Uma questão de Liberdade…

-Concordo muitas vezes com a Maria João. Mas apesar de compreender o ponto de vista que defende neste artigo, não posso de forma alguma deixar passar sem tecer algumas considerações. Também eu gosto da Grã-Bretanha, seus valores e cultura, a única excepção será mesmo a família Windsor pela qual não morro de amores. O multiculturalismo e liberdade fazem parte do ADN da Grã-Bretanha, sem os quais a ilha se tornaria em algo diferente, para pior. Também não tolero o fundamentalismo, seja islâmico, católico, judeu ou qualquer outro. Mas proibir e punir crenças religiosas ou políticas de qualquer ordem, é ceder aos valores dos fanáticos que pretendemos combater. São os actos criminosos que devem ser reprimidos através de apertada legislação e não as ideias. Para que exista de facto diferença entre a civilização e a barbárie. Proibir uma muçulmana de vestir uma burka se o pretender fazer livremente, é igual à proibição num país islâmico que um católico adore a imagem da Virgem ou se ajoelhe perante Jesus Cristo crucificado. Não deveremos ceder perante o ódio e sem dar a outra face, há que continuar a defender a Liberdade de todos, até mesmo a Liberdade dos bárbaros que pretendem tirar a nossa…

Comments


  1. “Defender a Liberdade de todos, até mesmo a Liberdade dos bárbaros que pretendem tirar a nossa…” Impossível. Isso só existe na teoria. E, isso defendo eu, cada um deve ter liberdade para teorizar o que quiser. Mas lá que é uma treta, é.

  2. manuel.m says:

    A burca não tem directamente a ver com o Islão: As muçulmanas dos países fora do Médio-Oriente não a usam, e mesmo as desta região só uma minoria o faz. Mas a burca, (cuja justificação é dada pelos homens ao dizerem que não querem que suas mulheres sejam vistas como um mero objecto sexual), é muito mais que um traje: É uma declaração pública e ostensiva de repúdio pela cultura e valores do país, neste caso do RU. Eu quando vejo uma, ( e vejo cada vez mais), sinto-me intimamente agredido e acho que a burca faz mais pela xenophobia e intolerancia racial que qualquer outra coisa. A harmonia não se decreta e para a conseguir o velho preceito “em Roma como os Romanos” ainda é a melhor receita.


  3. A tolerância e o respeito pelos direitos das minorias fazem parte dos nossos valores. Ainda bem. Mas não podemos ser tolerantes com a intolerância (mesmo que “apenas” proclamada). O respeito pelas tradições e/ou símbolos religiosos deve ter em conta se estes não contrariam de forma clara os valores que consideramos essenciais.

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