Salário: 485 euros ilíquidos.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Salário: 485 euros ilíquidos.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Quando o despudor dos esclavagistas perde qualquer réstia de vergonha. Mas o governo e seus amos estrangeiros querem mais e pior.
Mais uma vez: quando a oferta cresce e a procura diminui ou se mantém, o resultado é a diminuição do preço. O mercado de trabalho não é diferente, sendo o preço o salário. Nos últimos 20/30 anos os sucessivos governos abandalharam a Universidade, abrindo as suas portas a tudo quanto fosse imbecil, porque 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais. Os resultados estão à vista: uma oferta de trabalho muito superior às capacidades de absorção do mercado e em consequência uma diminuição do preço (salário). E enquanto se oferece 485 euros já é uma sorte, porque como vimos no post de ontem, há quem ofereça 0000,00€. Por outro lado, experimentem deixar a vossa chave de casa dentro da mesma e chamem um serralheiro para ver quanto é que lhe pagam por 15 minutos de trabalho.
Outro aspecto que se pode tirar deste anúncio: a entidade empregadora pede um licenciado. Se este mesmo anúncio saísse no Diário da República, o valor não era de 485 euros, mas sim de 1200 e tal. Onde está a igualdade e onde está a injustiça de taxar mais os funcionários públicos?
Pois, isto de ter cursos e bons empregos não devia ser para todos, mas só para pessoas de boas famílias frequentadoras de colégios e faculdades privadas, não é qualquer gajo.
Pá, e se o proletariado ganha 380€ no novo salário mínimo nacional, não sei para que é que algum deles ganha mais do que isto. Ainda por cima não se reproduzem, os fdp.
Devia ser única e exclusivamente para os melhores, para os que ao longo da sua carreira escolar trabalharam e se esforçaram para merecem o privilégio de ir para uma universidade PÚBLICA (porque as privadas, salvo raríssimas excepções, foram a força armada da destruição da Universidade). Hoje em dia, estes, com sorte, agarram-se a uns 485 euros em Vila Real, porque no passado uns idiotas com média de 12, tiraram uns cursos obscuros numas universidades ainda mais obscuras com umas médias obscurantíssimas e agarraram-se como lapas aos “bons empregos”, dos quais não podem ser removidos, apesar de não serem os melhores, porque direitos adquiridos, igualdade, constituição.
Também acho, deviam ser tudo precário. Aí é que havia boa investigação nas universidades.
A questão não é essa. A questão é a de termos pessoas menos capazes com trabalho (a desempenhá-lo mal e sem incentivo para melhorar) e pessoas extremamente bem qualificadas no desemprego, porque um dia houve um imbecil qualquer que se lembrou que todos os portugueses tinham que ser doutores e engenheiros, independentemente do seu mérito.
Já agora não tenha dúvidas que nas Universidades os bolseiros – precários – fazem mais e melhor investigação que os senhores professores doutores – com contrato garantido para o resto da vida. Porquê? Porque os bolseiros – os que não têm cunha, obviamente – sabem que se quiserem continuar a fazer investigação e a ter trabalho, têm que mostrar serviço e trabalhar.
Bela resposta Hugo. Um dos objectivos centrais dos que mandam no governo (que, muitas vezes, ultrapassa mesmo as ordens que recebe) através da destruição do que a CEE ainda deixou de pé é o aumento abissal do número de desempregados para assim terem as mãos mais “soltas” para um rebaixamento dos salários quer no público quer no privado a caminho da escravização do século XIX, O Hugo ainda bate palmas, pelos vistos de pé, porque é de opinião de que 1200 euros é uma fortuna inadmissível na FP e no privado os serralheiros são uns milionários.
Deixe-se de tretas porque não consegue fazer esquecer que há MENOS DE 0,1% DOS POPRTUGUESES que lucram com a violência terrorista que o governo provoca à generalidade dos portugueses. A TROCO DE NADA QUE NÃO SEJA MERA MENTIRA E PROPAGANDA RELES.
Também conheço esse truque retórico do desconversar, mas vamos por partes.
O que referi foi a péssima gestão que se deu à Universidade em Portugal nas últimas décadas, de tal modo que hoje em dia uma pessoa licencia-se para trabalhar ou de graça (ver post de ontem) ou por uma miséria (485 euros). Ao mesmo tempo, profissionais que não necessitam de formação superior safam-se melhor. Na minha opinião, isto, além de ser tremendamente injusto, constitui uma péssima despesa pública, porque os contribuintes andam a pagar cursos que não servem para arranjar os tais “bons empregos” que se referiu. A bem dizer, não servem para nada.
Em relação ao seu comentário, eu não embarco nessa teoria da conspiração de que a CEE/UE e o governo quiseram/querem destruir Portugal. Em primeiro lugar, porque eles devem ter coisas melhores para fazer. Em segundo lugar, porque a taxa de desemprego só superou os níveis dos anos anteriores à adesão em 2009, já em plena crise da dívida. (http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+desemprego+total+e+por+sexo+(percentagem)-550). Eu obviamente não bato palmas ao empobrecimento do país, mas caso não tenha reparado, estamos em crise e é preciso cortar na despesa que os governos do passado (com claro destaque para o executivo socretino) nos deixaram. E o que vejo são as pessoas com melhores salários a queixarem-se e a fazerem greves que prejudicam os que ganham 485 euros, como o futuro director gerente de Vila Real. E ainda por cima a queixarem-se invocando a igualdade consagrada na constituição. O que pergunto é: se não são iguais nas regalias laborais e salariais porque carga de água haverão de ser iguais nos cortes?
Quanto ao facto de 1200 euros ser uma fortuna admissível, claro que não é. O que é inadmissível é um funcionário público ganhar mais que um funcionário do privado pela mesma tarefa, porque é este último quem cria a riqueza que vai pagar o ordenado daquele. E este é um dos problemas de Portugal, que já não é de agora, pois já no século XIX se dizia que um jovem que saia da faculdade o que queria era arranjar um emprego numa repartição pública; os outros que trabalhem e gerem os impostos para lhe pagarem a avença.
A divida soberana sempre foi usada através dos séculos para impor leis iníquas nos países dominados. Se quiser posso -lhe dizer que Karl Marx no volume IV de “O Capital” o analisa de uma forma magistral.
E certamente não foi por acaso que a CEE , depois de nos impor o fecho de inúmeras empresas entre quais os estaleiros navais, as minas , a frota de pesca etc etc etc sempre obrigou a empréstimos para “completar” as “ajudas” de milhões que eram “fornecidos” e que desde essa altura determinaram onde podíamos investir e os sectores onde estávamos proibidos de investir.
Assim, destruição das forças produtivas e contracção obrigatória de empréstimos (directa e a mais das vezes indirectamente a bancos alemães) se foi “construindo” de forma acelerada uma dívida soberana que agora serve de pretexto para que os alemães possam vir a ter uma mão de obra pouco qualificada, os qualificados embora necessários vêem-se obrigados a emigrar, “ao pé da porta”.
Essa é a CAUSA PRIMEIRA (há outras de que poderia destacar as de origem ideológica do governo) para o embaratecimento do salário na FP E NAS EMPRESAS PRIVADAS (11% no último ano)
Não esqueço que algumas universidades não reuniam as condições mínimas tendo sido algumas encerradas mas essa ´
e uma questão secundária porque sempre tivemos, e continuamos a ter, menos licenciados por mil habitantes do que os países mais evoluídos.
É verdade que a minha anterior resposta se referia ao seu primeiro comentário e, por isso, não abrangia a questão das universidades mas de facto refugiar-se nessa questão e tentar torna-la central é uma fuga para a frente a todo o custo.
A velocidade de endividamento do país foi de facto estonteante… quando o engenheiro dos domingos tomou conta do poder:
http://www.pordata.pt/Portugal/Administracoes+Publicas+divida+em+percentagem+do+PIB-824.
A dívida em % do PIB em 2004 era apenas 2 pontos superior à de 1991. Depois veio o descalabro. A culpa é da troika, da CEE, da Merkel, do Reagan e da Thatcher. E agora os malvados dos credores querem o seu dinheiro de volta. Onde é que já se viu, quererem que um Estado de Direito e de bem assuma contratos livremente assinados.
Perceba uma coisa, a dívida é completamente irrelevante, excepto dentro de um euro que só serve à Alemanha de qualquer maneira.
E já que é para respeitar contractos, porque é que o estado não respeita os contractos de trabalho e as leis sobre trabalho precário? E que tal respeitar a constituição?
Ah, já me esqueci, a melhor medida de progresso para um país é quanto paga à banca.
Um diz que a culpa é da dívida. Outro diz que a dívida é irrelevante. Afinal em que ficamos?
Em relação aos contratos (sem C antes do segundo T), estou perfeitamente de acordo. Todos deveriam ser respeitados. O problema é que o Estado não tem dinheiro para o fazer. Agradeça ao inginheiro-filosof.
O engº dos Domingos não se formou numa PRIVADA ?? Na Independente ?? Na Lusófona ?’ que se diz Cooperativa para sacar subsídios ao Estado ?? A Independente que foi extinta como nunca nenhuma tinha sido com os maiores escândalos que nunca houve ?? ?’ as PRIVADAS são melhores ?? ai que não e são SEMPRE financiadas em parte pelo Estado mas os alunos pagam balúrdios – para quê ?? Porque podem entrar com nota mais do que negativa vindos do ensino médio público e/ou privado mas “entram sempre” coitadinhos porque as privadas não querem deixar o lucro e sem alunos fecham e deixam entrar todos – os alunos das públicas não são pobres ou ricos – são os que querem bom ensino e pagam propinas embora baixas e os que nem isso podem pagar têm direito a “bolsas” (e acho bem – mas que estudem e não andem, como nas privadas, a procurar um atestado de incompetência –
Será que os portugueses que vão fazer doutoramentos à Sorbonne e a Cambridge e Oxford é por serem “privadas” ?? E Cambridge reivindica ser a mais antiga da europa mais do que a de Coimbra – não sei – deve ter uns “dias” de diferença – gostava de saber se os “Estudos Gerais de Lisboa passados para Coimbra e deram a universidade – são de que ano
É impressionante como no momento em que vivemos uma crise, como nunca vivemos antes, esta é uma crise económica,financeira mas acima de tudo é uma crise de valores.
E ainda encontramos quem consiga defender o indefensável, o ensino superior deve ser para todos os que querem e tem capacidade para o seguir, existem sempre ovelhas negras, mas isso não dá a ninguém o direito de achar que a barriga ou a vida de um licenciado é mais importante que a de um serralheiro! Na organização social em que vivemos todos fazemos falta na construção e desenvolvimento do País e todos absolutamente todos os cidadãos deveriam ter um salário justo que lhes permita viver com dignidade. Aqui sobra inconsciência social e muita falta de cidadania. Hugo eu não tenho nenhum curso superior mas ao longo da minha vida de trabalho sempre fiz formação, na minha área de trabalho, considero-me competente no trabalho que faço e gosto de ver que sou justamente remunerada pelas mais valias que trago para a empresa em que trabalho. São os meus impostos mais os dos serralheiro , carpinteiros, pedreiros, médicos, enfermeiros, arquitectos, advogados e todas as outras profissões, foi com os nossos impostos, que muitos dos que defendem salários de miséria, se formaram e se tornaram licenciados. Pense nisso
Eu não acho nem que 485 euros é um salário justo, nem que um serralheiro vale menos que um licenciado, nem que há pessoas mais ou menos importantes na nossa sociedade. De uma vez por todas, o que critico é uma política de ensino superior que desvalorizou ao longo do tempo as licenciaturas e os conhecimentos adquiridos nas universidades, ao permitir que qualquer pessoa pudesse entrar na Universidade, independentemente de ter qualidade para tal ou não. Em muitas áreas a consequência foi uma enchente de licenciados que superam em muito as necessidades do mercado. O resultado é este: 485 euros para quem tem uma licenciatura; e no post de anteontem era 0 euros. É isto que eu acho absolutamente vergonhoso. Acho vergonhoso que uma pessoa ande a estudar quatro ou mais anos ao mais alto nível e a gastar milhares de euros aos contribuintes portugueses para depois ganhar menos que uma mulher-a-dias ou, em alguns caos, para desempenhar funções que uma pessoa com o nono ano desempenharia. É desperdício de dinheiro, é desperdício de tempo e mais importante é desperdício de capital humano. Já vi que a maioria das pessoas aqui não se incomodam com isto. Estão no direito delas. A mim incomoda-me e muito.
Aplaudo de pé, Lucina.