Cancioneiro mexiano

Eu não quis sodomizá-lo. Ele é que estava de costas.

Braga TV Procura Mamífero Bípede

estagiario-gratis

que faça o lugar de estagiário curricular durante três meses (depois vem outro e outro). Grátis, portanto.
Ah, convém que possua “excelente domínio do Português (verbal e ortografia)“, faça umas entrevistas, edite vídeo, more em Braga e tenha também “responsabilidade nas suas funções”.
Se são “funções”, porque é que têm que ser desempenhadas gratuitamente? Se até os broches na lapela se pagam…

Contrata-se Director-Gerente

Salário: 485 euros ilíquidos.

Para baixar as calças não dava jeito

Passos rejeita que Europa tenha ficado “de braços cruzados” na crise

A economia portuguesa no contexto   internacional

“Portugal é um bebé no cinema porno”

Tomar no cu: o esplendor da lusofonia

tumblr_lqpykqnRXN1qhrgdxFrancisco José Viegas (FJV) tornou pública a ameaça de mandar tomar no cu qualquer fiscal que queira confirmar se o ex-secretário de Estado pediu a factura das despesas realizadas. Especifica, ainda, que tal ameaça poderá ser concretizada “à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados)”.

Em termos formais, é importante começar por notar que há alguma desregulação ortográfica no texto de FJV: enquanto secretário de Estado defendeu a aplicação do chamado acordo ortográfico; o blogger, embora, aparentemente, siga as regras que constam da reforma de 1945, prefere escrever má-criação sem hífen, o que é, no fundo, uma maneira de tratar a ortografia como se fosse um fiscal das Finanças. [Read more…]

Ulrich candidata-se a actriz pornográfica

Se tantas foram sodomizadas por John Holmes, porque é que ele não há-de aguentar?

Organizem-se!

Embora resista ao vocabulário obsceno – pelo menos quando escrevo – confesso que a vontade de publicar dois ou três palavrões começa a tomar conta de mim. Antes de me explicar, e cedendo já ao impulso, deixem-me só lembrar uma anedota alarve que me fazia rir na adolescência igualmente alarve durante a qual era preciosa qualquer ocasião que nos permitisse proferir palavreado mais forte. Rezava, então, assim a dita anedota: numa orgia sexual, para apimentar a coisa, resolveram apagar as luzes. Ao fim de meia hora, um homem gritou: “Ó pá, organizem-se! Já me foram três vezes ao cu e ainda não comi nada!”

A troiana Cassandra recebeu de Apolo a faculdade de adivinhar o futuro. Por se ter recusado a favorecer sexualmente o mesmo deus, foi amaldiçoada: ninguém acreditaria nas duas profecias.

Os economistas instalados no poder ou próximos do poder ou os poderosos que falam sobre economia andam há três ou quatro anos a explicar o que deveremos fazer para que os mercados acalmem e deixem de nos atazanar a vida. De cada vez que tomam uma decisão, afirmam que agora é que é, agora é que os mercados vão acalmar, agora vai tudo correr bem, de certeza absoluta.

Foi assim com os PECs socráticos, assim foi com a austeridade crescente do passismo cada vez mais passadista, tal como aconteceu com a Grécia. Com a eleição de Rajoy em Espanha, os entusiastas da seita ergueram as mãos para os céus em agradecimento. Agora é que os mercados iam, finalmente, mesmo, de certeza, acalmar. Surpreendentemente, para quem queira ser surpreendido, parece que não.

Pelo menos, a heroína troiana não cedeu aos apelos lascivos chegados do divino. Os poderosos economistas ou os economistas poderosos da actualidade comungam com Cassandra os discursos sobre o futuro. Ao contrário de Cassandra, não acertam uma e, para cúmulo, não passam de umas putas que dormem com os mercados e com os bancos e com os empresários, enfim, com quem lhes paga.

Pela minha parte, que não pedi para participar neste bacanal, gostaria muito que se organizassem.

Associação Recreativa, Desportiva e Cultural “Os Lusitanos Sodomizados”

Portugal deve fazer esforço colectivo para corrigir desequilíbrios, diz Barroso

Imagine que, por alguma razão, o leitor faz parte de uma Associação e paga as suas quotas, mensalmente. Uma Associação séria, note-se, coisa com estatutos e tudo, com objectivos sociais, preocupações de benemerência, interesse em criar um Centro de Dia, a garantia de que há-de haver um infantário, a compra de uma mesa de matraquilhos, seja lá o que for. Ao fim de algum tempo, descobre que a rapaziada que, durante uns anos, alternou na direcção andou a meter uns dinheiros ao bolso, próprio ou próximo, gastando-o em jantaradas ou empenhando-o em negócios arriscados ou contratando amigalhaços em empreitadas mais ou menos desnecessárias, levando a que a Associação resvalasse para terrenos próximos da bancarrota. Diga lá, ó leitor, o que faria ou o que diria se algum iluminado lhe viesse dizer:

– Ó pá, os gajos da direcção gastaram mal o dinheiro e agora os sócios têm de fazer um esforço colectivo para corrigir os desequilíbrios!

Eu faço uma pequena ideia do que diria, mas vou guardá-la para mim, até porque o cheiro a cherne podre mexe-me com a pituitária.

Governo recua e abandona apelo à sodomia

Afinal o fim das comparticipações “está em estudo“. No que toca aos contraceptivos estou convencido que a Igreja não deixará passar esse bárbaro apelo ao sexo anal e oral. Volta tudo à posição de missionário.

todo o ensino deve ser público

todo o ensino deve ser público, gratuito e sem colégio privados

O título deste ensaio parece um mandamento. De facto, é uma ordem, não entregue pela divindade, mas sim pelo totem como definia Durkheim no seu texto de 1912: Les structures élémentaires de la vie religieuse, Felix Alkan, Paris (não conheço versão portuguesa). Mandamento parece-me que é, conforme os tempos e as cronologias, por se tratar do processo de transferência de saber de uma geração a outra, sendo uma obrigação que a lei garante, passando a nova obrigação, a de aprender, para os mais novos de um grupo social.

A literacia é a que garante a memória, o saber, as descobertas e os avanços científicos de uma sociedade ou de um grupo dela. No ensaio de ontem, filosofava sobre as diferenças e a complementaridade, e definia esses conceitos como palavras substantivas capazes de, por guardar a diferença, as formas complementares apareciam dentro do debate e do saber. No caso do ensino, actividade definida por mim como transferência de saberes, é uma obrigação. [Read more…]