Pasquim

Há momentos em que nos faltam as palavras. Esta manhã, ao ver a capa do JN, fiquei sem palavras.

A minha sorte é que existem dicionários e o problema resolveu-se:

pasquim
(francês pasquin, do italiano antigo pasquino, de Pasquino, nome de uma estátua mutilada sobre a qual os romanos afixavam escritos anónimos)

s. m.
1. Escrito anónimo afixado em lugar público com expressões satíricas contra o governo ou alguma pessoa constituída em dignidade.
2. Publicação difamatória.
3. [Depreciativo]  Jornal de baixa qualidade, sem importância. = JORNALECO
Podia pegar na manchete de diferentes formas, poderia perguntar se são apenas e só os professores, poderia ironizar e referir que afinal parece que sempre há professores a trabalhar, mas não. Fica apenas a citação retirada do dicionário e que dedico à jornalista Emília Monteiro.

Comments

  1. Júlio Rolando Coelho says:

    Já agora, qualquer dia o professor é um escravo (voltar às origens gregas da função) que deve viver em permanência na escola, sem mais nenhum direito que não seja o de existir.
    Quanto ao JN e à pretensa jornalista (sim, porque um texto destes, com chamada à primeira página em caixa alta, só pode ser mesmo obra de pasquim e de alguém que nem jornalista é) a manipulação e o populismo são por demais evidentes para uma pessoa deixar passar em claro. Devemos desmascarar estas manobras o mais possível.

  2. só viu hoje? says:

    Toda a capa é medonha.
    E já há muito tempo que o jornal é assim,espécie de tablóide principiante…ainda principiante…os ingleses fazem muito melhor no género(até à iniquidade,barra do tribunal,fecho).Não vejo que a notícia seja pior que tudo o resto que vêm publicando.Até informa do toca-e-foge professoral…O Crato que resolva.Tá na lei…

  3. Luís Filipe Miranda says:

    E para que servem os professores substitutos? Bem sei que o ministro Crato está a desertificar as escolas de professores; mas é aí que reside o problema.

  4. Emília Monteiro says:

    Caro João Paulo, como não consigo ter acesso ao seu perfil, vou acreditar que existe e agradecer a dedicatória!

    • Maquiavel says:

      É bem que agradeça, eu a si dedicava o verbete “vómito”.


    • Olá Emília, bom dia e permita, primeiro que agradeça o seu comentário. Confesso que é com ENORME desilusão que vou vendo um dia atrás do outro textos no JN claramente dirigidos e critério jornalístico, no minímo questionável. Obviamente não lhe peço que comente o texto que escreveu num blogue e por isso, se desejar poderá escrever para *******. E, sim, existe um perfil que não se esconde no aventar. Obrigado, JP

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