A máquina do poder

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Interessante leitura, trazida pela Esfera dos Livros.

Imigrantes a mais?

Um dos blogues associados ao diário espanhol El País, o Café Steiner, destaca hoje um gráfico publicado no estudo anual sobre a opinião pública “Transatlantic Trends” (edição de 2014), particularmente interessante no que diz respeito à questão da imigração. O gráfico mostra a resposta obtida em vários países da União Europeia, na Rússia e nos EUA à pergunta: “Acha que há demasiados imigrantes no seu país?”.

O que torna as respostas ainda mais interessantes é o facto de surgirem divididas em dois grupos. Um primeiro grupo, assinalado a cinzento claro, a quem foram indicados os números reais da imigração antes de serem convidados a responder, e um segundo grupo, a cinzento escuro, a quem não foi dada nenhuma informação. Isto é, enquanto o primeiro grupo avalia dados reais, o segundo pronuncia-se sobre uma percepção. E as diferenças são flagrantes.

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FMI baralha e torna a dar

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O relatório de Outono do FMI, essa samaritana instituição que nos salvou das maleitas do socratismo destrutivo e que nos emprestou umas coroas a troco de uns “ajustamentos” temperados com austeridade em doses industriais, vem agora dizer-nos que o caminho para tirar a economia da crise passa por investimento estatal em infraestruturas públicas. Ou se preferirem, em português neoliberal, despesismo.

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Alpoim Calvão

Faleceu um terrorista. Nunca foi julgado.

Fatos, fatos, fatos: muitos, muitos fatos

 "Any minute now I’m expecting all hell to break loose"
Bob DylanThings Have Changed

António Costa aceitou o desafio do jornal Observador, respondeu às perguntas do Political Compass e, aparentemente, não terá pestanejado quando leu esta tradução de “It’s a sad reflection on our society that something as basic as drinking water is now a bottled, branded consumer product”:

O fato de a água que bebemos ser um produto de consumo de marca e engarrafado é um triste reflexo da sociedade em que vivemos.

Aliás, este “fato de a água” nem sequer é uma tradução: é o produto de uma deturpação da versão portuguesa, criada pelo Público:

O facto de a água que bebemos ser um produto de consumo de marca e engarrafado é um triste reflexo da sociedade em que vivemos.

Sim, o problema é grave. Efectivamente, este fato é um triste reflexo da sociedade em que vivemos. Considerando a gravidade do problema, prometo aos leitores do Aventar alguns meses de descanso sobre este assunto.

Em 21 de Março de 2013 (ou seja, há cerca de ano e meio), o ILTEC pronunciou-se nos seguintes termos [Read more…]

Sítios Onde Não Vais de Carro (III)

Tecnoforma: Passos “inocentado” em 48 horas

PGR terá averiguado e emitido despacho em apenas dois dias. Jornal Público prossegue a investigação.

“Como é que imaginas o funeral dos teus pais?”

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Um povo com «os pés frios dentro da cabeça»

«Saiu-me um político nos corn-flakes. Um político que eu já tinha. Perguntei aos colegas lá na cantina se não tinham nenhum político repetido para a troca, mas descobri que todos eles já tinham governo formado. Cada governo dava direito a um povo. Havia colegas meus que até já tinham vários povos e estavam a formar confederações e uniões. Um tipo que trabalha no aprovisionamento ainda me propôs um presidente para a troca. Mas para que preciso eu de um presidente se quando me saír um militar os invado a todos?!»

– António Pocinho, «o mistério da defesa», in Os pés frios dentro da cabeça, Fenda 1999

Portugal reloaded

brigadaSob a égide dos antigos líderes Mário Soares, Almeida Santos, Jorge Sampaio, Ferro Rodrigues e José Socrates, ou figurões como Manuel Alegre, António Costa chegou ontem à liderança do PS.

De regresso ao palco mediático poderão estar canastrões ilustres políticos como Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira, Mário Lino, Jorge Lacão, José Lello, Alberto Costa ou Vieira da Silva, sem esquecer os paus para toda a obra promissores Marcos Perestrello ou o sempre voluntarioso keynesiano de serviço, que almejará ser um sucedâneo à altura de Carlos Moedas, João Galamba, verdadeira estrela em ascenção no partido desde que o ex-primeiro ministro e estudante em Paris o incluiu na lista de deputados ao abrigo de quotas, pelo desempenho demonstrado em blogues que distintamente bajularam o querido líder o serviram.

Perante tão valioso plantel e face ao descrédito que o actual governo almejou, é caso para pensar que o PS regressará em breve, a troika será um pouco mais tarde…

O Estado do Sítio

O “presidente de todos os portugueses” está em Braga… a população rejubila…

As 4 mentiras de “pormenor” de Passos Coelho

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(foto: Viriato à Pedrada/Sem Rodeios)

No programa Eixo do Mal desta semana, Daniel Oliveira chamou a atenção para as 4 mentiras de pormenor a que Passos Coelho recorreu no Parlamento numa tentativa inglória de salvar o que restava da sua falsa imagem de candura. A saber:

  1. Passos Coelho optou por não receber a subvenção vitalícia: ou se recebe esta ou se recebe o subsídio de reintegração e como Passos requereu o subsídio de integração, não poderia sequer requerer a subvenção vitalícia que, em todo o caso, só pode ser requerida a partir dos 55 anos;
  2. Passos Coelho escolheu não receber o acrescento salarial de 10% decorrente da condição de deputado em exclusividade: não podia recebê-lo uma vez que recebia 15% decorrente de se encontrar na qualidade de vice-presidente da bancada parlamentar do PSD;
  3. Passos Coelho foi ilibado pela PGR: não foi ilibado de coisa nenhuma pois como o crime prescreveu, a PGR não tem competência para o julgar logo não tem competência para o ilibar;
  4. Passos Coelho começou a trabalhar na Tecnoforma em 2001: no seu livro Mudar, o ainda primeiro-ministro afirma que optou por fazer o curso de economia enquanto trabalhava na Tecnoforma, curso esse que terminou em 2001 e começou, na melhor das hipóteses, em 1997, isto considerando que não terá chumbado qualquer ano e que o curso teve uma duração de 5 anos.

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Saia um piropo para a Mesa do Rato, que o Brilhante foi ao museu

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Os romanos tinham um aforismo que não resisto a citar: “asinus asinum fricat”. Sem pretender insultar asininos ou políticos, quando li que o Professor Marcelo terá dito que António Costa era um dos seus alunos mais brilhantes, foi o que me disparou a memória. É que, por princípio, desconfio de “jotas” e de quem, na vida real, pouco ou nada mostrou no uso da sua formação académica. Marcelo, pelos vistos, gosta. É a ensiná-los, criticá-los ou a bajulá-los que ganha a vida.

Dir-me-ão: Ah! Mas António Costa exerceu advocacia. Dizem que começou a exercer, de facto, em 1988, numa altura em que já era deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, com portas abertas, portanto, até porque fazia parte do Secretariado do PS. E, pelos vistos, três anos depois, já tinha abandonado por motivações políticas. Sim, a política (se vadia, tanto melhor) é bem mais saciável do que ler extensos códigos e ter que trabalhar para viver, fazendo alegações em juízo. Por alguma razão, um dos seus gurus, que também chegou a Primeiro-ministro, tenha começado a máscara de trabalhador, desenhando umas mal-amanhadas casas na Câmara da Guarda, como Agente Técnico, que era assim que se chamava na altura. [Read more…]

Passos Coelho assume funções de Calimero

Calimero

Com a saída de cena de António José Seguro, Pedro Passos Coelho parece agora posicionar-se como herdeiro natural do capacete casca de ovo que até agora pertencia ao Calimero socialista. Pobre homem! Isto das tecnoformas e das ONG’s é tudo uma armadilha porque ele, coitado, afronta os interesses instalados e, ao que tudo indica, um mensageiro – possivelmente o próprio Vasco – terá informado o primeiro-ministro que o seu governo não iria durar muito. José Gomes Ferreira já nos tinha alertado para a possibilidade de Ricardo Salgado estar por trás das denuncias referentes aos “remedeios” e omissões de Passos Coelho. Marques Mendes, o homem que ajudou a fundar o CPC sem saber como funcionava, afirmou que o erro de Passos foi o timing das suas explicações ao país, já que a sua seriedade não lhe oferece dúvidas. Já Marco António Costa relembrou-nos estes dias que o primeiro-ministro é um referencial de ética e transparência, Penso que estarão reunidas todas as condições para que Passos Coelho seja a nossa nova vítima até às próximas Legislativas.

FMI apoia combate ao Ébola

com 102,5 milhões de euros. Isto em termos de austeridade fica por quanto?

Aguarda-se intervenção dos bombardeiros ocidentais da paz

Hong Kong também quer democracia e eleições livres. Armamos e treinamos uns rebeldes para ajudar?

Seguro sai pela porta traseira…

…e cruza-se com Sócrates a entrar.

Alunos da Escola Pública

Três alunos portugueses ganharam duas medalhas de ouro e uma de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática.

Cuba, 1970

Dead Combo, do álbum Lusitânia Playboys (2008)

Da série estes romanos são tontinhos

intro-obelix

A Legião do Marco António já votou contra o Costa?

Então, reflectiram bem?

costa seguro primarias

Todo o país assistiu ao que é o partido por dentro. A ver vamos se aproveitaram o dia de ontem para pensar nisso.

[Foto: José Sena Goulão / Lusa]

Remediado:

particípio passado de remediar, verbo transitivo (dar remédio a; corrigir; prover do indispensável), verbo pronominal (reparar os próprios erros ou faltas; corrigir-se).

 

O striptease não é para todos

Offshora

(imagem via Quem não offshora não mama)

Passos Coelho, um homem tão remediado, mas tão remediado que ainda há uma semana não se lembrava se tinha ou não recebido dinheiro da Tecnoforma/CPPC, tal era o seu grau de remedeio, afirmou no Parlamento, em resposta ao desafio de António José Seguro para levantar o seu sigilo bancário de forma a esclarecer de uma vez por todas a questão, que não estava disposto a fazer o “striptease” das suas contas bancárias por se tratar, nas palavras do primeiro-ministro, “de um direito fundamental à reserva pessoal”.

Pergunta: os requerentes do abono de família também são abrangidos por este direito fundamental? Não? Porquê?

P.S. “Passos Coelho” e “striptease” não combinam. Há quem também trabalhe em regime de exclusividade e esteja em melhor (tecno)forma!

PS, 1974

PS 1974.3[8]

Antes: muita promessa, pouca realização. Passos: muita promessa, fazer o oposto.

Passos afirma que mudou forma de fazer política e isso causa incómodo“.  Sem dúvida que mudou.

O punho e a rosa

José Xavier Ezequiel

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A maioria dos cidadãos talvez não saiba, mas o logo-punho-erguido do Partido Socialista foi apenas fruto das circunstâncias. Ao que me contaram, havia várias propostas para um símbolo que, mesmo depois do 25 de Abril, pura e simplesmente ainda não existia. O PREC e a ‘guerra dos cartazes’ obrigavam a tomar decisões, coisa sempre difícil no PS ‘histórico’. Parece que um funcionário do partido, a meu ver com um enorme sentido de humor, escolheu para os primeiros cartazes aquele punho sobre um fundo amarelo-e-vermelho e, tal como na clássica tradução do latim — ‘ite, missa est’. Ou seja, assim ficou.

É certo que o primeiro PS, não sendo propriamente marxista, era, pelo menos, claramente igualitarista. E anti-clerical. Ora, quando um partido assim tão jacobino é assaltado por uma vaga muito mais dada a missas e ladaínhas, havia que mudar de logo. Foi o que o bondoso engº Guterres tentou fazer, ao substituir o velho punho erguido por uma rosa com ‘désainhe’.

O velho PS torceu o nariz a este vistoso reposicionamento, como agora se diz, em marketês. Na verdade, excepto na extensão de marca JS, nunca o punho-e-a-rosa apareceu sem o punho-erguido ao lado. E, com a fuga intempestiva do engº Guterres para Nova York, o desgraçado foi mesmo caindo em desuso, desaparecendo da comunicação do partido a partir o consulado socrático.

Pode parecer-vos assunto de ‘lana caprina’, este dos símbolos do PS. Mas olhem que não é bem assim. [Read more…]

Pesquisar Foto “Souto + Moura”

jornal_i_souto_moura_arquitecto_procuradorEste tipo de trocas de identidade pode acontecer por várias razões.

Tecnopassos


O humor da Porta dos Fundos só às vezes é ultrapassado pela realidade.
Mas hoje colide em cheio com ela…

A perna curta de Passos

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Em Mudar, publicado em 2010 pela Quetzal
Mais aqui.

Isto vai acabar mal

A Tecnoforma, e suspeito que a tal ONG à qual Passos Coelho esteve ligado não andará muito longe, jamais produziu ou comercializou qualquer bem ou serviço relevante, mas foi conseguindo através de influencias mais ou menos obscuras de favorecimento entre boys que ocupam jobs no Estado, disputar um lugar na gamela onde alguma desta gente ligada aos partidos, se alimenta com o dinheiro que chega a Portugal sob a forma de fundos comunitários. Mesmo que eventualmente possa nem ter cometido qualquer ilegalidade, o facto relevante é termos percebido que Portugal é governado por um político cuja única carreira profissional conhecida foi colaborar, favorecer e abrir portas ao lamaçal obscuro que parasitou o país nas últimas décadas, desperdiçando boa parte dos subsídios comunitários, contribuindo assim para o estado em que o país se encontra. Não fica bem na fotografia e suspeito que isto vai acabar mal para a maioria, principalmente para o PSD, por assobiar para o lado numa clara demonstração de apego ao poder, que tanto criticaram ao PS nos tempos de má memória de José Socrates. O PS já esquecido do que foram esses anos, critica agora ao adversário o comportamento que então teve. Estão bem uns para os outros…