixo em cima do mar que permitia quase ver o fundo no litoral – que lindo – valeu os sustos mesmo a aterrar com o focinho dos aviões em aeroportos pequeninos como foi inicialmente, o do Funchal que foi ampliado e constitui mais uma extraordinárai obra da engª portuguesa, esta de autoria do engº Segadães premiado mundialmente – Mas agora nem pensar andar de avião – combóio sim, avião não – E no entanto espanta-me que a TAP que foi considerada a melhor transportadora de Europa e rivalizava com Air France e Suiss Air, e valorizada no mundo ocidental, vai ao fim de tantos anos de existência, ser vendida a pataco não sei a quem – Portugal mais uma vez a dar a outrém o que de melhor tem e ficar mais uma vez desasado (sem asas)

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